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Atualização: Onda de violência na França preocupa setor de turismo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 09:10
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Atualização: Onda de violência na França preocupa setor de turismo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Onda de violência na França preocupa setor de turismo Imagens de saques e confrontos em Paris e outras cidades ameaçam frear as reservas de hotéis e afastar turistas estrangeiros, especialmente os de mercados distantes Protestos em Paris reduzem turismo e danificam a cidade (JEFF PACHOUD / AFP)

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 06h00 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A onda de violência em Paris no sábado, 17, provocou cancelamentos e desacelerou as reservas turísticas na capital francesa. Segundo a consultoria MKG Consulting, a vantagem dos hotéis parisienses sobre 2025 caiu de 1 ponto para 0,2 ponto entre segunda-feira e terça-feira, 20. Especialistas afirmam que o impacto dependerá da duração dos confrontos.

"Quando vemos CNN, Fox News, BBC, tudo isso, parece que a França está em guerra", lamenta Laurent Abitbol, um dos profissionais do setor turístico deste importante destino internacional, preocupado com as imagens da onda de violência que circularam pelo mundo.

Saques a lojas, incêndios, barricadas na avenida Champs-Élysées, confrontos com as forças de segurança no centro de Paris . As cenas de violência à margem dos protestos sociais do último sábado, 17, foram exibidas em telas em todo o planeta. "Francamente, não tínhamos certeza de que nossa visita seria mantida", suspira um executivo indiano em viagem de negócios, ouvido pela AFP em um hotel de Paris nesta semana.

Para Christelle Chassagne, presidente da federação de organismos institucionais do setor, ADN Tourisme, "esse aumento da violência no centro das cidades, em Nice, Paris e Lyon, é catastrófico". "Quando reservam [...] uma semana em um hotel, não é para ficarem trancados nele", acrescenta, prevendo cancelamentos.

"Isso já está acontecendo nas hospedagens turísticas, especialmente nas cidades", confirma Didier Arino, diretor-geral da consultoria Protourisme.

Paris vinha de um período favorável para o setor, impulsionado pelos shows de Céline Dion, pela visita do papa Leão XIV e por duas feiras profissionais dos setores automobilístico e alimentício. No entanto, segundo a consultoria MKG Consulting, desde o último sábado, os hotéis parisienses praticamente perderam a vantagem que tinham nas reservas em relação a 2025 para as próximas seis semanas.

" Em apenas um dia , entre segunda-feira e terça-feira (20), a diferença na proporção de quartos já reservados para estadias entre 20 de outubro e 29 de novembro passou de +1,0 ponto para +0,2 pontos em comparação com 2025", acrescenta a consultoria.

Essa desaceleração , particularmente perceptível no segmento de alto padrão, "lembra a de dezembro de 2018, quando o movimento dos coletes amarelos freou as reservas em Paris", observa a consultoria. Em 1º de dezembro daquele ano, manifestantes chegaram a entrar no turístico Arco do Triunfo e provocaram danos.

Na ocasião, o número de hospedagens em hotéis caiu 1,2% em relação ao ano anterior na França metropolitana e até 5,6% na capital, segundo o instituto de estatísticas Insee. Grandes países emissores de turistas, como a China, recomendaram agora que seus cidadãos que viajam à França reforcem as medidas de segurança.

"Quanto mais distantes estão os mercados emissores de turistas, maior é a sensibilidade aos riscos de segurança e maior é o impacto", explica Didier Arino. Esses visitantes também gastam, em média, mais do que os turistas europeus durante a estadia.

Os especialistas consultados pela AFP ressaltam que o impacto final dependerá da ocorrência de novos episódios de violência nas próximas semanas. "O impacto de um dia de confrontos e violência urbana no coração de Paris provoca cancelamentos equivalentes a 1% do número de pernoites mensais nos dias seguintes e outro tanto nas semanas posteriores", segundo Arino.

Embora Laurent Abitbol, presidente do conselho de administração da rede de agências de viagens Selectour, esteja preocupado com as imagens da violência de sábado, ele também relativiza seu impacto. "Se isso durar apenas 15 dias, não acontece nada", afirma, destacando a resistência do setor. "Por outro lado, se continuar durante alguns meses, será catastrófico", acrescenta.

Vanguélis Panayotis, da MKG Consulting, também destaca a "extrema resiliência" do turismo. Paris bateu recordes em 2024 e 2025, apesar de ter sido alvo de sangrentos ataques jihadistas em 2015 e, três anos depois, dos protestos dos coletes amarelos, lembra.

Os hotéis parisienses praticamente perderam a vantagem que mantinham nas reservas em relação a 2025 para as seis semanas seguintes, segundo a consultoria MKG Consulting. A diferença caiu de 1 ponto para 0,2 ponto entre segunda-feira e terça-feira, 20.

Paris, Nice e Lyon registraram aumento da violência no centro das cidades, segundo Christelle Chassagne, presidente da federação de organismos institucionais do setor ADN Tourisme. Em Paris, houve saques, incêndios, barricadas na avenida Champs-Élysées e confrontos com as forças de segurança.

Os turistas de mercados mais distantes tendem a ser mais sensíveis aos riscos de segurança, segundo Didier Arino, diretor-geral da consultoria Protourisme. A China recomendou que seus cidadãos em viagem à França reforçassem as medidas de segurança.

Um dia de confrontos e violência urbana no centro de Paris pode causar cancelamentos equivalentes a 1% das pernoites mensais nos dias seguintes e mais 1% nas semanas posteriores, segundo Didier Arino. O impacto final dependerá da ocorrência de novos episódios de violência.

Sim. Após os protestos dos coletes amarelos em dezembro de 2018, as hospedagens em hotéis caíram 1,2% na França metropolitana e 5,6% em Paris na comparação anual, segundo o instituto de estatísticas Insee.

Laurent Abitbol, presidente do conselho de administração da rede de agências de viagens Selectour, afirma que episódios restritos a 15 dias não devem causar efeitos relevantes, mas uma crise de vários meses seria catastrófica. Vanguélis Panayotis, da consultoria MKG Consulting, também destaca a resiliência do turismo parisiense.

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