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o que cada um propõe para a segurança pública? — Lula x Flávio Bolsonaro

O presidente aposta em mais integração entre governos e o senador em endurecimento penal

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 00:40
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o que cada um propõe para a segurança pública? — Lula x Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula x Flávio Bolsonaro: o que cada um propõe para a segurança pública? Lula e Flávio Bolsonaro têm propostas diferentes para a segurança pública. O presidente aposta em mais integração entre governos e o senador em endurecimento penal Eleições 2026: Flávio e Lula oferecem propostas diferentes para segurança pública (Fellipe Sampaio/STF)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 21h22 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas diferentes para a segurança pública nas eleições de 2026. Lula defende ampliar a coordenação federal, integrar as forças policiais e fortalecer o combate financeiro ao crime organizado. Flávio propõe endurecer as leis penais, reduzir a maioridade penal, construir novos presídios e ampliar o monitoramento por câmeras. Os dois programas incluem medidas de inteligência e enfrentamento às facções criminosas.

A segurança pública é um dos principais temas em disputa no segundo turno das eleições de 2026. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende ampliar a participação da União na área, com mais integração entre governos e foco em inteligência, investigação e combate financeiro às organizações criminosas.

Do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresenta um plano com medidas de endurecimento penal, expansão do sistema prisional , reforço das fronteiras e ampliação do uso de tecnologias de monitoramento.

Os dois candidatos registraram seus programas de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com as propostas que pretendem implementar em um eventual mandato de 2027 a 2030.

Uma das principais propostas de Lula é criar um Ministério da Segurança Pública , caso o Congresso aprove a PEC da Segurança Pública.

A nova pasta teria a função de coordenar, em articulação com estados e municípios, as políticas nacionais de segurança dentro do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A proposta também busca ampliar a participação do governo federal no combate ao crime organizado.

A criação do ministério está condicionada à aprovação da PEC 18/2025 , que altera as competências da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na área de segurança pública. A proposta continua em tramitação no Congresso.

O programa de governo também prevê fortalecer o Brasil Contra o Crime Organizado , lançado pelo governo em maio deste ano.

O programa federal reúne ações de inteligência, investigação, combate ao tráfico de armas, fortalecimento do sistema prisional e asfixia financeira das organizações criminosas.

A iniciativa prevê R$ 11 bilhões, sendo recursos diretos e uma linha de crédito para investimentos em segurança pública.

Outro eixo é o combate ao dinheiro das facções. O plano de Lula prevê manter e ampliar a estratégia de bloqueio de recursos, bens e estruturas financeiras utilizadas pelo crime organizado.

A proposta também prevê fortalecer as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) e os sistemas de inteligência e bancos de dados utilizados pelas forças de segurança.

Na área penitenciária, Lula propõe fortalecer os presídios federais e criar um protocolo nacional para classificação e transferência de presos de alta periculosidade .

O programa também prevê um pacto nacional de execução penal voltado ao enfrentamento do crime organizado e à integração entre União, estados e sistema de Justiça.

O candidato também defende a manutenção de uma política de maior controle sobre armas e munições, com aprimoramento dos mecanismos de rastreamento e fiscalização.

Na segurança pública, o programa combina repressão qualificada com medidas de prevenção e ampliação da presença do Estado em áreas vulneráveis.

O programa de governo de Flávio Bolsonaro dedica um eixo específico à segurança pública, chamado Brasil sem Medo .

A proposta parte de uma estratégia de endurecimento contra organizações criminosas e prevê mudanças na legislação penal, ampliação da estrutura prisional, reforço das fronteiras e maior investimento em tecnologia.

O programa também prevê bloqueio de ativos e combate à lavagem de dinheiro, além de ações conjuntas com estados e municípios para investir em inteligência, tecnologia, armamentos e retomada de territórios dominados pelo crime.

Outra proposta é a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos . O programa também defende a punição de adolescentes a partir dos 14 anos que cometerem crimes considerados graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato.

Flávio propõe criar o Sistema Nacional de Fronteira , com participação das Forças Armadas e uso de inteligência e tecnologia para combater o tráfico de drogas e armas.

O programa também prevê cinco novos presídios federais de segurança máxima. As unidades formariam, junto aos cinco presídios federais já existentes, um complexo nacional de segurança máxima.

Outra proposta é ampliar o monitoramento por tecnologia.

O plano prevê o Muralha Brasileira , sistema nacional de reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais. A proposta estabelece a instalação de mais de 1 milhão de câmeras para monitoramento de áreas públicas, portos e aeroportos.

O programa ainda defende maior valorização dos profissionais de segurança e investimentos em equipamentos e estrutura para as forças policiais.

A diferença entre os dois programas está principalmente na estratégia escolhida para enfrentar a criminalidade.

Lula aposta em uma maior coordenação federal da segurança pública, com integração entre os diferentes níveis de governo, inteligência, investigação, controle de armas, combate financeiro às facções e políticas de prevenção.

Flávio prioriza o endurecimento da resposta ao crime , com mudanças na legislação penal, redução da maioridade penal, mais presídios, reforço militar das fronteiras e expansão do monitoramento por câmeras e reconhecimento facial.

Os dois programas também apresentam pontos de convergência, como o combate ao crime organizado, o fortalecimento da inteligência e a necessidade de enfrentar financeiramente as organizações criminosas.

A diferença está na ênfase e nos instrumentos propostos para alcançar esses objetivos.

Lula propõe criar um Ministério da Segurança Pública, condicionado à aprovação da PEC 18/2025, ampliar a integração entre União, estados e municípios e fortalecer ações de inteligência, investigação e combate financeiro às organizações criminosas. O programa também prevê medidas de prevenção e controle de armas.

Flávio Bolsonaro defende endurecer a legislação penal, classificar facções como organizações narcoterroristas, ampliar o sistema prisional e reforçar a fiscalização das fronteiras. O programa também prevê bloqueio de ativos, combate à lavagem de dinheiro e investimentos em inteligência e tecnologia policial.

Sim. O programa de Flávio Bolsonaro propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Também defende a punição de adolescentes a partir dos 14 anos por crimes considerados graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato. A implementação dessas medidas dependeria de mudanças na legislação.

Sim. Lula propõe criar um Ministério da Segurança Pública para coordenar políticas nacionais e ampliar a integração entre as forças de segurança. A criação da pasta está condicionada à aprovação da PEC 18/2025 pelo Congresso Nacional.

Flávio Bolsonaro propõe construir cinco novos presídios federais de segurança máxima e criar o Sistema Nacional de Fronteira, com participação das Forças Armadas e uso de inteligência e tecnologia para combater o tráfico de drogas e armas.

O Muralha Brasileira é uma proposta de sistema nacional de monitoramento com reconhecimento facial integrado a bancos de dados criminais. O programa prevê instalar mais de 1 milhão de câmeras em áreas públicas, portos e aeroportos.

Lula prioriza a coordenação federal, a integração policial, a inteligência, o combate financeiro às facções e políticas de prevenção. Flávio Bolsonaro enfatiza o endurecimento penal, a redução da maioridade penal, a ampliação dos presídios, o controle das fronteiras e o monitoramento por tecnologia. Ambos defendem fortalecer o enfrentamento ao crime organizado.

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