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Panorama: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 21:55
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Panorama: Sem título
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Brasil pode perder mais do que um “Mato Grosso do Sul de soja” na safra 2026/27 devido aos efeitos do Super El Niño. A estimativa é da Serasa Experian, que calcula que um episódio forte do fenômeno pode reduzir a colheita em 17,6 milhões de toneladas em todo o país.

No ciclo 2025/26, o estado do Centro-Oeste produziu 15,8 milhões de toneladas de soja, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Sem a influência de eventos climáticos (El Niño e La Niña), a produção nacional estimada para esta safra é de 181,2 milhões de toneladas. Com El Niño forte, ela pode cair para 163,6 milhões, uma redução de 10%.

A Serasa explica que o número não é uma previsão de safra, mas uma simulação de cenários. O estudo combinou modelos climáticos, 20 anos de mapeamento por satélite de áreas agrícolas e dados de produtividade da Conab.

Ele aplica os padrões de produtividade de duas safras à área atual: a comparação é entre a safra 2023/24, a do último El Niño forte, e a de 2024/25, de clima neutro (sem eventos). A área plantada é a mesma nos dois cenários: 49,9 milhões de hectares. A perda, portanto, viria da redução do rendimento por hectare.

A preços de outubro deste ano, essa diferença de produção entre os dois cenários representaria um impacto de cerca de R$ 33 bilhões no valor bruto da produção (VBP). A Serasa diz que o cálculo não indica prejuízo efetivo dessa ordem. A conta usa preço constante e não considera seguro, travas de preço ou o cenário externo. A ideia é dar “uma ordem de grandeza” do capital em risco.

O impacto do fenômeno climático não é uniforme pelo país. “O El Niño não significa só menos chuva no Brasil. Os efeitos são diversos e dependem da distribuição e da intensidade do evento”, afirmou Daniel de Oliveira, gerente de geoprocessamento agro da Serasa Experian, em coletiva de imprensa.

No Rio Grande do Sul, o cenário de El Niño melhora a safra, porque a região Sul tende a receber mais chuva. A maior disponibilidade de água reduz o risco de estiagem nas fases críticas da lavoura, como a floração e o enchimento dos grãos, problema que derrubou a produção no estado em safras recentes.

Fenômeno climático domina discussões com investidores e mobiliza produtores, usinas de cana, transportadoras, bancos e seguradoras

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