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separe autoestima e carreira — Ele começou com US$ 10 mil e criou empresa de US$ 7 bi. Seu conselho

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 18:25
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Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ele começou com US$ 10 mil e criou empresa de US$ 7 bi. Seu conselho: separe autoestima e carreira Antes de criar a Kind, Daniel Lubetzky passou uma década com uma empresa que não decolava (Divulgação/LinkedIn)

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 15h21 .

Priorizar nos meus resultados Google Daniel Lubetzky abriu a Kind Snacks com US$ 10 mil . Em 16 anos, a fabricante de lanches chegou a uma avaliação de US$ 7 bilhões . Antes desse sucesso, porém, o empreendedor passou uma década tentando fazer outra empresa, a PeaceWorks, ficar de pé. Em relato à CNBC Make It, Lubetzky diz que, sem esse tropeço, não haveria a menor chance de a Kind ter nascido.

A lição que ele tirou do caminho virou o conselho que mais repete aos filhos e a quem está começando: separar o valor pessoal da carreira profissional . Desafiar-se a crescer no trabalho, sim. Mas, na hora de dormir, medir o próprio crescimento pela forma como trata os outros, com respeito e gentileza, e pela pequena contribuição que dá para melhorar as coisas.

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Depois de vender a Kind, Lubetzky lançou o podcast de entrevistas Build or Break . A ideia, segundo ele, não era glamourizar gente bem-sucedida, mas mostrar o lado humano dessas trajetórias: os contratempos e o que cada um fez com eles. Ele queria criar algo que pudesse recomendar aos próprios filhos.

Já são 30 entrevistas . Todos os convidados, do investidor Mark Cuban ao ator Matthew McConaughey, passando pela empresária Kendra Scott e pelo jogador de basquete Chris Paul, contaram ter vivido momentos de profunda desmoralização. Choraram, desabaram, se sentiram presos. E todos disseram que, sem esses momentos, não seriam quem são hoje.

Para lançar o podcast, Lubetzky montou em Nova York, por três dias no início de setembro, uma exposição temporária chamada Art of Failure (A arte do fracasso). Objetos que representavam os maiores erros dos convidados ganharam espaço de destaque, incluindo potes do primeiro produto que ele próprio lançou sem sucesso: uma pasta de tomate seco.

“Nossos fracassos são obras de arte que devemos admirar e das quais devemos aprender”, diz Lubetzky.

Para o empreendedor, os tropeços merecem ser celebrados porque são eles que vão diferenciar uma pessoa lá na frente, desde que sejam encarados com a reflexão que exigem.

Lubetzky reconhece que manter a sensação de controle sobre a própria trajetória é difícil num mercado de trabalho afetado por tantos fatores externos. Também admite que nem todos partem do mesmo lugar. Ainda assim, o que ele diz a quem está começando é que a atitude muitas vezes define o destino: tirar o melhor do que se tem e usar a criatividade e a resiliência quando o momento aperta.

A criatividade, na visão dele, ganha peso com a inteligência artificial. A tecnologia vai superar as pessoas em muitas tarefas, mas aprende com padrões do passado. Sonhar, pensar fora da caixa e continuar tentando seguem como vantagens humanas.

O próprio podcast foi um exercício de desconforto. Lubetzky nunca tinha entrevistado ninguém e diz que, quando estava do outro lado, subestimava o esforço exigido pela escuta ativa. Hoje, sai de algumas gravações com a sensação de ter corrido uma maratona.

Para ele, ninguém é ótimo logo de saída, seja no xadrez, no esporte ou nos negócios. É justamente entrar em espaços desconfortáveis, que obrigam a se esticar, que torna uma pessoa mais forte.

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Separar o próprio valor do resultado de um projeto é uma forma de autogestão, uma das bases da inteligência emocional. Quem consegue olhar para um fracasso sem tomá-lo como sentença sobre si mesmo tem mais chance de aprender com ele e tentar de novo, seja depois de uma reprovação num processo seletivo, de um projeto que não vingou ou de uma empresa que levou dez anos sem decolar.

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