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Em destaque: Flamengo levou uma aula de Libertadores do Estudiantes

Feita a devida mea culpa, hoje é quase impossível não dizer: a "velha Libertadores" voltou a dar as caras ontem, quando o Estudiantes bateu o Flamengo nos pênal

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 10:00
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Em destaque: Flamengo levou uma aula de Libertadores do Estudiantes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Rio de Janeiro — De acordo com informações recentes, flamengo 0 (2) x (3) 0 Estudiantes | melhores momentos | semifinal | CONMEBOL Libertadores “Boa mesmo era a velha Libertadores.” Em algum momento da vida, todos já ouvimos essa frase, que é menos nostalgia do que um sutil recalque de quem há tempos não vê seu time brigar pela principal taça do continente.

O caso chamou atenção recentemente no município de Rio de Janeiro e região. Feita a devida mea culpa, hoje é quase impossível não dizer: a "velha Libertadores" voltou a dar as caras ontem, quando o Estudiantes bateu o Flamengo nos pênaltis e garantiu vaga na decisão continental para enfrentar o Palmeiras. Mais do que isso, os pincharratas de La Plata usaram o histórico gramado do Maracanã para realizar um verdadeiro recital de como jogar a Libertadores -- velha ou nova ou futura. Tecnicamente inferior, o time de Cacique Medina conseguiu anular o poderio do time rubro-negro, exatamente como havia feito na primeira partida. Pedro em Flamengo x Estudiantes André Durão Mesmo quando o time ficou com um jogador a mais, a posse de bola do Flamengo mostrou-se tão produtiva quanto uma lavoura de arroz no Atacama. Os rubro-negros trocaram mais de 600 passes, três vezes mais do que o Estudiantes. O número de finalizações a gol: duas para cada lado, nenhuma suficiente para movimentar o placar. O Estudiantes de La Plata, vocês já leram por aqui, é ferrenho adepto de uma escola de futebol -- uma forma de jogar que faz parte da identidade do clube. Uma tradição que remonta aos tempos de Carlos Bilardo, o patrono da mística pincha. No caso, uma estrutura defensiva que poderia segurar o Exército Vermelho e um jogo que busca, de forma incessante, alimentar um centroavante que provavelmente tem o sono atravessado por sonhos intranquilos em que se engalfinha com goleiros adversários e ambos acabam — juntos com a bola — nas redes. Quando tudo ameaça falhar, algum solo de sarrafo mantém a orquestra nos eixos. Bem de vez em quando, surge um maestro do naipe de Juan Sebastián Verón, como na Libertadores de 2009, a quarta e última edição vencida pelo time argentino. Na ocasião, o Cruzeiro festejou (com razões) o empate obtido em La Plata. Na volta, no entanto, o Mineirão presenciou uma aula magna de La Brujita, que transformou o palco mineiro em um campinho de bairro de La Plata -- não era a cartilha da Libertadores, mas o próprio Velho Testamento. "Flamengo jogou mal nas duas partidas", analisa Mansur sobre eliminação no Maracanã Contra o impotente time de Leonardo Jardim, não foi preciso nem um Verón de ocasião. Bastou uma meia dúzia de abnegados volantes e o enigmático Fernando Muslera, a fênix charrua, que defendeu nada menos que três pênaltis. E assim o Estudiantes se esgueirou pelas frestas do duopólio que Palmeiras e Flamengo ameaçam impor ao continente, impedindo que, pela primeira vez na história, a mesma final se repetisse em dois anos consecutivos. Ao subverter a hierarquia financeira, que me perdoem os flamenguistas, faz o futebol sul-americano respirar. Certa vez, estava caminhando em La Plata e observei, vindo na direção contrária, um pai. Ele trazia o filho pequeno pela mão, e ambos vestiam a camisa do brioso Gimnasia. Encarei o pai por dois segundos e ele sabia exatamente o que eu, um turista passageiro, estava pensando: "Como vai ser difícil a vida futebolística dessa criança, que precisa dividir a cidade com um time como o Estudiantes". Hoje, repenso aquela conclusão. Como é difícil a vida de qualquer clube que enxerga o Estudiantes do outro lado do campo.

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