Atualização: Teste com 10 marcas de whey protein encontra diferença de até 90% entre rótulo e resultado
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Consulte formatos e valores disponíveisTeste com 10 marcas de whey protein encontra diferença de até 90% entre rótulo e resultado De acordo com o estudo da ABCF, o aumento da procura tem pressionado a cadeia produtiva (Imagem gerada por IA/EXAME)
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 18h09 .
Priorizar nos meus resultados Google O mercado brasileiro de whey protein vive um momento de forte expansão, impulsionado pelo aumento da busca por saúde, desempenho físico, controle de peso e manutenção da massa muscular. No entanto, um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) , a partir de análises laboratoriais de dez suplementos comercializados no país, colocou em discussão uma questão central para os consumidores: a quantidade de proteína informada no rótulo corresponde, de fato, ao que está presente no produto?
Segundo o estudo, conduzido após uma denúncia recebida pela ABCF sobre possíveis irregularidades na composição de suplementos proteicos, metade das amostras analisadas apresentou um teor de proteína mais de 20% abaixo do valor declarado nas embalagens.
Ao todo, foram avaliadas dez amostras de whey protein adquiridas com base em critérios de popularidade, volume de buscas na internet, desempenho em vendas no comércio eletrônico e faixa de preço. Os produtos foram submetidos a análises quantitativas em laboratórios especializados por meio do método Kjeldahl, utilizado para determinação de proteínas em alimentos.
A discussão ocorre em um cenário de crescimento acelerado do setor. Dados citados no levantamento indicam que as vendas de whey protein no varejo alimentar brasileiro avançaram 124% entre janeiro e outubro de 2025. O Brasil também concentra mais de 58% do consumo de soro de leite da América do Sul e segue como um dos principais mercados da categoria na região.
O avanço da demanda é atribuído não apenas ao público praticante de atividades físicas, mas também ao uso de produtos proteicos por consumidores interessados em longevidade, alimentação funcional e até mesmo em estratégias associadas ao emagrecimento.
De acordo com o estudo, o aumento da procura tem pressionado a cadeia produtiva, especialmente porque o Brasil depende da importação de parte significativa da matéria-prima utilizada na fabricação dos suplementos.
O comparativo levou em consideração a quantidade de proteína declarada pelos fabricantes e o teor encontrado em laboratório, respeitando a porção indicada em cada embalagem.
Entre os produtos avaliados, apenas duas marcas apresentaram resultado superior ao informado no rótulo. O melhor desempenho foi registrado pela DUX Whey Concentrado , com 20,74 g de proteína encontrados para uma declaração de 20 g por porção, variação positiva de 3,70%.
Na sequência aparece o Dark Lab Whey Concentrado , que apresentou 21,48 g de proteína para 21 g declarados, diferença de 2,27% acima do valor informado.
Também ficaram próximos das informações de rotulagem os produtos Growth Whey 80% , Vitafor Whey Fort 3W e Under Labz Protein Crush , todos dentro da margem de tolerância de 20% mencionada no levantamento.
Por outro lado, cinco amostras apresentaram resultados que ultrapassaram esse limite.
O caso mais expressivo foi atribuído ao FT Fit Nutrition Whey Gourmet . Segundo o relatório da ABCF, o produto declara 23 g de proteína por porção de 32 g, mas a análise identificou o equivalente a apenas 2,30 g por porção, uma diferença de 90,01% abaixo do valor indicado no rótulo.
Outros resultados que chamaram atenção foram:
Com base na variação entre o teor declarado e o encontrado em laboratório, o ranking ficou da seguinte forma:
O levantamento destaca que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece regras para suplementos alimentares por meio da RDC nº 243/2018 e da Instrução Normativa nº 28/2018.
Segundo os critérios citados no estudo, produtos que utilizam alegações como "alto teor de proteína", "rico em proteína" ou "excelente fonte de proteína" devem fornecer pelo menos 20% do Valor Diário de Referência (VDR) por porção, o equivalente a 10 gramas de proteína.
O documento também menciona a existência de uma margem de tolerância de até 20% para mais ou para menos entre os valores declarados na rotulagem nutricional e os efetivamente encontrados nas análises laboratoriais.
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