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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 14:20
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Corinthians tenta voltar a vencer para tirar o time da zona do rebaixamento no Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/AGIF O elenco do Corinthians tenta se fechar em meio à crise esportiva e ao desgaste na relação com a diretoria. O UOL apurou que a ideia é recuperar a união entre os jogadores e afastar a política do clube do dia a dia do futebol, em um momento em que o time luta para escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

O movimento ganhou força após declarações do presidente Osmar Stabile depois da derrota para o Vasco, no último sábado (24), conforme apuração dos redatores da Empire Cidades. Na ocasião, o dirigente negou que os atletas estivessem incomodados com os atrasos nos pagamentos e afirmou que mantém uma boa relação com o grupo.

Os relatos obtidos com pessoas próximas a diversos atletas e ligadas ao departamento de futebol, porém, apontam para um cenário diferente.

Eliminação na Libertadores para o Estudiantes, da Argentina, abalou elenco do Corinthians Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Apesar das diferenças de afinidade e de alguns episódios de atrito, os jogadores não enxergam uma divisão dentro do elenco. Segundo apurou a reportagem, os problemas de relacionamento pontuais não são tratados internamente como sinais de um racha entre os atletas.

Até os momentos de incômodo envolvendo Memphis Depay, relatados pelo UOL em 15 de outubro, são tratados como um reconhecimento da importância do atacante holandês. A avaliação é que as diferenças não devem se sobrepor à necessidade de união nesta reta final da temporada.

O desafio é recuperar uma conexão que, na visão de pessoas ouvidas, já foi determinante para o Corinthians superar momentos difíceis.

Os jogadores buscam retomar o espírito coletivo que marcou a arrancada contra o rebaixamento em 2024 e as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil em 2025.

A tentativa também passa por resgatar o ambiente do início deste ano, quando o time conquistou a Supercopa do Brasil. Naquele período, os atletas fizeram um pacto pela conquista da Libertadores, em um movimento semelhante ao que havia sido adotado na temporada anterior para vencer a Copa do Brasil.

Fontes ouvidas afirmam que o grupo se manteve unido, apesar dos problemas enfrentados ao longo da temporada, até a eliminação nas quartas de final da Libertadores. A queda na competição continental é vista internamente como um ponto de ruptura, a partir do qual a conexão entre os jogadores começou a se perder.

Os atrasos nos pagamentos e a perda de confiança na diretoria também contribuíram para o desgaste.

Interferências de presidente e vice no futebol impactou na confiança do elenco em relação à diretoria Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians A tentativa de reconstruir a união entre os atletas ocorre em meio a um distanciamento cada vez maior em relação à cúpula do clube.

Segundo apurou o UOL, a presença do vice-presidente Armando Mendonça nos jogos e nas viagens do Corinthians sempre incomodou bastante o elenco. Com Osmar Stabile, o desgaste aconteceu de forma gradual.

Nos primeiros meses após assumir a presidência, o dirigente ainda contava com o respeito dos jogadores, mas a falta de contato e a dificuldade de obter respostas seguras sobre os pagamentos reduziram essa confiança ao longo do ano.

Entre as pendências que alimentaram o incômodo estão salários, direitos de imagem e premiações que ficaram em aberto durante a temporada.

Para os atletas, a falta de segurança sobre o cumprimento desses compromissos se somou aos problemas esportivos e à percepção de que a diretoria não oferece respostas suficientes às dificuldades enfrentadas pelo grupo.

A desconfiança também cresceu por causa da influência de conselheiros e de outras figuras políticas em situações que afetam diretamente a rotina do CT Joaquim Grava.

Relatos apontam que alguns jogadores chegaram a ser avisados por seus representantes de que perderiam espaço na equipe. Segundo essas pessoas, os avisos chegavam aos agentes depois de conversas com figuras políticas que têm influência junto a Stabile.

Na avaliação de parte do elenco, essas interferências ultrapassam as questões administrativas e acabam afetando o trabalho do departamento de futebol.

As saídas do ex-executivo de futebol Fabinho Soldado e do técnico Dorival Júnior estão entre os episódios que aumentaram esse incômodo. Mais recentemente, o desligamento de Marcelo Paz também pesou nesse cenário.

À frente do departamento de futebol, Paz era poupado das críticas dos jogadores porque buscava soluções com a diretoria para garantir o cumprimento dos compromissos financeiros com o elenco.

Sua saída reforçou a preocupação dos atletas com a influência política sobre o futebol e com a falta de interlocutores capazes de encaminhar as demandas do grupo.

O Corinthians chega à reta final do Brasileiro com a necessidade de transformar a tentativa de união em resultados dentro de campo. A equipe ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, dois a menos que o Internacional, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Restando seis rodadas para o fim do campeonato, o time não depende apenas dos próprios resultados para evitar a queda. Nesse cenário, os jogadores entendem que precisam recuperar a conexão que já os ajudou a superar outras crises, mesmo diante do desgaste com a diretoria e dos problemas que marcaram a temporada.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

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