Atualização: Naufrágio de 4.500 anos pode ser o mais antigo do mundo
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisNaufrágio de 4.500 anos pode ser o mais antigo do mundo Cerâmicas encontradas na costa da Turquia podem revelar pistas sobre antigas rotas comerciais do Mediterrâneo na época das pirâmides Naufrágio: embarcação teria navegado pelo Mediterrâneo na mesma época em que as pirâmides do Egito eram construídas (Hakan Öniz)
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Naufrágios Saiba mais Um naufrágio de aproximadamente 4.500 anos, encontrado na costa da Turquia, pode ser o mais antigo já identificado no mundo. A descoberta ocorreu em águas rasas próximas a Kekova e pode ajudar a compreender as rotas comerciais do Mediterrâneo durante a Idade do Bronze.
Embora a embarcação de madeira não tenha sobrevivido, arqueólogos encontraram recipientes de cerâmica que permitiram estimar a data do naufrágio entre 2700 e 2400 a.C., período próximo à construção das pirâmides de Gizé, no Egito.
A descoberta foi apresentada pela arqueóloga Karin Sowada, da Universidade Macquarie, na Austrália, em um artigo publicado no The Conversation. A datação ainda é preliminar, e os resultados não foram publicados em uma revista científica com revisão por pares.
Os vestígios foram localizados em 2024, perto de Kekova, a oeste de Antalya, na costa sul da Turquia. A descoberta foi realizada pelo arqueólogo Hakan Öniz, da Universidade Akdeniz, após informações fornecidas por marinheiros locais.
No início de 2026, Öniz convidou Karin Sowada para ajudar na identificação e datação dos recipientes encontrados no local. A equipe estima que o navio tenha naufragado entre 2700 e 2400 a.C., mas ressalta que a cronologia ainda precisa ser confirmada.
Caso a estimativa seja validada, a embarcação poderá superar o naufrágio de Dokos, encontrado na costa da Grécia e considerado, até então, o mais antigo conhecido, com aproximadamente 4.200 anos.
O principal conjunto de vestígios é formado por grandes recipientes de cerâmica utilizados para armazenar e transportar mercadorias.
Os vasos apresentam formato oval, base plana e duas alças. Muitos possuem uma faixa horizontal de argila em relevo ao redor da parte mais larga. Essas características ajudam os pesquisadores a identificar a possível origem dos objetos e estimar quando foram fabricados.
Segundo Sowada, a cerâmica também fornece pistas sobre o comércio marítimo no Mediterrâneo oriental durante o terceiro milênio antes de Cristo.
Os recipientes permaneceram presos às rochas submersas ao longo da costa de Kekova. Mergulhadores trabalharam durante quatro meses para retirar os materiais incrustados no local.
A equipe também identificou resíduos visíveis dentro dos jarros, mas ainda não determinou sua composição. Entre as possibilidades investigadas estão azeite, vinho e resina de árvores, produtos comercializados na região naquele período.
Os pesquisadores acreditam que a embarcação navegava pela costa sul da Turquia quando ocorreu o naufrágio. Os vestígios estão localizados entre duas ilhas, em uma área onde o navio pode ter buscado abrigo durante uma tempestade.
Uma das hipóteses é que a embarcação tenha se chocado contra rochas enquanto tentava alcançar águas protegidas. Entretanto, não há confirmação sobre as circunstâncias do acidente, a direção da viagem ou a origem dos tripulantes.
A exposição prolongada à água também impediu a preservação visível da estrutura de madeira do navio.
O naufrágio pode ajudar a esclarecer como funcionavam as redes de comércio marítimo há cerca de 4.500 anos. Nesse período, os antigos egípcios já mantinham relações comerciais com outras regiões do Mediterrâneo oriental, incluindo o porto de Biblos, no atual Líbano.
Entre os produtos importados pelo Egito estavam cedro, metais, óleos, resinas, lápis-lazúli e prata. Uma pesquisa publicada no Journal of Archaeological Science: Reports identificou que a prata adquirida pelo Estado egípcio por volta de 2600 a.C. tinha origem em minas de Lavrion, na região da atual Atenas.
Embora não haja evidências de que o navio encontrado em Kekova transportasse esses materiais, os pesquisadores consideram possível que embarcações semelhantes participassem de redes comerciais que conectavam diferentes regiões.
A análise preliminar dos jarros também sugere que alguns recipientes, ou a argila utilizada em sua fabricação, podem ter origem no Vale Central do Jordão. Para a equipe, a descoberta representa uma oportunidade de investigar as conexões marítimas do Mediterrâneo oriental durante um período ainda pouco conhecido.
Observatório Swift encerrou as operações após quase 22 anos; Nasa estima que a maior parte do equipamento se desintegrará na atmosfera
Farmacêutica britânica discute entrada na área, enquanto executivos apontam dúvidas sobre aplicação em diferentes tumores e produção em larga escala
Novo centro em Qingdao reúne mais de 700 conjuntos de dados e pretende ampliar o uso de informações oceânicas em pesquisas, prevenção de desastres e operações portuárias
Terapias genéticas, novos medicamentos e até alimentos probióticos estão entre as estratégias estudadas para combater doenças associadas ao envelhecimento animal
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Atualização: Voo em que Flávio estaria é o mais acompanhado do mundo em plataforma aérea
Avião tem chegada prevista para 10h30 em Miami
Em destaque: Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de Flávio
“Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse […]
Em destaque: Trump volta a sugerir que Venezuela pode se tornar o 51º estado dos EUA
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



