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boca de urna indica impasse entre Netanyahu e oposição — Eleições em Israel

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 20:36
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boca de urna indica impasse entre Netanyahu e oposição — Eleições em Israel
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google As pesquisas de boca de urna das principais emissoras de Israel apontam um impasse na eleição desta terça-feira, 27. Nem o bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem a oposição liderada por Gadi Eisenkot devem alcançar a maioria das cadeiras no Parlamento, segundo as projeções iniciais.

De acordo com o Canal 12, o bloco de Netanyahu deve conquistar cerca de 50 das 120 cadeiras do Knesset, ante as 68 que tinha na legislatura anterior. A oposição de Eisenkot contava com 52 assentos, enquanto os partidos árabes podem somar um recorde de 18. São necessários ao menos 61 deputados para garantir maioria no Parlamento.

O resultado das urnas é considerado decisivo para o futuro político de Netanyahu, que tenta permanecer no poder após os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 e os conflitos que se seguiram na região. A eleição é a primeira desde os atentados, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza e foram seguidos por confrontos envolvendo Israel, o Líbano e o Irã.

A participação eleitoral chegou a 74,3% às 20h no horário local (14h em Brasília), segundo o Comitê Central de Eleições. O índice representa o maior comparecimento registrado desde pelo menos 1999, de acordo com os dados divulgados durante a votação. Cerca de 7,3 milhões de israelenses estavam aptos a votar.

Netanyahu concentrou sua campanha na experiência em segurança e na relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou apoio ao premiê. O líder israelense defendeu sua atuação durante os conflitos regionais como um dos principais trunfos para continuar no cargo.

Eisenkot, por sua vez, acusou o adversário de recorrer ao alarmismo durante a campanha e afirmou confiar que Trump trabalharia com qualquer líder escolhido pelos israelenses. Ex-comandante militar, ele prometeu criar uma comissão independente para investigar as falhas de segurança que permitiram os ataques de 7 de outubro, uma das principais cobranças feitas ao atual governo.

O resultado oficial ainda depende da apuração dos votos, prevista para ser concluída até 30 de outubro. A publicação formal dos resultados está prevista para 4 de novembro, conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.

O Parlamento israelense, conhecido como Knesset, tem 120 cadeiras, e são necessários ao menos 61 deputados para formar uma maioria. Como o sistema eleitoral é proporcional e diversas legendas disputam assentos, a definição do próximo governo depende da composição de alianças entre partidos.

Após a divulgação dos resultados, o presidente Isaac Herzog consultará os líderes partidários e indicará o candidato que considerar mais apto a formar uma coalizão. O escolhido terá até 42 dias para montar um governo. Se não conseguir, outros nomes poderão receber a oportunidade. Caso nenhuma tentativa seja bem-sucedida, novas eleições poderão ser convocadas, enquanto o gabinete atual permanece como governo interino.

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