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Atualização: Mesmo com subsídios, inflação de combustíveis é quase o dobro da de 2025

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Metrópoles 18 de outubro de 2026 às 07:30
Via Metrópoles
Atualização: Mesmo com subsídios, inflação de combustíveis é quase o dobro da de 2025
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Rafaela Felicciano/Metrópoles A inflação de combustíveis acumulada de janeiro até setembro deste ano é quase o dobro da verificada em todo o ano passado.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que em 2025, o conjunto de produtos utilizados nos veículos ficou 2,30% mais caro.

Neste ano, o índice já é de 4,49% , mesmo com os subsídios concedidos pelo governo federal.

Com a alta no preço do petróleo impactando os preços dos combustíveis no Brasil por causa das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, o governo ofereceu uma série de subsídios para os principais combustíveis, com o objetivo de conter um possível impacto inflacionário.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles O governo federal já direcionou R$ 40 bilhões para as medidas.

Mesmo com os subsídios, o preços subiram até 20,85% desde o início da guerra, caso do óleo diesel S10, considerando o levantamento de preços de combustíveis que fica no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A instituição coleta os valores semanalmente em todo o país. Apenas o etanol teve queda de 10,58%, segundo o valor médio de revenda no documento da ANP.

Apesar de os preços terem se elevado no período como um todo, a alta seria maior caso não houvesse os subsídios .

No caso da gasolina comum, por exemplo, o litro tinha preço médio de R$ 6,28 no levantamento de 28 de fevereiro. Mas após a guerra, o produto chegou a custar até R$ 6,78. No levantamento do último dia 10, o valor era de R$ 6,54.

A inflação mensal medida pelo IBGE por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também evidencia o comportamento dos preços diante dos subsídios.

Em março, houve a maior alta, no entanto, o efeito dos descontos fez os preços terem queda no período de maio a agosto.

Os preços altos dos combustíveis são um problema que ficará para o próximo governo em 2027, seja ele comandado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, ou o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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O motivo é a escassez. Na última quarta-feira (14/10), a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) afirmou no Relatório do Mercado de Petróleo referente a outubro que a atual escassez de diesel deve resistir até boa parte do próximo ano.

“Apesar da menor demanda, prevê-se que o equilíbrio do mercado de petróleo permaneça deficitário até o final do ano, com a restrição na oferta de destilados médios provavelmente persistindo até bem avançado o ano de 2027”, destaca a IEA.

Mesmo com a inflação dos combustíveis fique na casa dos 4,5%, o índice será o segundo mais baixo no atual mandato. Em 2023, o índice foi de 8,37% e o recorde alcançado em 2024: 10,09%. O ano passado os combustíveis subiram 2,3%.

#Política#Governo#Economia
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