Em destaque: 'Bem-estar é poder ver os filhos irem à escola a pé'
O negócio foi oportuno para ambos: equilibrou o caixa da Tecnisa e abriu as portas do mercado paulistano para o banco, com sede no Rio.
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Consulte formatos e valores disponíveisFernando Perez — Foi fundamental. A Tecnisa fez muito sucesso no passado, mas acabou ficando bem alavancada. A entrada do banco ajudou a resolver grande parte da dívida da empresa, que hoje tem uma situação financeira muito mais saudável.
Alex de Lemos — Após resultados relevantes alcançados recentemente no Rio com os condomínios Ilha Pura e Symphony, a meta é dar início à nossa estratégia no mercado de São Paulo. Passamos a avaliar grandes ativos que possam fazer parte desse portfólio para reproduzir performance semelhante — e o Jardim das Perdizes tem esse potencial.
Lemos — É um bairro já consolidado, com identidade e qualidade reconhecidas pelos paulistanos. É uma "ilha" de bem-estar, conectada com a cidade, que oferece segurança e serviços e tem uma área verde sem igual em São Paulo. Ali temos promovido eventos "wellness", com grande adesão de moradores e vizinhos.
O conceito dos prédios mudará a partir de agora?
Perez — O banco é sócio majoritário e tem poder de decisão. Mas o que construímos é algo irreplicável: um bairro com restaurantes, infraestrutura, ciclovias, fiação subterrânea e extensa área verde conectando os condomínios.
No Ilha Pura, parte dos prédios leva assinatura de marcas de luxo. Existe essa possibilidade para este empreendimento?
Lemos – Sempre existe, talvez por um artista plástico. Mas não é uma prioridade. O que queremos é potencializar a vocação "wellness" do bairro, a partir não apenas do parque já existente, como também com novos serviços, como um colégio. Para nós, bem-estar é poder ver da varanda do apartamento seus filhos irem para a escola a pé e com segurança. Isso não tem preço.
Perez — O Sequoia, que será lançado em novembro, com duas torres de 384 unidades residenciais de três e quatro dormitórios, de 121 a 175 metros quadrados. O empreendimento terá áreas dedicadas à saúde e à atividade física, incluindo quadra de tênis oficial, piscinas, spa assessorado pela Chandra Spa Consulting e um Fitness Center, com consultoria da Bodytech. O VGV é de R$ 508 milhões.
Com o caixa equilibrado, qual será a estratégia da Tecnisa no mercado?
Perez — Além da expectativa por novas parcerias com o BTG, estamos avaliando oportunidades de investimento em projetos de padrão similar ao do Jardim das Perdizes na cidade. Outra frente de trabalho é fortalecer a empresa Tencasa, que pertence à Tecnisa e atua no segmento econômico. Estamos buscando terrenos para apresentar a parceiros e viabilizar os projetos.
Vocês pensam em atuar fora de São Paulo novamente?
Como muitas empresas do setor, já fizemos essa tentativa no passado e quebramos a cara, por conta de parcerias locais que não deram certo. Nosso plano agora é focar os nossos esforços na capital e em cidades do entorno.
E quanto à Enforce, algo mais no radar com relação a São Paulo?
Lemos — Temos observado ativos de diversos segmentos, não só na capital, como no interior. Recentemente, adquirimos o controle do complexo do World Trade Center (WTC) em São Paulo, onde ficam o Hotel Sheraton, WTC Golden Hall, uma torre corporativa e o Shopping D&D. A ideia para o centro de compras é potencializar o endereço, que já goza de prestígio no mercado de decoração, atraindo mais parceiros e novos restaurantes. Mas nosso foco, no momento, está em elevar a geração de desejo pelo Jardim das Perdizes, tornando o morar no bairro uma meta de vida dos paulistanos. Os times estão muito engajados para conquistar esse resultado. Tem potencial.
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