Voltar para a página inicial

Atualização: Imagens aéreas mostram seca em rio da maior ilha fluvial do mundo, no TO; assista

As imagens revelam bancos de areia em trechos onde antes havia um grande volume de água.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 09:00
0 visualizações
Atualização: Imagens aéreas mostram seca em rio da maior ilha fluvial do mundo, no TO; assista
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Palmas — De acordo com informações recentes, imagens mostram efeitos da estiagem em rio da Ilha do Bananal Imagens aéreas gravadas na Ilha do Bananal mostram a dimensão da estiagem que atinge o Rio Javaés, localizado no sudoeste do Tocantins.

O caso chamou atenção recentemente no município de Palmas e região. As imagens revelam bancos de areia em trechos onde antes havia um grande volume de água. Os registros foram feitos nas proximidades de Formoso do Araguaia, perto da aldeia indígena Txuiri. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os registros foram feitos pelo servidor do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Eduardo Hararuwe, morador da comunidade indígena local. Em uma das gravações, Eduardo caminha de uma margem à outra do rio em trechos onde, segundo ele, a profundidade normalmente seria suficiente para cobrir completamente um adulto. Agora, nesses pontos, a água chega apenas à altura da canela. Nesta semana, o governo do Tocantins publicou um decreto reconhecendo os impactos sociais e econômicos decorrentes da estiagem prolongada no estado. O texto prevê medidas de assistência humanitária (leia abaixo). Segundo Eduardo Hararuwe, a situação observada no Rio Javaés é resultado da combinação de fatores climáticos globais e pressões locais sobre o bioma Cerrado. Entre os fatores apontados por ele estão a redução dos índices pluviométricos, o desmatamento, a destruição de matas ciliares e de Áreas de Preservação Permanente (APPs), o assoreamento provocado por queimadas recorrentes e a captação irregular de água para projetos de irrigação e lavouras. Registros feitos por servidores do Prevfogo mostram leito com água abaixo do joelho em trecho próximo à Ilha do Bananal Reprodução/Arquivo pessoal de Eduardo Hararuwe LEIA TAMBÉM: Prefeitura no Tocantins decreta situação de emergência por crise hídrica Governo do TO reconhece impactos da seca prolongada em decreto e cria medidas de apoio emergencial Morador instala torneira em muro de casa e disponibiliza água para vizinhos durante crise hídrica no interior do TO; VÍDEO Moradores da região relatam apreensão com a velocidade e a intensidade da redução do nível das águas. Segundo Cleber Javaé, supervisor estadual de brigadas do Prevfogo, a diminuição dos recursos hídricos afeta diretamente a rotina e a segurança alimentar das populações tradicionais que vivem ao longo do rio. "A situação gera impactos negativos direto nos hábitos das comunidades locais, como a redução drástica de peixes, que são a base da alimentação das comunidades Javaé. Estamos sofrendo na prática os efeitos das mudanças climáticas, por isso é urgente a conscientização sobre o uso responsável dos recursos naturais", alertou o agente. Situação de emergência no estado O governo do Tocantins publicou um decreto reconhecendo os impactos sociais e econômicos decorrentes da estiagem prolongada. O texto prevê medidas de assistência humanitária, apoio econômico aos produtores rurais, ações de saúde pública e monitoramento ambiental. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Estado em 20 de outubro de 2026. O decreto considera os registros do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que apontam seca em aproximadamente 95% do território tocantinense em agosto de 2026. No mesmo período, a área afetada pela seca moderada aumentou de 33,57% para 57,44%, em comparação com julho. (Veja a nota do Governo do Tocantins mais abaixo). Diante do desabastecimento, a Prefeitura de Paraíso do Tocantins, na região central do estado, decretou situação de emergência devido à seca extrema no Rio do Coco e ao esgotamento do reservatório da Barragem do Coco. A situação levou à implantação de rodízio no fornecimento de água, prejudicou o comércio e provocou a suspensão ou redução das aulas em sete escolas do município. Publicado no Diário Oficial do Município, o decreto cita um relatório da Defesa Civil Municipal que informa que o reservatório opera em volume morto. Íntegra da nota do governo do Tocantins O Governo do Estado informa que a medida se deve em razão da estiagem prolongada, situação comprovada pelos dados do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, que apontaram seca em aproximadamente 95% do território tocantinense em agosto de 2026. O decreto atribui ao Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, por meio do Comando de Ações de Defesa Civil, a coordenação das ações estaduais de resposta, incluindo apoio aos municípios atingidos, assistência humanitária e abastecimento emergencial de água, em articulação com outros órgãos competentes. Vale destacar que as chuvas registradas até o momento não representam, necessariamente, a recuperação dos níveis e das vazões dos rios e mananciais do estado. Logo, não significa uma recuperação imediata da disponibilidade hídrica. Por fim, destaca-se que o Estado segue com o monitoramento do cenário e mantém o apoio aos municípios, em articulação com os órgãos competentes. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

#Palmas#Internacional
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas