Em destaque: 7 destinos para viajar atrás de arte longe do circuito óbvio
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Consulte formatos e valores disponíveis7 destinos para viajar atrás de arte longe do circuito óbvio Do sertão de Alagoas a Hydra, povoados, ilhas e cidades reúnem bienais, museus em prédios históricos e coleções de peso fora das rotas mais disputadas da Europa e dos Estados Unidos Bogotá: vista do pátio do Capitólio Nacional, com a Praça de Bolívar ao fundo, no centro histórico da capital colombiana (Pexels)
Publicado em 17 de outubro de 2026 às 12h00 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Arte Saiba mais Quem monta uma viagem em torno da arte costuma partir das mesmas capitais, com filas no Louvre e hotéis lotados durante a Bienal de Veneza. Existe, porém, um circuito paralelo formado por povoados, ilhas e cidades fora do eixo tradicional, onde museus ocupam antigos matadouros e hospitais e bienais transformam bairros inteiros em área expositiva . A seleção abaixo reúne sete desses endereços, com a programação atualizada para os próximos meses.
A cerca de 266 quilômetros de Maceió, no sertão alagoano, o povoado do município de Pão de Açúcar fica à margem do Rio São Francisco, tem perto de 500 moradores e, apesar do nome, não é uma ilha. A fama veio com Fernando Rodrigues dos Santos (1928-2009), o Seu Fernando, que transformava troncos e raízes da caatinga em bancos e cadeiras, foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Alagoas e ganhou em 2021 uma exposição na Galeria Estação, em São Paulo.
O legado segue com filhos e aprendizes que mantêm ateliês nos quintais de casa. Criado em 2017 pela Universidade Estadual de Alagoas, o Espaço de Memória Artesão Fernando Rodrigues dos Santos conta essa história, enquanto as bordadeiras da cooperativa Art-Ilha produzem desde 1998 o bordado boa-noite.
Bogotá: loja de artesanato em La Candelaria, bairro histórico onde fica o Museo Botero (Pexels)
A capital colombiana encerrou em setembro a 22ª edição da ARTBO , que reuniu 50 galerias de 20 cidades e 22 mil visitantes no centro de convenções Ágora Bogotá, com a próxima edição marcada para 23 a 26 de setembro de 2027. No bairro histórico de La Candelaria, o Museo Botero ocupa desde 2000 um casarão colonial e exibe as 208 obras doadas pelo artista ao Banco de la República, 123 de sua autoria e 85 de nomes como Picasso, Monet e Dalí. A entrada é gratuita.
Parte desde o fim dos anos 1980 do Benesse Art Site Naoshima, rede de museus espalhada por ilhas do Mar Interior de Seto, a ilha ganhou em 31 de maio de 2025 o Naoshima New Museum of Art , dedicado a artistas do Japão e de outros países asiáticos. O prédio é o décimo projeto de Tadao Ando para o complexo, e a mostra inaugural reuniu doze artistas e coletivos de países como China, Coreia do Sul e Indonésia.
O ingresso custa 1.700 ienes na bilheteria, cerca de R$ 55. Perto dali, o Chichu Art Museum, também de Ando, exibe obras de Claude Monet, James Turrell e Walter De Maria sob luz natural.
Dakar: o Monumento da Renascença Africana, inaugurado em 2010 numa colina da capital senegalesa (Wikimedia Commons)
A 16ª edição da Dak’Art , bienal de arte africana contemporânea realizada pela primeira vez em 1990 e apontada como o evento de arte de grande porte mais longevo do continente, acontece de 19 de novembro a 19 de dezembro. A direção artística está com o historiador da arte franco-iraniano Morad Montazami, e o tema “(Anti)fragilidade” gira em torno de reparação e resiliência. Em paralelo, o programa OFF espalha exposições por casas, galerias e espaços independentes da capital senegalesa.
Toulouse: a Pont Neuf sobre o Rio Garonne e os prédios de tijolo que deram à cidade o apelido de cidade rosa (Flickr )
O antigo matadouro da cidade, erguido entre 1828 e 1831, funciona desde 2000 como Les Abattoirs , museu de arte moderna e contemporânea. No subsolo, uma sala projetada especialmente para a obra guarda o pano de cena de 8,3 por 13,25 metros que Pablo Picasso criou em 1936 para a peça Le 14 Juillet, de Romain Rolland, e doou à cidade em 1965.
No bairro de Montaudran, a Halle de la Machine, aberta em 2018 pela companhia de teatro de rua La Machine, abriga criaturas mecânicas de madeira e aço, entre elas um minotauro de 14 metros que leva até 50 pessoas nas costas pela antiga pista da Aéropostale.
Menorca: Cales Fonts, em Es Castell, porto vizinho a Mahón, de onde partem os barcos para a Illa del Rei (Wikimedia Commons)
Desde julho de 2021, a galeria suíça Hauser & Wirth ocupa as construções de um hospital naval do século 18 na Illa del Rei, ilhota no porto de Mahón a cerca de 15 minutos de barco. O conjunto, restaurado pelo arquiteto argentino Luis Laplace, reúne oito galerias, um jardim do paisagista holandês Piet Oudolf e uma trilha de esculturas com obras de Louise Bourgeois, Joan Miró, Eduardo Chillida e Franz West. A entrada é gratuita, e o barco de ida e volta custa em torno de 10 euros, cerca de R$ 60.
Hydra: o porto da ilha grega, onde casarões de pedra sobem a encosta e só se circula a pé ou de burro (Wikimedia Commons)
Sem carros, a ilha grega é percorrida a pé ou com a ajuda de burros e atrai artistas desde 1960, quando o músico canadense Leonard Cohen se instalou por lá. Num antigo matadouro de pedra à beira-mar, cedido pela prefeitura à DESTE Foundation , do colecionador cipriota Dakis Joannou, acontece desde 2009 uma exposição por verão, que já recebeu Maurizio Cattelan, Kiki Smith e Jeff Koons.
A temporada atual traz Until That Day , instalação de Nari Ward inspirada no discurso do imperador etíope Haile Selassie na ONU em 1963, em cartaz com entrada gratuita até 31 de outubro.
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