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Atualização: Flávio Bolsonaro diz recebeu intimação para entregar passsaporte e não pode deixar o país

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 20:45
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Atualização: Flávio Bolsonaro diz recebeu intimação para entregar passsaporte e não pode deixar o país
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Flávio Bolsonaro diz recebeu intimação para entregar passsaporte e não pode deixar o país Em vídeo, o senador voltou a questionar o processo eleitoral e disse que irá pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Renato Pizzutto/Band)

Última atualização em 26 de outubro de 2026 às 17h37.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, 26, que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Derrotado na eleição presidencial de domingo, 25, Flávio classificou a medida como uma tentativa de intimidação e disse que irá recorrer. O senador também anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob alegação de abuso de poder político e econômico durante a campanha. A EXAME procurou a PF e o STF para confirmar a decisão e aguarda resposta.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira, 26, que recebeu uma intimação da Polícia Federal (PF) para entregar o seu passaporte e está proibido de deixar o país.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o candidato derrotado nas eleições do último domingo afirmou que foi intimado após visitar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, nesta manhã.

"Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula me intimou na rua. Eu fui intimado para entregar meu passaporte e também estou proibido de deixar o país", disse.

O senador afirma que a decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes na noite de domingo, após o resultado da eleição.

Flávio disse que a decisão foi tomada com base em uma declaração do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que defendeu que Flávio deixasse o país se fosse derrotado.

"Eu nunca falei. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? E mais: essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição. Pensa comigo: se eu tivesse ganho as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito, me intimando no meio da rua? Isso é um sinal de que a nossa democracia faliu. Foi uma decisão tomada conforme o resultado da eleição, uma questão política; não pode ser assim. Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar, mas ninguém vai me calar", afirmou.

O senador do PL é investigado em dois inquéritos que tramitam no Supremo. Um deles investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No outro, ele é suspeito de, ao lado do advogado Willer Tomaz, lavar dinheiro por meio de plataformas de apostas.

Um dos casos está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas e plataformas de pagamento vinculadas a Willer Tomaz.

A EXAME procurou a PF e o Supremo Tribunal Federal para confirmar a informação e aguarda confirmação.

Flávio se colocou como líder da oposição e disse que se reunirá com os deputados e senadores eleitores do PL. O senador ficará sem mandato após 24 anos em 2027.

"Eu vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já tá desenhada para acontecer com mais 4 anos de Lula. Não vamos permitir que isso aconteça. Não vão me calar. Não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil, aconteça o que acontecer", disse.

Durante a fala, o senador voltou a questionar o processo eleitoral e disse que irá pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O filho mais velho de Jair Bolsonaro afirmou que o PT cometeu abuso de poder político e econômico "sem precedentes".

"O Lula injetou quase meio trilhão de reais de dinheiro público para fazer a maior compra de votos da história das eleições no Brasil. Essa é a maior prova que a reeleição tem que acabar. A disputa não deveria ser um vale-tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário. O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então, eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou", disse.

A fala pode representar uma mudança em relação ao posicionamento do senador ontem, quando disse que pediria a anulação da eleição após a prorrogação da votação em todo o país por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. O magistrado acatou pedidos da campanha de Lula e de Flávio, que também pediu a prorrogação, após questionamentos sobre a disponibilidade de ônibus em algumas capitais.

"O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal, todo mundo viu. Pela primeira vez na história do Brasil, um ministro do STF, no caso, ex-advogado do Lula, provocado pelo próprio PT, atropelou o TSE e tomou uma decisão que prorrogou as eleições até às 7 horas da noite. O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender. Isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso. Agora, imagina se fosse o contrário. Um ministro indicado pelo Bolsonaro tomando uma decisão que mudou a regra do jogo, já com o jogo encerrado. Qual seria a reação do PT? Qual seria a reação de parte da imprensa? Qual seria a reação do mundo? O Lula reconheceria a minha vitória? Com certeza não", disse.

Segundo o senador, o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar o país após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu sua saída do Brasil em caso de derrota eleitoral. Flávio afirma que nunca manifestou intenção de deixar o país. A decisão ainda não havia sido confirmada oficialmente pelo STF ou pela Polícia Federal à EXAME.

O senador afirmou que recebeu uma intimação da Polícia Federal nesta segunda-feira, 26, determinando a entrega de seus passaportes e proibindo sua saída do território nacional. Ele disse que cumprirá a determinação, mas pretende contestá-la judicialmente.

Segundo as informações da matéria, o senador é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um apura suspeitas relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O outro investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas e empresas de pagamento ligadas ao advogado Willer Tomaz. A existência das investigações não representa condenação.

Sim. O senador anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral. Flávio também acusou o PT de disseminar informações falsas. As acusações foram apresentadas pelo senador e não são tratadas como irregularidades comprovadas.

O senador questiona a prorrogação da votação até as 19h no domingo, 25, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF. A medida foi adotada após pedidos das campanhas de Lula e do próprio Flávio. O candidato derrotado afirma que a alteração precisa ser esclarecida, mas não apresentou, nas declarações reproduzidas na matéria, provas de que a prorrogação tenha alterado o resultado eleitoral.

Não. Segundo a matéria, Flávio Bolsonaro encerrará seu mandato parlamentar em 2027, após 24 anos no Legislativo. O senador afirmou que pretende continuar atuando na oposição e organizar uma estratégia política com deputados e senadores eleitos pelo PL.

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