Atualização: NOVA ALVORADA DO SUL
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Consulte formatos e valores disponíveisServidor bolsonarista fez manobra para impedir eleitores de assentamentos de votar à tarde em MS. A- A+ Ozeias Morais da Silva, de Coordenador de Frotas do município de Nova Alvorada do Sul, funcionário do prefeito pepista José Paulo Paleari, é acusado de realizar uma verdadeira "manobra" neste domingo (25.out.26) para impedir que eleitores do presidente Lula (PT) votassem nos assentamentos dos arredores da cidade durante a tarde.
O município conta com 11 assentamentos rurais e 887 famílias assentadas, conforme dados divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc).
Segundo denúncia enviada ao MS Notícias, Ozeias enviou um áudio à aliados que votam no seu candidato, Flávio Bolsonaro (PL), avisando que iria passar só pela "manhã" neste domingo, já que segundo ele, apenas um candidato estaria disputando as "eleições tranquilas". Só que Ozeias pediu segredo aos aliados:
"Pessoal, muito boa noite. Pessoal, em relação à eleição dia 25, domingo, não divulguem nada antes. Só vamos divulgar no sábado, tá bom? Provavelmente, a gente vai fazer só uma viagem na parte da manhã, tá bom? Às 7 da manhã ali e à tarde não vamos transportar não, porque é uma eleição tranquila, calma, somente um candidato. Então, vamos fazer só uma viagem só, mas só quero que divulguem no sábado, para não dar transtorno, para não dar denúncia, tá bom? Então, conto com a colaboração de todos aí, vocês aí, tá bom? (SIC)", disse o bolsonarista, que recebe um salário bruto de R$ 7 mil dos cofres da prefeitura.
A reportagem entrou em contato por telefone e enviou mensagem ao prefeito José Paulo Paleari para saber quais medidas seriam adotadas diante da conduta de Ozeias. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno.
Em 2025, Ozéias Morais da Silva, então chefe da Gestão de Frotas de Nova Alvorada do Sul, admitiu ao Ministério Público que não fazia monitoramento sistemático dos veículos da prefeitura. O controle era realizado apenas quando alguém questionava possíveis divergências.
O servidor também relatou que abastecimentos eram feitos por meio de anotações manuais em postos, enquanto a dívida com os estabelecimentos ultrapassava R$ 300 mil, segundo sua estimativa à época.
O depoimento integra um inquérito aberto em 2023 para apurar suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos. Em setembro de 2025, o material foi encaminhado à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). As suspeitas seguem sujeitas à apuração.
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