Atualização: China considera 'fraco' pedido de desculpa do Real Madrid em caso Mbappé
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Consulte formatos e valores disponíveisChina considera 'fraco' pedido de desculpa do Real Madrid em caso Mbappé Imprensa estatal cobra medidas concretas do clube após declaração do atacante sobre Mao Tsé-Tung; crise já afeta transmissões de jogos e contratos comerciais Mbappé: astro e Real Madrid são boicotados no mercado chinês
Última atualização em 30 de outubro de 2026 às 16h44.
Priorizar nos meus resultados Google Contexto 29s O Real Madrid enfrenta uma crise de reputação na China após Kylian Mbappé fazer comentários controversos sobre Mao Tsé-Tung. A resposta de desculpas do clube tem sido considerada insuficiente por autoridades e veículos de comunicação chineses. A situação já tem gerado consequências comerciais e a pressão sobre o clube continua a crescer.
Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Real Madrid Saiba mais O Real Madrid continua sob pressão na China mesmo depois de pedir desculpas pelas declarações de Kylian Mbappé sobre o ex-líder chinês Mao Tsé-Tung. Veículos de comunicação estatais questionam a demora do clube em se posicionar e cobram medidas concretas para evitar novos episódios. A repercussão também chegou ao futebol: a plataforma chinesa Migu não transmitirá a próxima partida da equipe, contra o Racing Santander.
A controvérsia começou após uma entrevista ao programa francês The Bridge, na qual Mbappé comentou uma montagem que colocava seu rosto no corpo de um homem que descreveu como um ditador, em referência a Mao. O trecho provocou críticas nas redes sociais chinesas, onde brincadeiras com o antigo líder são consideradas um tema sensível.
O atacante publicou um pedido de desculpas em 27 de outubro, em francês, mandarim e inglês. A LaLiga também se desculpou, e o presidente da entidade, Javier Tebas, procurou autoridades chinesas para tentar conter a crise. O Real Madrid só se manifestou oficialmente no dia seguinte, depois de a reação se intensificar.
A demora na resposta do clube se tornou um dos principais pontos de contestação. Antes da manifestação oficial, veículos espanhóis relataram que o Real Madrid considerava as declarações de Mbappé uma manifestação pessoal e afirmava que a relação com patrocinadores chineses não havia sido afetada.
A posição provocou uma reação do Centro de Programação Esportiva e Juvenil do China Media Group (CMG), grupo estatal que supervisiona canais como a CCTV. Em comunicado, o órgão afirmou que o Real Madrid não poderia se eximir de responsabilidade pelo comportamento de um jogador que integra seu elenco e rejeitou a explicação apresentada pelo clube.
A entidade também condicionou novas conversas a um pedido de desculpas considerado adequado. Mais tarde, em 28 de outubro, o Real Madrid enviou uma carta formal de desculpas por meio da LaLiga, manifestando respeito pela China, por sua história, cultura e população. O clube também reafirmou seu compromisso com o respeito e a convivência entre culturas.
Mesmo após a manifestação, a imprensa estatal continuou cobrando ações que vão além de um comunicado. O Global Times, veículo ligado ao Partido Comunista Chinês, destacou que o pedido de desculpas representa apenas o primeiro passo e que a recuperação da confiança depende de mudanças concretas na postura do clube.
Parte das críticas também recupera episódios anteriores envolvendo o clube e o público chinês. Entre eles está o caso do zagueiro Dean Huijsen, que, em fevereiro de 2026, enfrentou críticas após compartilhar conteúdo considerado ofensivo a asiáticos nas redes sociais. Na ocasião, o Real Madrid publicou um pedido de desculpas em sua conta chinesa, mas não fez uma manifestação equivalente em seus canais internacionais.
Outro episódio citado pela imprensa chinesa ocorreu em agosto, quando uma publicação do clube sobre enchentes na região do Himalaia provocou críticas por sua formulação geográfica. O conteúdo foi apagado, mas não houve um pedido público de desculpas que encerrasse a controvérsia.
Os críticos comparam essas respostas à postura adotada pelo Real Madrid em casos de racismo contra Vinícius Júnior. Em 2023, após o brasileiro sofrer ataques racistas, o clube publicou uma condenação pública e tomou medidas legais em casos de abuso. Para parte dos observadores chineses, a diferença entre as reações levanta dúvidas sobre a consistência da instituição ao lidar com situações que afetam públicos distintos.
As consequências já ultrapassaram o campo reputacional. Empresas chinesas encerraram contratos com Mbappé, incluindo a fabricante de bebidas Dongpeng e as companhias de laticínios Mengniu e Milkground. Conteúdos relacionados ao jogador também foram removidos ou restringidos em plataformas digitais chinesas, e sua conta enfrentou limitações para conquistar novos seguidores.
No futebol, a suspensão de transmissões anunciada pelo China Media Group atingiu a exibição da LaLiga no país. A plataforma Migu, ligada à China Mobile, também não exibirá o próximo compromisso do Real Madrid contra o Racing Santander, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.
A dimensão comercial preocupa porque a China é um mercado internacional importante para o clube e para o futebol espanhol. Segundo informações publicadas pelo Global Times, o país representa entre 10% e 15% das vendas internacionais de produtos oficiais do Real Madrid. A crise, portanto, pode afetar tanto a exposição da equipe quanto as relações com torcedores, patrocinadores e parceiros de transmissão.
A reação oficial chinesa ao pedido de desculpas de Mbappé foi descrita pelo Ministério das Relações Exteriores como levada a sério. Isso, porém, não significou o encerramento da controvérsia. A cobrança agora se concentra também na postura do Real Madrid e na capacidade do clube de demonstrar, por meio de ações, que pretende reconstruir a confiança do público chinês.
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