Atualização: Hypera (HYPE3) sobe forte na contramão do Ibovespa após balanço positivo no 3º tri
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Consulte formatos e valores disponíveisAs ações da Hypera ( HYPE3 ) operam com forte valorização nesta quarta-feira (28),na contramão do Ibovespa, que recua mais de 1%, com investidores repercutindo resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26). Às 10h30 (horário de Brasília), os papéis da farmacêutica subiam 3,22%, cotados a R$ 22,14.
O Bradesco BBI, em relatório assinado pelos analistas Marcio Osako e Larissa Monte, considerou sólidos os resultados da Hypera no 3T26, superando as estimativas com um lucro líquido 6% acima do projetado e um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) 1% maior.
A receita líquida cresceu 9,4% em base anual, impulsionada pelo início das vendas do Semavy, que já capturou mais de 11% de participação de mercado em seu primeiro mês, compensando a queda nas vendas de medicamentos para gripe e resfriado.
Apesar da queda de 1,8 ponto percentual na margem EBITDA (para 32,1%), impactada por maiores despesas de marketing e menor benefício da Lei do Bem, a empresa entregou um forte fluxo de caixa livre para o acionista de R$ 321 milhões.
Segundo o BBI, o desempenho foi beneficiado por melhorias no capital de giro e redução de estoques, além de despesas financeiras menores que o esperado.
O BBI reiterou recomendação de compra para a Hypera, sustentada por um valuation bastante atrativo, resiliência operacional e forte geração de caixa projetada para os próximos anos. “Acreditamos que a recente queda das ações foi exagerada, abrindo uma boaoportunidade de entrada, com riscos cambiais limitados e controlados”, acrescenta o banco.
A equipe do Itaú BBA, liderada por Vinicius Figueiredo, também avaliou que a Hypera apresentou um sólido conjunto de resultados, com as tendências de vendas já se beneficiando do lançamento do Semavy, o que deve continuar impulsionando as vendas nos próximos trimestres.
Embora a margem EBITDA tenha sofrido a pressão esperada devido ao aumento das despesas de marketing, a rentabilidade ainda ficou 80 pontos-base acima das estimativas. Outra surpresa positiva para o BBA veio das despesas financeiras, que diminuíram significativamente após as bem-sucedidas iniciativas de gestão de passivos da empresa, incluindo emissões de dívida a custos mais baixos e resgates de debêntures, contribuindo, em última análise, para o resultado líquido acima do esperado.
O Itaú BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 31.
Para o JPMorgan, o resultado da Hypera foi impulsionado pelo desempenho operacional melhor que o esperado, com EBITDA 4% acima da projeção do banco e 3% acima do consenso, além de menores despesas financeiras.
A geração de caixa de aproximadamente R$ 330 milhões no trimestre também contribuiu para a redução da alavancagem financeira. Além disso, o capital de giro continua apresentando sinais de melhora estrutural, embora o período tenha sido marcado por alguns ruídos relacionados ao lançamento do Semavy, medicamento à base de semaglutida.
Na avaliação do JPMorgan, o Semavy deve ganhar destaque nas discussões sobre a companhia, considerando o tamanho do mercado potencial e os resultados iniciais promissores. Em seu primeiro mês de comercialização, em setembro, o produto registrou vendas ao consumidor final (sell-out) de aproximadamente 93 mil unidades e participação superior a 11% no mercado de semaglutida injetável.
Negociada a cerca de sete vezes o lucro projetado para 2027, a Hypera tem recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 21, que considera a companhia uma das melhores opções para investir em meio à volatilidade brasileira nos setores de varejo e saúde.
Já XP Investimentos ressaltou que o crescimento das vendas desacelerou para 6,6%, refletindo uma sazonalidade da gripe mais fraca, visto que aproximadamente um terço do portfólio da Hypera é composto por produtos para resfriado, gripe e alívio da dor.
O Goldman Sachs, por sua vez, destacou uma nova redução dos investimentos em capital de giro, que passaram a representar 27% da receita, ante 28% no segundo trimestre. O movimento foi favorecido pela redução de oito dias nos estoques na comparação trimestral, refletindo maior agilidade nas entregas de produtos aos clientes.
A melhora no capital de giro, somada a investimentos em bens de capital (capex) abaixo do esperado, contribuiu para uma redução de R$ 293 milhões na dívida líquida em relação ao trimestre anterior. A alavancagem ficou em 2 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA no terceiro trimestre. Para o Goldman, esse resultado deve ser bem recebido pelo mercado no pregão de hoje.
O Goldman Sachs também reiterou classificação de compra e preço-alvo de R$ 28.
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