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Atualização: Lula passará bastão na COP31 e buscará continuidade climática

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 19:07
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Atualização: Lula passará bastão na COP31 e buscará continuidade climática
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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> copiar link --> O presidente Lula durante a COP30, em dezembro de 2025. Ao seu lado, da esquerda para a direita estão: o embaixador Maurício Lyrio, a CEO da COP30, Ana Toni, o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ex-ministra Marina Silva (Meio Ambiente) Ricardo Stuckert/Presidência da República – 19.nov.2025 Lara Brito de Brasília 27.out.2026 (terça-feira) - 16h07 Priorize o Poder no Google O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai à COP31 (31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em Antália, na Turquia, para entregar a presidência da conferência do clima, que o Brasil exerce desde Belém. Vai defender os resultados da gestão brasileira à frente da COP30. O desafio é deixar encaminhada a continuidade das agendas lançadas pelo país quando o comando passar à Turquia.

A conferência será de 9 a 20 de novembro. O segmento de líderes, que concentra a presença de chefes de Estado, está marcado para 11 e 12 de novembro.

A presidência brasileira vai até o início da COP31. A Turquia sedia o evento, e a Austrália preside as negociações, em arranjo inédito.

A presidência brasileira da COP30 é liderada pelo embaixador André Corrêa do Lago, responsável pela condução política da conferência e pela articulação de consensos entre os países. Ana Toni, diretora-executiva do evento, coordena a implementação das ações e as frentes de trabalho.

A presença de Lula foi anunciada em nota à imprensa após telefonema com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Em Belém, a cúpula de líderes foi separada do restante da COP por razões logísticas. Na Turquia, o encontro de chefes de Estado fica dentro do cronograma da conferência, como nas edições anteriores.

A COP30 terminou com 56 decisões aprovadas por consenso, entre elas o pacote Mutirão. Ficou de fora do texto final o mapa do caminho para a transição para longe dos combustíveis fósseis, que a presidência passou a tratar como iniciativa voluntária, fora da negociação formal.

O Brasil também lançou o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre). O fundo soma cerca de US$ 7,3 bilhões em compromissos e precisa de US$ 10 bilhões até 31 de dezembro para ser ativado. A Noruega, maior doadora, com US$ 3 bilhões, condiciona seu aporte a essa meta.

A COP30 criou ainda o Acelerador Global de Implementação, iniciativa voluntária conduzida em conjunto com a presidência turca. Seu objetivo é apoiar a execução das NDCs (metas climáticas nacionais) e dos planos de adaptação.

Os mapas sobre combustíveis fósseis e florestas foram anunciados pela presidência brasileira depois de não haver consenso entre os países para aprovar um compromisso mais explícito sobre a transição energética. A proposta brasileira é manter a discussão internacional e oferecer caminhos para avançar nesses temas.

O roteiro de financiamento, elaborado pelas presidências das COP29 e COP30, busca ampliar os recursos disponíveis para países em desenvolvimento. A iniciativa procura coordenar fontes públicas e privadas de financiamento para viabilizar ações de mitigação e adaptação à mudança do clima.

A presidência brasileira também lançou o GIA (Acelerador Global de Implementação), voltado a apoiar os países na execução de suas metas climáticas e de seus planos de adaptação. A iniciativa integra o esforço para reduzir a distância entre compromissos internacionais e ações concretas.

A permanência dessas iniciativas depois da transferência de comando é um dos principais desafios da presidência brasileira. A agenda de ação da COP reúne governos, empresas, instituições financeiras e organizações da sociedade civil, mas a continuidade dos projetos depende do engajamento dos parceiros e da disposição das próximas presidências em mantê-los.

O acelerador, por exemplo, estabeleceu uma rede de parceiros, uma instituição responsável pela coordenação, um grupo independente de especialistas e um comitê de direção para decidir quais iniciativas avançarão.

A articulação envolve a presidência brasileira e a futura gestão turca. A expectativa é que a estrutura ajude a dar continuidade a projetos da agenda de ação mesmo depois da troca de comando.

O modelo, porém, não elimina o risco de mudanças de prioridade: as recomendações técnicas e a participação de parceiros podem estimular a continuidade, mas não garantem que todas as iniciativas sejam mantidas.

Na COP31, a presidência brasileira pretende apresentar os mapas do caminho elaborados depois da conferência de Belém. A divulgação deve permitir que os países e parceiros conheçam as propostas e discutam como colocá-las em prática durante a nova edição da conferência.

Além da COP31, Lula tem outros compromissos internacionais previstos até o fim do ano. Ele retoma a agenda internacional depois da vitória nas eleições de 2o26.

A cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) será em novembro, nas Filipinas. O governo brasileiro avalia a participação de Lula na abertura do encontro.

O presidente também poderá participar da cúpula de chefes de Estado do Mercosul, marcada para 4 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.

Em dezembro, Lula vai viajar aos Estados Unidos para a cúpula do G20, marcada para 14 e 15 de dezembro, em Miami, sob a presidência norte-americana de Donald Trump.

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