Atualização: Bradesco tem lucro recorrente de R$ 7,109 bi no 3º tri, com alta de 0,8% no trimestre e 14,6% em 12 meses
O ganho ficou em linha com as previsões dos analistas consultados pelo Valor, de R$ 7,124 bilhões.
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Consulte formatos e valores disponíveisA carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,150 trilhão ao fim de setembro, com alta de 1,1% no trimestre e 11,1% na comparação anual.
As despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 10,642 bilhões, com alta de 6,6% no trimestre e 24,3% em 12 meses. O índice de inadimplência ficou em 4,6% no terceiro trimestre, de 4,3% no segundo trimestre e 4,1% no terceiro trimestre do ano passado.
A receita de serviços teve alta de 3,1% no trimestre e 3,6% em um ano, a R$ 10,924 bilhões. As despesas gerais caíram 1,0% no trimestre e cresceram 3,2% em um ano, a R$ 16,316 bilhões.
O retorno sobre patrimônio (ROE) atingiu 15,6%, de 16,2% no segundo trimestre e 14,7% no terceiro trimestre de 2025.
Para Marcelo Noronha, CEO do Bradesco, o resultado mostrou expansão das receitas, controle das despesas e boa gestão de risco. “O mercado de crédito está mais restrito. A taxa de juros se mantém em patamar elevado e a economia desacelera. É cenário desafiador para todos. Vimos nossas receitas relacionadas a crédito crescerem menos, mas conseguimos compensá-las com receitas não oriundas de crédito e bom controle de despesas”, afirmou, em nota.
“Ganhamos eficiência. Aumentamos os investimentos na nossa transformação e, mesmo assim, todas as principais linhas de despesas cresceram abaixo da inflação”, acrescentou.
A carteira de crédito expandida do Bradesco atingiu R$ 1,149 trilhão em setembro, alta de 1,1% no comparativo trimestral e de 11,1% em 12 meses. A carteira de pessoa física atingiu R$ 484,9 bilhões, com alta de 1,1% no trimestre e de 7,4% em 12 meses. Em pessoas jurídicas, somou R$ 664,7 bilhões, com alta trimestral de 1,2% e anual de 14,1%.
“A carteira de crédito continua crescendo com apetite moderado na originação, concentrada em produtos com colateral e boa rentabilidade ”, diz o banco no balanço.
A margem financeira atingiu R$ 21,372 bilhões no terceiro trimestre, com alta de 2,4% no trimestre e de 14,2% em 12 meses. A margem com clientes foi de R$ 20,497 bilhões, com alta de 1,5% e 10,1%, respectivamente. A taxa média foi de 8,9%, de 9,1% e 9,0%, nesta ordem.
Já a margem com mercado totalizou R$ 875 milhões, com alta de 30,0% no trimestre e 783,8% em um ano. “A margem com mercado manteve sua trajetória de crescimento, sustentada pela eficiência na gestão do ALM e pelo bom desempenho das mesas da tesouraria.”
O Bradesco registrou inadimplência de 4,6% no terceiro trimestre, de 4,3% no segundo trimestre e 4,1% em igual período de 2025. Em pessoas físicas, a inadimplência passou para 5,8%, de 5,5% e 5,4%, respectivamente. Em grandes empresas, ficou em 0,3%, de 0,2% e 0,4%. E em micro, pequenas e médias (MPME), foi de 4,9%, de 4,4%, de 3,7%.
O Bradesco diz que a inadimplência subiu “principalmente por conta das linhas de capital de giro para MPME com garantia de recursos do governo federal e da carteira rural, com maior impacto em pessoas físicas”. “O ambiente macroeconômico desafiador segue pressionando as operações massificadas”, afirma no balanço.
O índice de cobertura caiu para 142,6%, de 152,3% no segundo trimestre e 168,9% no terceiro trimestre do ano passado.
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