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Atualização: Política, poder e as contradições de quem governa.

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 16:20
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Atualização: Política, poder e as contradições de quem governa.
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Dário III abandonou o campo de batalha diante de Alexandre, o Grande. Flávio Bolsonaro perdeu a eleição, disse que permaneceria no Brasil para organizar a oposição e acabou desembarcando em Miami, a bordo de um jato particular, após atravessar a Argentina e fazer escala no Equador. Ficaram para trás a derrota, a tropa e uma ordem judicial de entrega dos passaportes. A história não se repete, mas às vezes troca apenas o meio de transporte. Dário tinha carruagem. Flávio encontrou um Gulfstream. A resistência agora tem endereço internacional.

O PDT abriu negociações para uma federação com o PSB e Solidariedade. Carlos Lupi fala em preservar a história do trabalhismo, mas a cláusula de barreira resolveu participar da conversa sem pedir licença. O casamento ainda não foi marcado; os convidados já fazem contas. No altar, a ideologia entra de mãos dadas com a sobrevivência financeira. O amor pode até ser verdadeiro. Mas ninguém escolheu as alianças antes de conferir o patrimônio dos noivos.

A federação PSOL-Rede conseguiu no TSE o reconhecimento do cumprimento da cláusula de barreira após a controvérsia sobre o arredondamento dos votos no Espírito Santo. Uma fração percentual ganhou importância suficiente para mexer com o acesso a recursos e propaganda partidária. Décadas de discursos sobre grandes transformações sociais e, desta vez, o acontecimento decisivo coube depois da vírgula. A revolução descobriu a calculadora. E o Fundo Partidário escapou da guilhotina.

O PT aderiu ao apoio à recondução de Hugo Motta ao comando da Câmara. A composição reúne partidos que, em campanha, apresentam diferenças suficientes para ocupar horas de televisão. Na eleição da Mesa, as distâncias parecem menores. As divergências continuam nos discursos; a administração do prédio exige entendimento. Em Brasília, até adversários históricos descobrem que a convivência melhora quando todos encontram lugar na sala de reuniões. A briga fica para a próxima campanha.

Doorgal Andrada articula apoios de campos políticos diferentes para a presidência da Assembleia Legislativa. A disputa aproxima nomes da esquerda, do PL e do PSD, enquanto o eleitor ainda se recupera das campanhas que apresentavam determinados adversários como incompatíveis. O diálogo institucional é legítimo. A curiosidade está na facilidade com que o abismo eleitoral se transforma em corredor de gabinete. Na praça, trincheiras. Na Assembleia, portas de comunicação.

Cleitinho terá pela frente uma previsão de déficit de R$ 10,5 bilhões no orçamento mineiro de 2027. É um adversário que não participa de debate em vídeo, não se impressiona com indignação e não desaparece quando a transmissão termina. A campanha permite prometer prioridades; o orçamento exige escolher quem receberá primeiro. Na internet, basta deslizar a tela para encontrar outro assunto. No Tesouro, a conta permanece aberta.

Gabriel Azevedo participou da transição na Educação enquanto seu nome circula entre os possíveis integrantes do futuro secretariado. Por enquanto, está na posição de fazer perguntas à administração que sai. Se assumir a pasta, terá de fornecer respostas à que entra. A passagem de um lado da mesa para o outro costuma produzir descobertas administrativas interessantes. Especialmente quando as perguntas antigas continuam circulando, agora com o endereço atualizado.

Mateus Simões afirmou que as obras iniciadas pelo governo têm recursos garantidos para conclusão. Falcão, representante do governo eleito na transição, ganhou uma declaração importante para guardar. Em política, a memória de uma reunião pode ser curta; a de uma obra paralisada costuma durar anos. Se os recursos estiverem disponíveis, a transição terá registrado uma boa notícia. Se não estiverem, já existe uma frase oficial para consultar. Melhor conservar a gravação em duas cópias.

Karl Marx morreu em 1883, mas continua dando trabalho. Em Uberlândia, o vereador Dr. Igino (PT) tentou colocar o alemão numa placa de rua. Paulo Sérgio vetou, alegando falta de vínculo com a cidade e incompatibilidade com sua vocação empreendedora. O autor de O Capital acabou barrado justamente na capital da logística. Agora, até uma homenagem de esquina virou confronto ideológico. Marx passou a vida discutindo os donos dos meios de produção. Em Uberlândia, não conseguiu sequer um pedaço de meio-fio. A luta de classes chegou ao endereço. Só faltou o CEP.

Dr. Igino levou Karl Marx ao debate da Câmara com uma proposta de denominação de rua. O veto transformou uma homenagem em discussão sobre tradição, empreendedorismo e identidade urbana. É uma controvérsia curiosa: uma cidade pode manter empresas, comércio e investimentos independentemente do nome escolhido para um logradouro. Mas a política descobriu outra possibilidade. Antes de aprovar uma placa, talvez seja necessário consultar a orientação econômica do homenageado. A correspondência aguarda o parecer ideológico.

Na campanha, Paulo Sérgio ficou com Flávio Bolsonaro. Encerrada a eleição, anunciou disposição para conversar com Lula e buscar dinheiro para Uberlândia. O discurso de confronto cedeu lugar à diplomacia de gabinete. A mudança tem explicação prática: Prefeitura precisa de recursos, não de torcida organizada. No palanque, Lula era adversário. Na hora de pedir verba, virou destinatário de ofício. Em Brasília, até a rivalidade política precisa preencher formulário.

Uberlândia prepara uma contratação estimada em R$ 6,07 milhões para interligar semáforos por fibra óptica. O investimento promete melhorar a operação do trânsito, mas a eficácia só poderá ser medida depois da implantação. Enquanto isso, vereadores terão contrato, cronograma e resultados para fiscalizar. É uma pauta com menos apelo ideológico do que a Rua Karl Marx, mas com efeitos mais perceptíveis para quem atravessa a cidade. No fim, a população espera que os sinais funcionem melhor que as discussões.

A disputa pela Mesa Diretora da Câmara de Uberaba expôs o racha entre Rochelle e Diego Rodrigues, que passaram a atuar em lados diferentes das articulações. Diego pediu para deixar a vice-presidência da comissão provisória do PDT, mas continua filiado. O episódio revela uma divisão que já chegou à direção partidária. Por enquanto, o rompimento é político, não formal. A próxima eleição interna poderá mostrar se ainda existe espaço para uma composição entre os dois.

A novela das viagens na Prefeitura de Uberaba ganhou mais um capítulo. Depois de Marcos Jammal denunciar gastos milionários com passagens e locomoção, a proposta para exigir mais transparência nos deslocamentos oficiais foi parar na sala de espera da Câmara, graças a um pedido de vistas. Elisa contesta os números apresentados pela oposição e sustenta que a conta inclui transporte de pacientes e outras despesas. Enquanto isso, a viagem da prefeita ao México, relacionada ao Geoparque, mantém o assunto em evidência. Entre denúncias, explicações e adiamentos, sobra uma ironia: os gastos entraram na pauta, mas a votação sobre transparência ainda não chegou ao destino.

Samuel Pereira pediu vistas da proposta de Túlio Micheli que pretende ampliar a participação de representantes do Convale, do Grupo ESSE e da Arisb-MG nas audiências relacionadas à Codau. O pedido é um instrumento regimental, mas também prolonga o caminho até a discussão. Para o consumidor, o tema é simples: quem participa da gestão e da regulação dos serviços precisa estar disponível para prestar esclarecimentos. A fatura chega com data certa. A explicação ainda depende da pauta.

A proposta orçamentária de Uberaba para 2027, no valor de R$ 2,963 bilhões, prevê autorização para créditos suplementares de até 25%, conforme a minuta apresentada. A autorização não representa uma despesa adicional automática, mas estabelece margem para alterações orçamentárias dentro das regras legais. Os vereadores terão de examinar se o percentual é adequado e quais controles acompanharão sua utilização. O Executivo pede flexibilidade. A Câmara precisa decidir quanta concede. Quando o assunto é dinheiro público, até uma fração merece leitura integral.

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