Atualização: Safra catarinense combina menor oferta de arroz e avanço nos preços
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisO mercado de arroz em Santa Catarina atravessa um momento de recuperação dos preços ao mesmo tempo em que a próxima colheita é projetada em um patamar menor. Para a safra 2026/27, a produção estadual pode recuar 7,3%, sob influência das chuvas associadas ao fenômeno El Niño, segundo dados do Boletim Agropecuário de outubro elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, a Epagri/Cepa.
A estimativa é de aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de arroz, com produtividade média de 8.369 quilos por hectare. A área cultivada, por sua vez, deve permanecer em 143,4 mil hectares. Os números indicam que a redução prevista está relacionada principalmente ao rendimento esperado das lavouras, enquanto a extensão plantada se mantém estável.
O boletim foi divulgado pelo Observatório Agro Catarinense em 20 de outubro de 2026. A publicação reúne informações sobre as perspectivas das principais culturas agrícolas do Estado e sobre o comportamento recente dos mercados.
Enquanto a previsão de produção aponta para uma oferta menor, o preço do arroz apresentou reação em Santa Catarina. Em setembro, a saca de 50 quilos alcançou média de R$ 71,92, alta de 10,53% em relação ao valor registrado em agosto.
Nos primeiros dez dias de outubro, o preço médio parcial chegou a R$ 73,52, o que representa avanço de 2,2% sobre a média do mês anterior. A sequência de altas aparece no mesmo período em que produtores e demais integrantes da cadeia acompanham os efeitos das condições climáticas sobre o desenvolvimento das lavouras.
Os dados não permitem estabelecer, isoladamente, como a variação de preços irá evoluir até o encerramento da safra. No entanto, mostram que o planejamento da produção ocorre em um cenário de atenção simultânea ao clima, à produtividade esperada e à remuneração obtida pela saca comercializada.
De acordo com a Epagri/Cepa, as chuvas relacionadas ao fenômeno El Niño estão entre os fatores considerados na projeção para o arroz catarinense. A influência do clima pode afetar o rendimento médio das áreas plantadas e, consequentemente, o volume total colhido no Estado.
A manutenção da área em 143,4 mil hectares indica que a perspectiva de queda não está associada, na estimativa apresentada, a uma retração do espaço destinado ao cultivo de arroz. O principal efeito projetado aparece na combinação entre a produtividade média de 8.369 quilos por hectare e a produção total estimada em cerca de 1,2 milhão de toneladas.
Para produtores, cooperativas, agroindústrias e agentes de comercialização, esse conjunto de informações serve como referência para decisões relacionadas ao andamento da safra 2026/27. A evolução das chuvas e os preços observados ao longo dos próximos períodos serão elementos acompanhados durante o ciclo agrícola.
O mesmo boletim aponta mudanças no planejamento do feijão em Santa Catarina. Para a primeira safra de 2026/27, a área plantada é estimada em 22 mil hectares, redução de 18% em relação ao ciclo considerado na análise.
Segundo a publicação, a retração está relacionada aos custos de produção, à menor atratividade econômica da cultura e aos riscos climáticos associados ao El Niño. Assim como no caso do arroz, o cenário combina fatores de mercado e de clima que influenciam a escolha dos produtores e a organização das lavouras.
A redução da área de feijão e a menor produção projetada para o arroz colocam as duas culturas no centro do acompanhamento da agricultura catarinense para 2026/27. Os dados da Epagri/Cepa não representam uma previsão geral para a produção brasileira, mas retratam as condições e expectativas específicas de Santa Catarina.
Com a área de arroz mantida, preços em recuperação e uma produtividade sujeita às condições climáticas, a próxima safra será acompanhada pela relação entre oferta, custos e rentabilidade. No feijão, a decisão de plantar uma área menor reforça o peso desses mesmos fatores no planejamento agrícola estadual.
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