Atualização: Lula reage e reduz vantagem, mas Flávio Bolsonaro segue favorito, diz diretor da Nexus
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Consulte formatos e valores disponíveisLula reage e reduz vantagem, mas Flávio Bolsonaro segue favorito, diz diretor da Nexus Marcelo Tokarski afirma que a disputa presidencial ficou mais apertada na última semana e aponta a abstenção e os debates como fatores que podem influenciar o resultado do segundo turno (Renato Pizzutto/Band/Flickr)
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 14h42 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O diretor da Nexus, Marcelo Tokarski, avalia que Lula reagiu na reta final do segundo turno e reduziu a diferença para Flávio Bolsonaro. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 19, mostra o senador com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do presidente. Apesar da aproximação, Tokarski considera que Flávio mantém o favoritismo, mas ressalta que o cenário permanece aberto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu na reta final da disputa presidencial e reduziu a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) , segundo avaliação de Marcelo Tokarski, diretor da Nexus .
Para o executivo, a disputa pelo Palácio do Planalto ficou mais apertada na última semana, mas Flávio ainda mantém o favoritismo para o segundo turno, marcado para domingo, 25.
A avaliação foi feita à EXAME após a divulgação da pesquisa BTG/Nexus nesta segunda-feira, 19. O levantamento mostra Flávio com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. A diferença é de apenas 0,6 ponto percentual, o que representa um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Na semana anterior, a distância entre os dois candidatos era de 3,2 pontos percentuais nos votos válidos. Tokarski afirma que a redução da diferença também aparece em outros levantamentos divulgados após o primeiro turno, embora ressalte que a Nexus realizou apenas duas pesquisas nesse período.
"Com base nas nossas pesquisas, como são duas, eu não posso dizer tendência. Mas, olhando para todas as pesquisas que saíram, todas estão mostrando um estreitamento", afirmou.
"Então, tem uma tendência, de fato, de recuperação do Lula e algum desgaste do Flávio", acrescentou.
Apesar da aproximação, Tokarski avalia que o senador mantém uma vantagem na disputa, principalmente por aparecer numericamente à frente nos levantamentos eleitorais.
"Na minha visão, o favoritismo ainda está do lado do Flávio, porque ele está na frente. Só que era um favoritismo maior até a semana passada e agora a gente está falando de um favoritismo menor", afirmou.
O CEO da Nexus ilustrou essa mudança com uma estimativa sobre o cenário eleitoral. Segundo ele, após o primeiro turno, a vantagem de Flávio poderia ser representada por uma relação de 90% a 10% em termos de probabilidade. Agora, em sua avaliação, essa relação estaria mais próxima de 60% a 40%.
"Quando saiu das urnas no primeiro turno, a gente tivesse um favoritismo de 90% a 10% em termos de probabilidade. E agora a gente esteja falando de algo em torno de 60% a 40%. Porque, de fato, o Lula reagiu, o cenário apertou", disse.
Um dos principais pontos de atenção para a reta final da eleição, segundo Tokarski, é a possibilidade de a abstenção afetar de maneira diferente os dois candidatos.
O diretor da Nexus afirma que, ao contrário do primeiro turno, quando houve movimentação de voto útil na reta final, o segundo turno oferece menos espaço para esse tipo de mudança.
"Pode ter um voto útil de um eleitor que está dizendo que vai votar branco ou nulo e depois muda de opinião, porque a rejeição a alguém faz ele mudar de opinião", disse.
Para Tokarski, o principal desafio de Lula será evitar perder uma parcela maior de seus eleitores para a abstenção.
"O que pode ter, que é um problema para o Lula, é presidente perder algum percentual em relação às pesquisas para a abstenção. E aí esse é o desafio, porque, como ele está atrás, se ele perder mais que o Flávio, ele não consegue passar", afirmou.
"Possível é, porque a gente está falando de margem de erro. Margem de erro para cima, para baixo, dois pontos, pode ser qualquer coisa. O Flávio pode estar um pouco na frente, o Lula pode estar um pouco na frente", disse.
Outro fator que mantém a disputa aberta, segundo Tokarski, é a parcela de eleitores que ainda admite mudar de posição antes da votação.
A pesquisa BTG/Nexus mostra que 90,9% dos entrevistados afirmam que a decisão de voto está tomada e não deve mudar. Na semana anterior, esse percentual era de 92,4%.
Isso significa que pouco mais de 8% dos eleitores ainda consideram a possibilidade de alterar sua escolha até domingo.
"Só que a gente tem, você vê aí, um pouco mais de 8% dos eleitores que estão votando no Lula, no Flávio ou anulando o voto, que dizem que podem mudar de posição até o dia da eleição", afirmou Tokarski.
"Numa eleição que vai ser definida por um ponto, dois pontos, talvez, mais de 8% é gente para dedéu", acrescentou.
"Pode acontecer qualquer coisa, o cenário está muito aberto. Acho que o Flávio ainda mantém o favoritismo, mas o cenário está superaberto", afirmou.
Tokarski também aponta os debates presidenciais como um dos últimos acontecimentos capazes de influenciar o eleitorado antes da votação.
O levantamento divulgado nesta segunda-feira foi o primeiro da Nexus após o debate da TV Bandeirantes, realizado no domingo, 18. A pesquisa, porém, não mediu a reação dos eleitores ao confronto.
Para o executivo, a repercussão dos debates, especialmente os trechos que circulam nas redes sociais e são utilizados pelas campanhas, pode ter importância maior do que o encontro em si.
"Porque, mais que o debate, muitas vezes é a repercussão ali, os cortes etc.", afirmou.
O último debate entre Lula e Flávio está previsto para sexta-feira, 23, na TV Globo, cerca de 36 horas antes do início da votação.
Na avaliação de Tokarski, o pouco tempo entre o encontro e a eleição pode limitar seus efeitos sobre a intenção de voto, especialmente em um cenário de forte polarização.
"Se o debate da Globo for um debate, mesmo quente, em que ninguém erre demais, ele vai ter pouco tempo para mexer no eleitor. Ele já está muito polarizado", disse.
Por outro lado, o diretor considera que um erro de maior repercussão de qualquer um dos candidatos poderia produzir efeitos negativos na reta final.
"Se algum dos dois errar muito, tiver alguma coisa muito fora, aí isso pode ter um impacto negativo nessa candidatura, seja do Lula, seja do Flávio", afirmou.
A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra Flávio Bolsonaro com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula.
No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,9%.
Em relação ao levantamento anterior, de 13 de outubro, o senador oscilou negativamente 1,4 ponto percentual, enquanto o presidente passou de 45% para 45,9%, segundo os resultados divulgados inicialmente. As variações individuais ocorreram dentro da margem de erro.
A rejeição de Lula passou de 51% para 47,8% no intervalo de uma semana. Já a de Flávio ficou praticamente estável, passando de 47% para 46,8%.
A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre 16 e 18 de outubro de 2026, por telefone, pelo método CATI. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A. e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04499/2026.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada em 19 de outubro de 2026. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
A diferença é de 0,6 ponto percentual nos votos válidos. No levantamento anterior, divulgado em 13 de outubro, a distância era de 3,2 pontos percentuais.
Segundo Marcelo Tokarski, diretor da Nexus, os levantamentos mostram um movimento de recuperação de Lula e algum desgaste de Flávio Bolsonaro. O executivo ressalta, porém, que a Nexus realizou apenas duas pesquisas após o primeiro turno, o que limita a identificação de uma tendência consolidada.
A pesquisa BTG/Nexus mostra que 90,9% dos eleitores afirmam que sua decisão está tomada e não deve mudar. Pouco mais de 8% ainda admitem alterar sua escolha até a votação de 25 de outubro.
Na avaliação de Marcelo Tokarski, a abstenção pode ser um desafio para Lula caso o presidente perca proporcionalmente mais eleitores do que Flávio Bolsonaro. Como a diferença entre os candidatos é pequena, mudanças no comparecimento às urnas podem influenciar o resultado.
O último debate presidencial está previsto para sexta-feira, 23 de outubro, na TV Globo, dois dias antes do segundo turno. Tokarski avalia que o pouco tempo até a votação pode limitar os efeitos do encontro, a menos que algum dos candidatos cometa um erro de grande repercussão.
O levantamento entrevistou 2.002 eleitores entre 16 e 18 de outubro de 2026, por telefone, pelo método CATI. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual S.A. e registrada no TSE sob o protocolo BR-04499/2026.
Problema de saúde ocorreu após o debate presidencial da TV Bandeirantes, realizado na noite de domingo, 18, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)
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