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Consulte formatos e valores disponíveisEle ajudou a AmPm a ser a 6ª maior franquia. Nos postos do Grupo Ultra, o desafio é agir como dono Após 18 anos no grupo, Thiago Basílio deixou a estratégia para assumir a operação da Millennium e voltou à sala de aula no MBA Executivo em Finanças da Saint Paul para decidir com mais segurança Thiago Basílio, diretor de operações dos Postos Millennium, do Grupo Ultra
Priorizar nos meus resultados Google Mais de 1.600 lojas franqueadas espalhadas pelo Brasil, um plano para mudar o posicionamento e a marca de toda a rede e uma dúvida que, para Thiago Basílio, concentrava o maior risco do projeto: os donos dessas lojas aceitariam a mudança?
“A decisão mais arriscada é sempre o medo da adesão do franqueado”, diz ele, ao relembrar o reposicionamento da AmPm, rede de conveniência dos postos Ipiranga, onde foi diretor de franquias entre 2023 e 2025.
Nesse período, a AmPm subiu para a sexta posição no ranking das maiores franquias do Brasil, da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Em janeiro de 2026, Thiago deixou um cargo voltado ao desenho da estratégia para assumir a diretoria de operações da Millennium, empresa de gestão de postos do Grupo Ultra. Ali, passou a responder também pela execução e a agir, nas palavras dele, como dono do negócio. Para a nova função, voltou à sala de aula no MBA Executivo em Finanças da Saint Paul Escola de Negócios.
A mudança na AmPm tinha duas frentes: o posicionamento estratégico do negócio e a marca. A CEO da rede, Bárbara Miranda, resumiu o movimento como a passagem de uma parada rápida por necessidade para um destino de desejo do consumidor.
Para reduzir o risco de rejeição, a empresa envolveu o conselho de franqueados e foi além dele, elegendo franqueados-chave em cada região para construir o plano em conjunto. “Isso foi nos dando mais segurança de que a gente ia ter sucesso nesse reposicionamento”, afirma. Pelas contas dele, em menos de dois anos mais da metade das lojas já exibia a nova marca.
A trajetória de Thiago no grupo começou em 2008, como assessor administrativo da Ipiranga em Ribeirão Preto, no interior paulista. Antes, havia sido gerente de pessoa física no ABN AMRO.
Na Ipiranga, passou por Campinas, pela coordenação de operações de varejo em São Paulo e pela gerência de varejo na Bahia, em Sergipe e em Alagoas, até chegar à gerência de negócios na capital paulista.
São 12 anos como gestor e dois MBAs no currículo: um em gestão comercial, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), e um executivo, pela Fundação Dom Cabral (FDC).
Para Thiago, a principal mudança está no papel que passou a ocupar. “A grande diferença é você ter que ser o dono do negócio”, diz.
Na franquia, o foco era desenhar a estratégia, garantir que ela fosse aderente ao perfil do franqueado e gerasse resultado para ele, além de cuidar da gestão comercial. Na Millennium, ele desenha a estratégia, executa e responde pelo resultado.
Como a empresa é nova no grupo, o trabalho começou pela estrutura: criar governança, processos e um plano de atuação para cada micromercado. Thiago responde a Bárbara Miranda, que também comanda a Krispy Kreme e tem a Millennium sob sua estrutura. Parte do apoio vem da AmPm, em modelo de cost sharing, mas as principais decisões ficam com ele.
Uma das últimas frentes que Thiago desenvolveu na AmPm foi o AmPm Delivery, lançado em parceria com a Hubii. Até então, cada franqueado atuava à sua maneira nas grandes plataformas de entrega.
Projeto centralizou a estratégia de mix e de preço nesses canais, em que, segundo ele, a participação da conveniência ainda é baixa quando comparada à do food service.
A execução do projeto ficou com seu sucessor na AmPm. Na Millennium, Thiago aplica o aprendizado em outro canal: uma operação digital de produtos que não são combustível, como lubrificantes e filtros, voltada à troca de óleo. As dificuldades que encontra na ponta abastecem tanto a Ipiranga quanto a AmPm.
Os dois MBAs anteriores tinham foco comercial e de formação executiva. No novo cargo, Thiago sentiu falta de profundidade em finanças para decidir com mais segurança.
O programa da Saint Paul tem 496 horas, com aulas presenciais aos sábados, a cada três semanas, e transmissão ao vivo. A primeira aula, sobre o mercado financeiro do modelo tradicional às fintechs, foi conduzida por um professor com experiência no Banco Central. Thiago destaca a teoria aplicada à prática, mas admite que ainda não conseguiu conectar aquele conteúdo ao desafio atual.
A expectativa está na disciplina seguinte, de análise financeira e de resultados. “Essa eu vivo mensalmente, com muita profundidade, e todos os dias olhando projeção e análise do mês que a gente vai fechar”, diz. No trabalho prévio à aula, que pedia a análise do balanço de uma empresa, a conexão já apareceu. Na grade, ele aponta ainda o módulo de fusões e aquisições, tema que conhece, mas sem profundidade.
A troca de cadeira mudou a natureza do aprendizado. Na AmPm, Thiago desenhava a estratégia que a rede executaria. Na Millennium, executa o que desenha. “Antes eu estava lá pensando a estratégia, mas não tinha a dor da execução. Agora eu estou executando”, finaliza.
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