URGENTE
Voltar para a página inicial

Atualização: Lula critica oponente e aliados falam em 'perseguição'

Confira as reações do mundo político.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 02:44
68.131 visualizações
Atualização: Lula critica oponente e aliados falam em 'perseguição'
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Carregando Carregando Após Flávio Bolsonaro (PL-SP) deixar de cumprir o prazo de 24 horas para entregar seu passaporte, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), surgiram especulações e informações de bastidores sobre seu paradeiro.

Fontes da BBC confirmaram, no início da noite desta terça-feira (27/10), que Flávio viajou para os EUA, aterrissou na Flórida e se encontrou com o irmão Eduardo.

Mais cedo, um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia dito ao jornalista Tom Bateman, da BBC, que o órgão "concederá vistos a Flávio Bolsonaro e a seus familiares e permitirá entrada deles no país".

O senador do PL foi derrotado no segundo turno da eleição presidencial de domingo (25/10) por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito. Na mesma noite, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal.

O prazo para entregar o documento se encerrou nesta terça-feira por volta das 12h. A decisão de Moraes faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.

Ao longo do dia, enquanto ainda não havia a confirmação da viagem, aliados e opositores de Flávio Bolsonaro, incluindo o presidente Lula, manifestaram-se publicamente sobre a situação envolvendo o senador. Confira abaixo as reações do mundo político.

Durante comemoração em Brasília por seu aniversário de 81 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua possível saída do Brasil rumo aos Estados Unidos nesta terça-feira

"Estou sabendo agora que meu adversário foi embora, eu não sei... Veja, eu perdi eleição para o Collor, eu fiquei no Brasil. Eu perdi a eleição para o Fernando Henrique Cardoso duas vezes e eu fiquei no Brasil. O Alckmin perdeu para mim, ficou no Brasil. O Serra perdeu para mim, ficou no Brasil", disse Lula.

Eleições 2026: veja como foi a votação Confira a apuração para presidente e governador em seu Estado e município no mapa interativo da BBC News Brasil

"Eu tive muitos convites para sair do Brasil. Eu tive muitos convites para ir para embaixada. Eu resolvi ficar aqui no Brasil e resolvi me entregar na Polícia Federal, porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência", prosseguiu.

"Por isso eu queria dizer para vocês: quem não deve não teme, o cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa."

Lula afirmou que sua decisão de permanecer no Brasil após suas derrotas eleitorais foi um "respeito à democracia".

"Eu lamento que ele [Flávio] tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar e provar que as acusações contra ele que estão na imprensa não são verdadeiras", disse o presidente, referindo-se em seguida à proposta de quebra de sigilo feita a Flávio durante a campanha.

"Eu tentei fazer com que ele provasse que é honesto entregando minha papelada na Justiça eleitoral, da minha mulher e dos meus filhos. Ele não entregou, numa demonstração de que esse cidadão, que foi a pessoa mais mentirosa que já vi no planeta Terra, não tem nenhum compromisso com a verdade. É impressionante as desfaçatez dele", disse Lula.

"Esse ato [de sair do Brasil] é vergonhoso. Quando pediram para entregar meu passaporte, eu entreguei. Ele deveria ter entregue", continuou.

"Lamentavelmente, a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira pátria é lamber bota dos Estados Unidos, como eles estão acostumados a fazer."

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL), afirmou na tarde desta terça-feira que foi surpreendido pela notícia de que o senador teria saído do Brasil e disse desconhecer seu paradeiro.

Segundo Marinho, Flávio enviou uma mensagem de texto por volta das 8h dizendo que tiraria o dia para descansar e que os dois conversariam mais tarde. Desde então, não houve novas informações sobre o senador.

"Não fomos comunicados", afirmou Marinho, em entrevista coletiva.

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, publicou no X uma mensagem de solidariedade ao senador.

"Diante da perseguição implacável sofrida pelo presidente Flávio Bolsonaro, presto minha solidariedade a ele, a Fernanda e às suas duas filhas, rogando a Deus pela segurança e pelo bem-estar dessa família amada", escreveu Gaspar, sem mencionar, contudo, a possível saída da família do Brasil.

Minutos antes, o deputado havia publicado um vídeo em que agradeceu os quase 60 milhões de votos recebidos pela chapa e afirmou que "algumas derrotas são verdadeiras vitórias".

Gaspar também disse que, a seu ver, o sistema mudou as regras da eleição no segundo turno, mas que eles permaneceram firmes. Ele agradeceu a Flávio pelo convite para ser candidato a vice e afirmou que a derrota não foi em vão.

"Nossa trincheira de luta está pronta. Agora vamos adiante, lutar para classificar PCC e CV como terroristas, lutar pela proibição das drogas", disse, ao defender a continuidade das bandeiras da campanha no Congresso.

"Permanecemos firmes ao que acreditamos e, num futuro próximo, o Brasil vai vencer", concluiu.

O ex-candidato à presidência Renan Santos (Missão) divulgou uma nota nesta terça-feira em que critica a decisão de Flávio Bolsonaro de ir para o exterior.

"Flávio é alvo de uma disputa política. A briga no STF e as investigações vão todas seguir critérios políticos. O Brasil está uma várzea. Entretanto, esta não é a postura de um líder", disse Renan Santos, derrotado na disputa presidencial no primeiro turno.

"Fuja se você for fraco. Encare o problema se for homem, e pague pelas consequências, mesmo quando inocente. Liderar, querer mudar o teu país, é um fardo muito grande. Homens que estão dispostos a puxar cana, mesmo quando injusto, por aquilo em que acreditam, são homens que colocam o nome deles na história".

Para Santos, o senador vai continuar atuando politicamente, mas com uma postura de "exilado" no exterior.

"Vai ter muita gente achando bonito, vamos dizer que ele é um herói no exílio, e na prática ele vai continuar manipulando a política do Brasil direto dos Estados Unidos. Triste destino para quem achava que esse cara seria um herói", concluiu.

#Internacional#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas