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Em destaque: Após Carbono Oculto, 14 de 25 postos seguem abertos de forma irregular

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 07:00
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Em destaque: Após Carbono Oculto, 14 de 25 postos seguem abertos de forma irregular
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Enzo Marcus/Metrópoles Mais de um ano depois da deflagração da Operação Carbono Oculto, postos ligados aos alvos da investigação continuam funcionando mesmo sem estar regularizados. O Metrópoles visitou 25 estabelecimentos e constatou que 14 seguem operando de forma irregular: constam como desativados na Agência Nacional do Petróleo ( ANP ), mas estão de portas abertas.

Em um deles, na zona sul de São Paulo, a equipe abasteceu o tanque duas vezes. Nas duas ocasiões, funcionários avisaram que só aceitavam dinheiro. “Dinheirinho? A maquininha está sem sistema”, disse uma frentista. No sistema da ANP, o posto aparece como bandeira branca e com a autorização de funcionamento revogada desde março de 2025. Quem para para abastecer, no entanto, não desconfia de nada.

Essa e outras histórias sobre os impactos e desdobramentos da Carbono Oculto no setor de combustíveis estão na série especial do Metrópoles “Do canavial à Faria Lima”. O segundo capítulo foi publicado nesta quarta-feira (28/10).

Entre os endereços visitados pela reportagem estão também um posto em Praia Grande, um em Campinas e outro em Catanduva, que a investigação do Ministério Público de São Paulo relaciona à holding GGX Global Participações. A empresa é apontada pelas investigações como uma das engrenagens da estrutura de lavagem de capitais mantida por Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco.

A autorização dos três postos foi revogada pela ANP em 2025. Em Guarujá, um posto da rede Boxter, também alvo da Carbono Oculto, seguia aberto mesmo com restrição no sistema da agência por vício de qualidade do combustível.

Para o presidente do Instituto Combustível Legal, Emerson Kapaz, operar sem autorização é sinal de que “tem alguma coisa errada” e pode indicar desde fraudes até ligação com o crime organizado.

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