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Atualização: Embark testa ARC Raiders todos os dias e até o CEO da empresa participa

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 23:30
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Atualização: Embark testa ARC Raiders todos os dias e até o CEO da empresa participa
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A Embark é um dos estúdios mais promissores dos últimos anos no mercado de games quando o assunto são jogos online. Após a estreia do free-to-play The Finals , a empresa alcançou um sucesso estrondoso com ARC Raiders , que se mantém ativo com atualizações constantes e um modelo de desenvolvimento focado na adição de conteúdo e no feedback dos jogadores.

Situado em Estocolmo, na Suécia, o estúdio foi fundado em 2018 por Patrick Söderlund , veterano da indústria e ex-executivo da Electronic Arts e da DICE. Com uma equipe que ultrapassa 400 funcionários, ARC Raiders é desenvolvido com esmero pela Embark.

Não à toa, o projeto passou por uma grande reformulação estrutural antes mesmo do lançamento. Contudo, as revisões não terminaram com a estreia: o game continua recebendo ajustes recorrentes de uma equipe que, segundo Caio Braga, brasileiro e diretor de produção do estúdio, é apaixonada pelo projeto .

Em entrevista ao VOXL , Braga contou um pouco sobre o fluxo de trabalho, os processos de feedback e a revisão de sistemas de ARC Raiders dentro da Embark.

Todos os dias, funcionários da Embark dedicam entre uma hora e uma hora e meia para jogar ARC Raiders . As sessões de jogatina podem servir tanto para conferir a experiência de jogo quanto para experimentar mecânicas ou adições ao game, como novas armas ou inimigos.

“Nós jogamos o jogo todos os dias internamente. É parte da rotina: jogamos de uma hora a uma hora e meia diariamente e fazemos uma sessão de feedback interno para ajustar as implementações antes do lançamento público”, descreveu Braga.

Depois da gameplay, a equipe dedica aproximadamente 30 minutos para debater o que causou atrito na partida e listar aquilo que precisa ser corrigido ou ajustado. Segundo Braga, a intenção é aplicar essas correções já no dia seguinte.

Durante essas sessões, os desenvolvedores também podem identificar e registrar bugs em tempo real , mesmo em meio às partidas. Há uma ferramenta interna no ambiente de desenvolvimento que permite ativar um modo de invencibilidade para registrar um erro e continuar a jogatina.

Os diretores da Embark também participam das sessões de gameplay, contou Braga . “Toda segunda-feira os diretores também realizam esse alinhamento técnico. O Patrick, nosso CEO, também joga com foco total no PvP”.

Fundador e CEO da Embark, Patrick Söderlund é uma das figuras mais marcantes do mercado de games. O executivo passou pela DICE e pela Electronic Arts, onde trabalhou durante um período marcado por grandes lançamentos da franquia Battlefield . Após o enorme sucesso de ARC Raiders , ele foi nomeado presidente executivo da Nexon.

ARC Raiders é um jogo com sistemas profundos e interconectados, o que é extremamente importante para garantir rejogabilidade, dinamismo e objetivos dentro do gênero extraction shooter. Nesse aspecto, Braga conta que a Embark também se atenta às relações entre diferentes mecânicas e objetivos .

“O segundo aprendizado, ligado a conteúdo, é o quanto o design precisa ser interconectado para sustentar as entregas. Se lançamos um inimigo novo sem que o loot dele sirva para o crafting de uma nova arma, o conteúdo se esgota rápido: a comunidade descobre como derrotá-lo em três dias e o que passamos dois meses desenvolvendo dura muito pouco”, explicou Braga.

O executivo exemplificou essa cadeia de elementos: “você derrota um ARC, ele dropa um item específico, você usa no crafting e outros jogadores podem tentar te emboscar para roubar aquele recurso”.

“Cria-se um ecossistema. Esse conceito existia no lançamento, mas subestimamos a necessidade de manter cada atualização interconectada dessa maneira para gerar mais horas de jogo”, continuou.

Nos primeiros meses após o lançamento de ARC Raiders , vários sistemas foram revisados e retrabalhados rapidamente . Um deles foi o mercado de comerciantes, cujos preços, catálogo e ofertas de itens passaram por ajustes para manter a economia interna equilibrada.

Envolvido com ARC Raiders antes mesmo da grande reformulação do game, Braga conta que várias ideias foram reajustadas para se enquadrar no modelo atual do jogo . Um dos exemplos é o inimigo Dedo-Duro (do inglês, Snitch ).

“Também participei ativamente da reformulação estrutural do projeto quando a equipe passou de 100 para cerca de 20 pessoas, ajudando a reorganizar o time e definir o escopo para seguir em frente”, contou. Posteriormente, o número de profissionais envolvidos no projeto voltou a crescer — e Braga, como diretor de produção, esteve diretamente envolvido na distribuição de responsabilidades.

“Teve também a ideia do Snitch — o ‘Dedo-Duro’, como chamamos em português. Ele era outro tipo de inimigo e sugeri transformá-lo na unidade que revela a posição do jogador para todo o mapa”, continuou.

Outro detalhe compartilhado na entrevista foi que Braga era contrário à adição do emote “Não atire” ( Don’t Shoot , em inglês), mas mudou de ideia ao perceber que a mecânica se tornou importante para a dinâmica de ARC Raiders .

“Em relação ao jogo em si, orgulho-me de saber aceitar mudanças de ideia. Por exemplo, a mecânica de emote ‘não atire’: eu achei que os jogadores não usariam e só iriam querer atirar, mas o designer insistiu e hoje vemos como a dinâmica funciona bem”, descreveu.

O sistema de emotes verbais dentro de ARC Raiders permite que jogadores se comuniquem e combinem tréguas sem precisar usar o chat de voz por proximidade . O matchmaking também recebeu atenção específica da equipe durante o desenvolvimento, incluindo a dedicação exclusiva de um profissional ao sistema por dois meses.

Essas decisões ganharam ainda mais importância diante de uma comunidade bastante dividida entre jogadores que preferem confrontos PvP ( Player versus Player ) e aqueles que buscam experiências focadas no PvE ( Player versus Environment ).

Poucos dias após a estreia de Frozen Trail, a primeira grande atualização de ARC Raiders sob o novo cronograma, a Embark iniciou um teste por tempo limitado do modo “Apenas PvE” – no contexto de ARC, JxA (“Jogador contra ARC”). O estúdio avalia como o modo alternativo se comporta dentro do game, como o público reage a ele e de que maneira os sistemas atuais são impactados.

Quer ficar por dentro das novidades do mundo dos games? Acesse o VOXL e acompanhe as últimas notícias sobre ARC Raiders , Embark e desenvolvimento de jogos.

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