Em destaque: Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA após fugir do Brasil, diz jornal
A informação publicada pelo jornal é que o ex-candidato chegou à Flórida na noite desta terça-feira (27).

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28.out.2026 às 2h06 Diminuir fonte Aumentar fonte São Paulo O senador Flávio Bolsonaro ( PL ), candidato derrotado na eleição presidencial, teria desembarcado nos EUA após fugir, diz o Financial Times. A informação publicada pelo jornal é que o ex-candidato chegou à Flórida na noite desta terça-feira (27).
Em seguida, ele teria se encontrado com o irmão Eduardo Bolsonaro, que já vive em exílio autoimposto nos EUA.
O político deixou o país menos de 24 horas após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes cancelar os passaportes brasileiro e italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.
A ordem judicial está ligada a investigações criminais em andamento e foi emitida horas depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) na noite de domingo (25), quando o candidato de esquerda venceu um segundo turno por 51,8% a 48,2%.
A Polícia Federal brasileira cancelou os passaportes do senador depois que ele descumpriu o prazo para entregar os documentos de viagem até a manhã desta terça. Aliados disseram que não conseguiam entrar em contato com ele, enquanto aumentavam as dúvidas sobre seu paradeiro.
Para o Financial Times, a presença de Flávio Bolsonaro nos EUA provavelmente agravará as relações entre Brasília e Washington. Um aliado afirmou que a mulher e as duas filhas dele também deixaram o Brasil.
O governo Trump, que ainda não reconheceu formalmente a vitória de Lula, afirmou nesta terça que concederia um visto ao político.
Após o resultado da eleição, Flávio criticou a decisão do STF de prorrogar a votação por duas horas no domingo, embora seu próprio partido, o PL, tivesse solicitado que as seções eleitorais permanecessem abertas em áreas específicas afetadas por fortes chuvas.
No caso do PT, o pedido foi feito devido a falhas no transporte público, apontadas por eleitores em locais como Salvador (BA) e São Paulo.
Na segunda-feira (26), o presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu essas críticas ao afirmar que havia indícios de que a eleição havia sido "fraudada".
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