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Cautela eleitoral e exterior derrubam Ibovespa; dólar avança e Nasdaq tem queda mais de 2%

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 21:40
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Cautela eleitoral e exterior derrubam Ibovespa; dólar avança e Nasdaq tem queda mais de 2%
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Cautela eleitoral e exterior derrubam Ibovespa; dólar avança e Nasdaq cai mais de 2% O Dow Jones ficou estável, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram forte com perdas em tecnologia Ibovespa: o índice fechou em queda de 1,15% nesta quinta-feira, 22 de outubro, aos 204.120,12 pontos (Germano Lüders/Exame)

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 17h44 .

Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa fechou em queda de 1,15% nesta quinta-feira, 22 de outubro, aos 204.120,12 pontos , pressionado pela aversão ao risco no exterior e pela cautela dos investidores com a reta final da eleição presidencial. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 203.051,87 e 206.493,11 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,8 bilhões, e 48 dos 76 papéis que compõem o índice encerraram o dia no vermelho.

Entre as maiores baixas, a CSN (CSNA3) liderou as perdas, com recuo de 5,43%, seguida por Usiminas (USIM5), que caiu 4,81%. Embraer (EMBJ3) perdeu 4,66%, enquanto Vale (VALE3) recuou 3,97% e Gerdau (GGBR4) cedeu 3,92%.

Na ponta positiva, BB Seguridade (BBSE3) liderou as altas, com valorização de 2,05%, seguida por Prio (PRIO3), que subiu 1,85%. Telefônica Brasil (VIVT3) avançou 1,65%, enquanto Marcopolo (POMO4) ganhou 1,50% e Ambev (ABEV3) registrou alta de 1,26%.

Para Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, a queda da Bolsa reflete a combinação de incertezas eleitorais no Brasil e aversão ao risco nos mercados internacionais . “Temos uma tensão eleitoral pré-segundo turno, com os candidatos muito próximos nas pesquisas, e uma aversão ao risco vinda do mercado internacional que contamina a bolsa brasileira”, afirma.

O especialista também aponta a ausência de propostas concretas dos candidatos para o ajuste das contas públicas como um fator de preocupação. Segundo o especialista, a falta de clareza sobre a agenda fiscal para 2027 contribui para a pressão sobre os ativos brasileiros e a alta dos juros futuros.

A cautela doméstica se soma à piora do cenário externo, marcada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo, e pelas perdas das bolsas de Nova York, especialmente no setor de tecnologia.

O dólar à vista fechou em alta de 0,22% nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,038 , em uma sessão marcada pela maior aversão ao risco no exterior e pela cautela com o cenário eleitoral brasileiro. A moeda oscilou entre R$ 5,022 e R$ 5,056 ao longo do dia.

No exterior, investidores reduziram posições em ativos de risco diante da disparada do petróleo e das preocupações com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). No Brasil, o mercado acompanhou a expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial, prevista para depois do fechamento dos negócios.

Para Bento, a valorização da moeda americana reflete tanto o movimento global de redução de exposição a ativos de risco quanto as incertezas eleitorais. O especialista também destaca a falta de propostas fiscais concretas dos candidatos como um fator de pressão sobre os juros futuros.

Após três pregões de baixa ou estabilidade, os contratos futuros de petróleo dispararam nesta quinta-feira, diante do aumento das preocupações com uma possível retomada dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, apesar de sinais recentes de uma possível negociação entre os países.

O movimento levou o Brent, referência internacional, a superar US$ 113 por barril durante o pregão, enquanto o WTI, referência americana, se aproximou de US$ 100. Segundo informações publicadas pelo The New York Times, autoridades americanas estariam avaliando novos bombardeios contra o Irã após as eleições de meio de mandato, previstas para o início de novembro.

Questionado sobre os próximos passos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que algo aconteceria “em breve”, sem fornecer detalhes. Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, o governo dos Estados Unidos também orientou funcionários não essenciais e seus familiares a deixarem a Arábia Saudita, alvo de ataques dos houthis do Iêmen.

Nesta quinta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reiterou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança do Catar e a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz.

As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem direção única, com perdas acentuadas nos índices ligados ao setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,02%, aos 52.867,98 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,21%, aos 7.663,43 pontos. O Nasdaq recuou 2,60%, aos 26.008,86 pontos.

Segundo Josias Bento, a queda do Nasdaq foi influenciada também pelo desempenho de empresas como Meta e Tesla, que divulgaram resultados, e pela pressão sobre companhias ligadas à tecnologia e à infraestrutura de inteligência artificial. As ações da Meta recuaram 6,98% e as da Tesla caíram 3,08%.

A Nvidia também recuou forte, em 4,40%, contribuindo para as perdas do setor. A combinação entre incertezas sobre os retornos dos investimentos em IA e a alta do petróleo reforçou a busca por ativos considerados mais seguros.

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