URGENTE
Voltar para a página inicial

Em destaque: Até quantos anos o ser humano pode viver? O que dizem os estudos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 18:35
0 visualizações
Em destaque: Até quantos anos o ser humano pode viver? O que dizem os estudos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Até quantos anos o ser humano pode viver? O que dizem os estudos Entenda o que os principais estudos dizem sobre o limite da vida humana, por que os números variam e quanto se vive com saúde O setor de longevidade atrai investimentos de bilionários e fundos de capital de risco interessados em desenvolver tratamentos que atuem diretamente nos mecanismos do envelhecimento. (Getty Images)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 14h51 .

Última atualização em 23 de outubro de 2026 às 14h59 .

Priorizar nos meus resultados Google O ser humano pode viver até quantos anos? O recorde comprovado é de 122 anos e 164 dias , alcançado pela francesa Jeanne Calment. Estudos científicos, porém, estimam limites que vão de 120 a quase 200 anos, dependendo do método e das condições analisadas. Apesar disso, esse nível de longevidade ainda é uma exceção.

Expectativa de vida, idade máxima e anos com saúde: qual é a diferença?

A expectativa de vida, a idade máxima e o tempo vivido com saúde são indicadores distintos , embora apareçam frequentemente como se medissem a mesma coisa.

Portanto, uma população pode elevar sua expectativa de vida sem que seus integrantes passem a alcançar idades recordes. Da mesma forma, viver mais não significa necessariamente permanecer saudável durante todo o período.

A francesa Jeanne Louise Calment é a pessoa mais longeva cuja idade foi plenamente autenticada pelo Guinness World Records. Nascida em 21 de fevereiro de 1875, ela morreu em 4 de agosto de 1997, aos 122 anos e 164 dias.

Calment viveu sozinha até os 110 anos, quando se mudou para uma instituição de longa permanência em Arles, no sul da França. Quase 30 anos após sua morte, em 1997, ninguém superou seu recorde de longevidade.

As estimativas de longevidade variam porque os pesquisadores utilizam métodos diferentes . Alguns analisam indicadores fisiológicos para projetar a perda de resiliência do organismo, enquanto outros recorrem a modelos matemáticos para estimar o impacto de mecanismos celulares sobre a longevidade.

Publicado em 2021 na Nature Communications , o estudo analisou exames de sangue e dados de atividade física para avaliar como a capacidade de recuperação do organismo muda com a idade. Com base na perda progressiva dessa capacidade, os pesquisadores estimaram que o limite da vida humana poderia estar entre 120 e 150 anos.

Já o artigo publicado em 2026 na npj Aging investigou o papel das mutações somáticas , alterações que se acumulam no DNA das células ao longo da vida. O modelo identificou os neurônios, no cérebro, e os cardiomiócitos, células musculares do coração, como possíveis fatores limitantes, pois esses tecidos têm capacidade restrita de substituir células danificadas.

Ao simular um cenário em que outros mecanismos do envelhecimento fossem eliminados, mas os efeitos dessas mutações permanecessem, os pesquisadores estimaram uma longevidade mediana entre 146 e 194 anos . O resultado, entretanto, depende de pressupostos matemáticos e não significa que pessoas possam viver até essa idade com os tratamentos disponíveis. O próprio estudo indica que as mutações somáticas, isoladamente, não explicam todos os fatores que limitam a vida humana.

Em 2024, S. Jay Olshansky e outros pesquisadores publicaram na Nature Aging um estudo que analisou dados de mortalidade de países de alta renda entre 1990 e 2019. Os resultados mostram que o aumento da expectativa de vida perdeu ritmo e que uma extensão expressiva da longevidade neste século é improvável sem avanços capazes de retardar o envelhecimento biológico.

O envelhecimento resulta do acúmulo de alterações no DNA e da perda gradual da capacidade do organismo de reparar danos e se recuperar de problemas de saúde. Esses processos afetam as células e os tecidos de maneiras diferentes, comprometendo, ao longo do tempo, o funcionamento dos órgãos.

O estudo da Nature Communications , de 2021, investigou essa perda de resiliência .

O impacto dessas mutações depende do tecido afetado. Células do fígado, por exemplo, podem ser substituídas por meio da renovação celular. Neurônios e cardiomiócitos, as células musculares do coração, têm capacidade de reposição muito mais limitada. Complementarmente, é por isso que, para os pesquisadores da npj Aging , essa diferença faz do cérebro e do coração pontos críticos para a longevidade.

Esses mecanismos, porém, não explicam sozinhos todo o processo de envelhecimento. Os próprios autores do estudo de 2026 reconhecem que as mutações somáticas não bastam para explicar a mortalidade observada. O limite da vida humana depende da interação entre diferentes processos biológicos, e sua extensão continua em debate.

A expectativa de vida cresceu expressivamente no século 20, sobretudo em razão de melhorias no saneamento, na vacinação, na alimentação e no tratamento de doenças. Esse avanço, porém, não garante que o ritmo de crescimento continue indefinidamente.

Na análise publicada na Nature Aging , Olshansky e seus colegas avaliaram dados de países com populações longevas e identificaram uma desaceleração dos ganhos de expectativa de vida desde 1990. Segundo os autores, prolongar radicalmente a vida humana exigiria reduções adicionais da mortalidade , especialmente nas idades mais avançadas, em um ritmo que não tem sido observado nas últimas décadas.

Ao mesmo tempo, isso não significa que a medicina tenha esgotado seu potencial. Novas formas de prevenção, diagnósticos e tratamentos podem reduzir mortes prematuras e ampliar o período em que as pessoas mantêm autonomia. O desafio mais complexo é modificar os mecanismos biológicos do envelhecimento, algo que ainda depende de avanços científicos e de evidências clínicas.

A expectativa de vida no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024 , o maior valor da série histórica registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1940. Naquele ano, a média era de 45,5 anos, uma diferença de 31,1 anos em relação ao indicador mais recente.

Entretanto, esse avanço não ocorreu de forma contínua. Durante a pandemia de Covid-19 , a expectativa de vida caiu para 72,8 anos em 2021, mas voltou a subir nos anos seguintes.

Assim, a expectativa de vida reflete as condições de saúde da população e os índices de mortalidade. A média nacional, portanto, não define a idade que cada pessoa pode alcançar nem estabelece o limite biológico da longevidade humana.

A busca por prolongar a vida atrai empresas de biotecnologia , investidores e pesquisadores interessados em tratar doenças associadas à idade e modificar processos biológicos do envelhecimento. As iniciativas vão do desenvolvimento de terapias para enfermidades específicas à investigação de intervenções que possam retardar o declínio celular.

Jeff Bezos financiou a criação da Altos Labs, voltada à reprogramação celular, enquanto Sam Altman investiu US$ 180 milhões na Retro Biosciences, que pesquisa formas de rejuvenescer células.

A Calico, ligada à Alphabet, também investe em pesquisas sobre a biologia do envelhecimento . Apesar do capital destinado ao setor, transformar esses estudos em terapias capazes de prolongar a vida humana ainda é um desafio científico

O desafio é demonstrar que essas abordagens são seguras e eficazes em seres humanos .

Resultados experimentais e modelos matemáticos podem orientar novas pesquisas, mas não comprovam que uma intervenção prolongará a vida humana por décadas. Até o momento, não há evidências de que seja possível eliminar todos os processos que levam à morte ou tornar a vida humana indefinida.

Entenda mais sobre o que a ciência diz sobre o envelhecimento.

Não há registro autenticado de uma pessoa que tenha vivido 150 anos. O recorde reconhecido pelo Guinness World Records pertence a Jeanne Calment, que morreu aos 122 anos e 164 dias.

No Brasil, a expectativa de vida em 2024 foi de 79,9 anos para as mulheres e 73,3 anos para os homens , segundo o IBGE. A diferença é uma média populacional e não determina a longevidade de cada pessoa.

A longevidade depende da combinação de fatores genéticos, ambientais e sociais , além do acesso à prevenção e aos cuidados de saúde. Pesquisas com centenários procuram identificar características associadas a vidas excepcionalmente longas, mas não existe uma fórmula capaz de garantir que alguém alcance os 100 ou 120 anos.

Não há evidências científicas de que a imortalidade humana seja possível. Pesquisadores investigam como prevenir doenças e modificar mecanismos do envelhecimento, mas os estudos disponíveis não demonstram que seja possível eliminar todos os processos biológicos que levam à morte.

Segundo o IBGE, a expectativa de vida ao nascer no país chegou a 76,6 anos em 2024, o maior valor da série histórica iniciada em 1940. O indicador representa uma média populacional, não a idade máxima que uma pessoa pode alcançar.

Em 23 de outubro de 1906, brasileiro percorreu cerca de 60 metros em apenas sete segundos diante de uma multidão em Paris, sem usar rampa ou catapulta

Ferramenta investiga casos por etapas e teve custos menores nos testes; próxima fase avaliará seu uso na triagem de pacientes em pronto-socorro

Veja, exame por exame, quanto tempo de jejum é preciso, o que pode tomar antes da coleta e o que mudou nas regras

Startup americana usou IA para desenvolver fagos personalizados contra uma cepa de E. coli que não respondia a antibióticos

#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas