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Em destaque: Fim da escala 6×1 deve elevar custos da saúde e Hapvida (HAPV3) é a mais exposta, aponta Safra

A Hapvida (HAPV3) apresenta a maior sensibilidade na análise, enquanto a Rede […]

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 11:18
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Em destaque: Fim da escala 6×1 deve elevar custos da saúde e Hapvida (HAPV3) é a mais exposta, aponta Safra
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O fim da escala 6×1 deverá pressionar os custos das empresas de saúde, com impacto bruto estimado entre 0,5% e 4,6% do Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) de 2025 das seis companhias acompanhadas pelo Safra . A Hapvida ( HAPV3 ) apresenta a maior sensibilidade na análise, enquanto a Rede D’Or ( RDOR3 ) permanece como a principal escolha do banco no setor.

Em relatório, o Safra afirma que a aprovação da proposta de emenda à Constituição ( PEC ) pelo Senado, sem alterações em relação ao texto analisado em junho, manteve suas estimativas para as empresas.

A pressão sobre os resultados, porém, poderá ser amortecida. Em um cenário no qual as companhias consigam repassar 75% do custo adicional aos preços, o impacto estimado recua para uma faixa de 0,1% a 1,1% do Ebitda de 2025.

“A flexibilidade para negociar regimes de trabalho, incluindo escalas 12×36, deve ajudar os operadores hospitalares a se adaptarem”, afirma a equipe responsável pelo relatório do Safra.

No cronograma considerado pelo banco, que pressupõe publicação da medida logo após a promulgação em 16 de outubro, a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas em meados de dezembro de 2026. Nessa etapa, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso por semana.

A redução para 40 horas semanais ocorrerá um ano depois, por volta de dezembro de 2027. Com isso, antes das medidas para compensar o aumento das despesas, 2027 deverá absorver aproximadamente metade do custo anual total, enquanto 2028 será o primeiro ano completo com o impacto integral modelado.

Para preservar o volume de horas trabalhadas, o exercício do Safra indica necessidade de ampliar em 4,8% o quadro originalmente submetido à escala 6×1 na primeira fase. Na segunda, o aumento acumulado chega a 10%, também em relação a essa parcela da força de trabalho.

O banco ressalta que os cálculos são simulações com base nos dados de 2025 e em diferentes hipóteses de repasse de custos. Portanto, não representam projeções do impacto efetivo nos resultados de 2027 e 2028.

Além da negociação de regimes como o 12×36 – em que o profissional trabalha 12 horas e descansa 36 –, o período de transição abre espaço para buscar reajustes nos contratos com operadoras de saúde e clientes corporativos.

Entre as demais alternativas citadas pelo Safra estão horas extras, banco de horas, reorganização operacional, automação e contratação de prestadores de serviços independentes para funções não médicas, respeitadas as regras trabalhistas aplicáveis.

Essas iniciativas podem reduzir o custo absorvido pelas companhias, mas a capacidade de execução e a velocidade de adaptação deverão variar entre os operadores. Nesse cenário, o Safra mantém sua preferência pela Rede D’Or e identifica a Hapvida como a empresa com maior exposição bruta ao aumento das despesas entre as analisadas.

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