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Deputado italiano pede analisação sobre processo de cidadania da família Bolsonaro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 22:18
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Deputado italiano pede analisação sobre processo de cidadania da família Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, anunciou nesta quinta-feira (29) que pedirá informações ao ministério das Relações Exteriores da Itália para saber se os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro — Flávio, Eduardo e Carlos — tiveram algum tratamento privilegiado para obter a cidadania italiana.

O questionamento do parlamentar europeu surge após a revelação do jornal Estadão de que registros migratórios da Argentina mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria utilizado seu passaporte italiano para entrar no país vizinho. De lá, o candidato derrotado nas eleições presidenciais seguiu para os Estados Unidos, com uma conexão no Equador.

De acordo com Bonelli, os dois filhos mais velhos do ex-presidente — o senador Flávio, que saiu do país nesta semana, e Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA desde o ano passado — compareceram pessoalmente na Embaixada da Itália em Brasília em 8 de novembro de 2022, nove dias após a derrota do pai no segundo turno das eleições presidenciais, para cobrar o andamento do processo de cidadania da família.

Os Bolsonaro entraram na lista de espera em 2020. No momento em que compareceram na Embaixada italiana, segundo Bonelli, estavam sendo convocadas pessoas inscritas em 2018. Ainda assim, os dois filhos de Jair Bolsonaro conseguiram a cidadania italiana. O outro filho de Jair, Carlos Bolsonaro, obteve seu passaporte em 2024.

Leia também: Bolsonaro está abalado após viagem sem aviso e carta polêmica de Flávio, diz presidente do PL

“Em muitas repartições consulares no Brasil, a espera chega a dez anos ou mais, e muitas pessoas são obrigadas a recorrer à Justiça contra o Estado”, afirmou o deputado em uma publicação nas redes sociais.

Angelo Bonelli também criticou o que ele classificou como uma “hipocrisia insuportável” do governo italiano, chefiado pela política de direita, Giorgia Meloni.

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“Com o decreto de março de 2025, o governo fechou as portas da cidadania para milhares de descendentes de italianos que estavam na fila havia anos. Já para os aliados políticos da Liga, tudo correu sem problemas”, criticou.

Em uma publicação nas redes sociais, Bonelli também citou a ex-deputada cassada Carla Zambelli. No ano passado, ela foi condenada a 10 anos de prisão por participar de uma invasão nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas fugiu do país para evitar a prisão. Desde julho de 2025, entretanto, ela segue detida em prisão domiciliar em um apartamento em Roma.

“Vimos com Carla Zambelli o que isso significa: uma condenada que chega à Itália declarando-se intocável graças ao passaporte italiano. A Itália não pode se tornar um refúgio para quem precisa responder à Justiça de seu próprio país”, lamentou o parlamentar.

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