Atualização: De governador a ministro, disputa por Maracanã mobiliza Vasco, Fla-Flu e poderes do RJ a Brasília
Com ingressos esgotados desde o início da semana, o jogo teve bastidor intenso e envolveu poderes do Rio de Janeiro a Brasília.

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Consulte formatos e valores disponíveisBrasília — Em apuração recente, sTJ não atende pedido de Flamengo e Fluminense e mantém Vasco x Boca Juniors no Maracanã O Vasco vai enfrentar o Boca Juniors no Maracanã, na terça-feira, pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana.
O caso chamou atenção recentemente no município de Brasília e região. Com ingressos esgotados desde o início da semana, o jogo teve bastidor intenso e envolveu poderes do Rio de Janeiro a Brasília. Da Polícia Militar ao Ministério Público, incluindo o Governo do RJ e a segunda maior instância do Judiciário do país, o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Na quinta-feira, o ministro Luis Felipe Salomão, presidente do STJ, não reconheceu o pedido feito pelo Consórcio Fla-Flu de suspensão da decisão liminar do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, aquela que garantia a partida da Sul-Americana no Maracanã. O ge conta, em ordem cronológica e munido de documentos oficiais trocados entre as autoridades, os bastidores da negativa inicial do Consórcio Fla-Flu até a decisão que determinou a partida no Maracanã. Governador: "solução consensual, pautada na boa-fé dos interessados e no interesse público" Reprodução 3 de outubro - Fla-Flu consulta PM pelo Vasco Novo gramado do Maracanã no dia 1º de outubro Daniel Brasil/Maracanã Depois da negativa ao Vasco, o Consórcio Fla-Flu faz consulta à PM, “sob a perspectiva de segurança pública e do planejamento de policiamento”, da viabilidade da realização de Vasco x Boca no Nilton Santos, no dia 20. Como justificativa da negativa, o Consórcio anexa quatro pareceres e relatórios técnicos. Um da engenheira agrônoma Maristela Kuhn, de 29 de julho, e três da empresa Greenleaf, nos dias 18 de agosto, 3 e 30 de setembro, este último três dias após a partida entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, pela NFL. Todos tratam de “restringir ao máximo o uso do gramado e prever intervalos maiores entre os jogos, visando a adequada recuperação da superfície”. Relatório da empresa que cuida do gramado previa dois tipos de cortes no dia de Vasco x Boca Reprodução 5 de outubro - MP aciona Governador; Vasco quer SJ Dois movimentos neste dia. Após seis promotores do Ministério Público assinarem recomendação para a partida Vasco x Boca ser realizada no Maracanã, o Procurador-Geral de Justiça assina ofício ao Governador do Estado, Ricardo Couto, com sugestão de “intervenção” para a partida ser realizada no estádio cedido a Flamengo e Fluminense, “até porque a segurança pública é responsabilidade de todos (...), alcançando, assim, também a concessionária do principal equipamento esportivo do Estado, que se obrigou a usar e explorar o bem concedido em conformidade com o contrato e o edital, com zelo, diligência e observância das determinações do Poder Concedente". Na mesma data, o Vasco insiste em São Januário e pede reconsideração ao Secretário de Estado de Polícia Militar e Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em documento de 62 páginas pela “reavaliação” do jogo Vasco x Boca no seu estádio. A solicitação apresentava “documentação técnica e compromissos operacionais” que envolviam diversas mudanças, entre elas: Divisão da arquibancada lateral do estádio entre torcedores do Vasco e do Boca – veja na figura abaixo como o azul ficaria até abaixo das cabines de imprensa do estádio. De aproximadamente 1.000 visitantes, passaria a 4 mil. Detalhe: a divisão seria feita com estrutura metálica com altura de 2,1 metros. Em azul, espaço que a torcida do Boca ocuparia em São Januário: divisão teria placas metálicas de 2,10 metros Reprodução O Vasco contrataria o triplo de segurança privada, com outros procedimentos adotados pelo clube, como o cadastro de caravanas dos argentinos, com identificação de veículos e passageiros, revista e validação individual. E mais: orientação em português e espanhol ao público. Estacionamento de até 80 ônibus de torcedores do Boca no Terreirão do Samba, com o Vasco assumindo o uso da área e o controle da recepção dos torcedores, do deslocamento em quatro ondas de 20 ônibus por saída e o escoamento depois da partida. 6 de outubro - Derrota para o Vasco O desembargador, Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) indeferiu o pedido de efeito suspensivo do Vasco para jogar no Maracanã contra o Boca Juniors, pelas semifinais da Copa Sul-Americana. 7 de outubro - Polícia quer Maracanã Em resposta à consulta do Consórcio Fla-Flu, o Bepe, batalhão especializado em estádios da Polícia Militar do Rio, manifesta “inadequação” do estádio de São Januário e recomenda o Maracanã como estádio ideal para o jogo. Ao mesmo tempo, o Bepe diz que o Nilton Santos, que não fora consultado pelo Vasco, reunia condições de receber a partida. 8 de outubro - Fla-Flu insiste por Nilton Santos Depois da resposta no dia anterior com preferência pelo Maracanã, a chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Polícia Militar, a coronel Andréia Ferreira da Silva Campos, remete novo ofício ao CEO do Maracanã, Fred Nantes, "para informar que esta Secretaria de Estado de Polícia Militar manifesta-se favoravelmente à utilização do Estádio Nilton Santos (Engenhão) para a realização da partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, prevista para o dia 20 de outubro de 2026". 9 de outubro - Governador pede "boa-fé"; Vasco vence Dois fatos novos no dia em que o Vasco consegue, na Justiça do Rio, a decisão favorável para jogar no Maracanã. Primeiro, o Governador do Estado responde ao Procurador-Geral de Justiça e diz que “a adequada resolução da controvérsia parece passar pela adoção dos mecanismos processuais de instrução probatória, notadamente a produção de prova pericial, de modo a aquilatar os posicionamentos técnicos divergentes entre as Partes, sem prejuízo de que, até lá, seja alcançada solução consensual, pautada na boa-fé dos interessados e no interesse público subjacente à utilização do Complexo Maracanã”. O segundo fato novo foi a resposta do comandante do Bepe ao pedido de “reavaliação” do Vasco por São Januário. Ele opinou pela “manutenção da manifestação desfavorável à realização da partida Vasco x Boca no estádio de São Januário”. Como principais pontos da recusa, o Coronel Sandro Aguiar dos Santos, do Bepe, cita: “As medidas propostas podem mitigar determinados riscos, mas não demonstram” superar as “limitações estruturais e territoriais do estádio”, “A capacidade comprovada do setor visitante para acomodação de aproximadamente 4.000 espectadores”, “A efetiva capacidade de processamento e evacuação desse contingente”, “A existência de margem de segurança suficiente para absorção de eventos adversos”, entre outros. 10 de outubro - Fla-Flu contra-ataca A primeira vice-presidente do TJRJ, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, indeferiu liminar do presidente da 23ª Câmara de Direito Privado, Marco Antônio Ibrahim, retirando o jogo do Maracanã. 13 de outubro - Vasco leva nos acréscimos O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto deu razão ao pedido do Vasco e derrubou a liminar de sábado, da vice-presidente do TJRJ e liberou o Maracanã para o jogo de volta contra o Boca Juniors. 15 de outubro - Manutenção em Brasília O Consórcio Fla-Flu tem negativa no Superior Tribunal de Justiça, com o ministro presidente Salomão não concedendo o pedido de Flamengo e Fluminense. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Vasco no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Vasco 🎧 Ouça o podcast GE Vasco 🎧 Assista tudo sobre o Vasco no ge, na Globo e no SporTV:
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