Em destaque: Empresários dizem que vão demitir funcionários que votaram em Lula
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Consulte formatos e valores disponíveisPublicações nas redes sociais incentivam dispensas por preferência política; prática é considerada discriminatória pela legislação trabalhista
> copiar link --> Lula (PT) derrotou Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25.out.2026); depois do resultado, empresários disseram que demitiriam funcionários petistas Renato Pizzutto/Band - 18.out.2026 PODER360 27.out.2026 (terça-feira) - 23h28 Priorize o Poder no Google Pessoas que se apresentam como empresários e políticos ligados ao PL passaram a defender nas redes sociais a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações ganharam força depois da vitória do petista sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, no domingo (25.out.2026).
As publicações incentivam empregadores a identificar trabalhadores petistas e dispensá-los por suas preferências políticas. Não há confirmação de que todas as manifestações tenham resultado em demissões.
A vereadora de Londrina (PR) e deputada estadual eleita Jéssica Ramos Moreno (PL), conhecida como Jessicão, publicou uma mensagem incentivando a demissão de empregados que apoiaram Lula.
“Você tem uma empregada que é petista? Demita! Tem um funcionário que é petista? Demita!”, escreveu. A deputada também defendeu que consumidores deixassem de contratar serviços de apoiadores do PT.
𝙌𝙐𝙀 𝙈𝘼𝙍𝘼𝙑𝙄𝙇𝙃𝘼! 👏👏👏 ✅ Empresários estão 𝘿𝙀𝙈𝙄𝙏𝙄𝙉𝘿𝙊 abestados petistas.
⚠️ 𝘿𝙖𝙦𝙪𝙞 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙖 𝙛𝙧𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙫𝙖𝙞 𝙨𝙚𝙧 𝙨𝙤́ 𝙙𝙚𝙨𝙜𝙧𝙖𝙘̧𝙖. 𝙀 𝙚𝙨𝙘𝙧𝙚𝙫𝙚𝙧𝙚𝙢𝙤𝙨: 𝙀𝙨𝙨𝙖 𝙘𝙪𝙡𝙥𝙖 𝙚́ 𝙚𝙭𝙘𝙡𝙪𝙨𝙞𝙫𝙖 𝙙𝙚 𝙦𝙪𝙚𝙢 𝙛𝙖𝙯 𝙤 𝙇. https://t.co/HZcJUZZcT2
“Demita um petista, o voto dele prejudica o seu negócio, prejudica a tua família, prejudica a tua vida, vocês merecem respeito.” https://t.co/4AWyL3NKTB
No Rio de Janeiro, a deputada estadual Índia Armelau (PL) também sugeriu que empresários verificassem as redes sociais dos empregados para identificar apoiadores de Lula.
O Ministério Público do Trabalho entrou com uma ação civil pública contra a deputada. Nesta 3ª feira (27.out), a Justiça do Trabalho determinou que ela retirasse as publicações e deixasse de incentivar a discriminação de trabalhadores por convicção política. A decisão estabelece multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.
A deputada afirmou que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e disse respeitar as escolhas políticas dos trabalhadores.
A legislação brasileira proíbe a discriminação nas relações de trabalho por convicção política. Trabalhadores demitidos por esse motivo podem recorrer à Justiça para pedir indenização e reintegração ao emprego, entre outras medidas previstas em lei.
Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, o MPT havia recebido 1.937 denúncias de assédio eleitoral até 2ª feira (26.out). Os casos podem ser denunciados ao Ministério Público do Trabalho e à Justiça do Trabalho.
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