Assessor de Jair Renan pede exoneração após apuração por espancar o próprio primo depois da vitória de Lula
A informação foi confirmada ao g1 pela assessoria de comunicação do político na sexta-feira (30).

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Consulte formatos e valores disponíveisA Polícia Civil de Santa Catarina investiga Gustavo Schiphorst, assessor do deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL), por espancar o próprio primo em Florianópolis, na noite de domingo (25), após o resultado das eleições que terminaram com a vitória de Lula (PT)
Gustavo Schiphorst, assessor do vereador de Balneário Camboriú e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL) e investigado por espancar o próprio primo após a vitória de Lula (PT) nas eleições, pediu exoneração do cargo. A informação foi confirmada conforme apuração dos redatores da Empire Cidades pela assessoria de comunicação do político na sexta-feira (30).
As agressões ocorreram na noite de domingo (25), em Florianópolis, após o resultado das eleições. Os pais de Gustavo e um amigo dele também teriam participado das agressões, segundo o boletim de ocorrência. A Polícia Civil instaurou um inquérito na 7ª Delegacia de Polícia da Capital para apurar o crime de lesão corporal.
Marcelo Ribeiro Delgado Junior, de 28 anos, foi atingido na cabeça e sofreu fraturas no braço. Ele precisou de atendimento médico no Hospital Governador Celso Ramos. A Polícia Civil instaurou um inquérito na 7ª Delegacia de Polícia da Capital para apurar o crime de lesão corporal.
O g1 procurou a defesa de Gustavo, mas não teve retorno. Na quarta-feira (28), Jair Renan se pronunciou através de nota reafirmando “discordância sobre qualquer forma de violência, independente da motivação”. O vereador e deputado eleito disse ainda que após averiguação com o assessor recebeu a informação de que “trata-se de conflito familiar”.
Em relato ao NSC Total, Alicia Garcez, esposa de Marcelo, afirma que ela e o marido são vizinhos de Gustavo e dos pais dele, no bairro Vargem Grande, no Norte da Ilha. Ela conta que, na noite de domingo, o assessor estava acompanhando a apuração dos votos com os pais, Camila Braun Schipthorrst e Michel Schphorrst, e o amigo Lucas Ferreira Amorim. Todos seriam apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), segundo ela.
A esposa diz que a confusão começou quando ela e o marido comemoravam a vitória de Lula na garagem de casa. Segundo ela, Gustavo, Camila, Michel e Lucas começaram a xingar a família.
Alicia contou que o marido respondeu que eles haviam perdido a eleição e deveriam aceitar o resultado. Na sequência, uma garrafa de vidro foi arremessada em direção à família e os estilhaços atingiram os filhos do casal, de cinco anos e um ano. Quando Marcelo foi reclamar com os tios e o primo, eles partiram para cima dele, segundo o relato.
O tio dele, que é pai do Gustavo, imobilizou ele, o Gustavo deferiu vários socos na cabeça dele, o amigo do Gustavo chutou a cabeça dele. Eles quebraram o braço dele em três lugares, ele tá com o braço quebrado, vai ter que passar por cirurgia. Ele pode perder o movimento da mão, vai ter que colocar pino, placa no braço.
Alicia também afirmou que foi agredida ao tentar colocar o marido no carro para levá-lo ao hospital. Segundo ela, a mãe de Gustavo puxou seus cabelos, jogou-a no chão e começou a chutá-la.
“Se eles tivessem conseguido tirar ele dentro do carro naquele momento, eles teriam matado ele espancado”, relata.
Marcelo Ribeiro Delgado Junior deu entrada no Hospital Governador Celso Ramos às 21h55min de domingo (25), com um hematoma na testa e uma fratura cominutiva do úmero esquerdo, osso do braço, conforme o prontuário médico. A equipe de ortopedia indicou tratamento cirúrgico.
Marcelo e Alicia registraram boletins de ocorrência na segunda-feira (26). A Justiça também concedeu uma medida protetiva de urgência contra os familiares envolvidos, proibindo que se aproximem do casal e dos filhos.
O caso foi divulgado pelo vereador Leonel Camasão (PSOL) e repercutiu nas redes sociais.
Gustavo atuava como assessor parlamentar no gabinete de Jair Renan, vereador em Balneário Camboriú e deputado federal eleito por Santa Catarina neste ano. De acordo com o Portal da Transparência, ele ocupava um cargo comissionado desde 16 de julho deste ano, com remuneração de R$ 4.441,96 e jornada de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h.
Gustavo também é estudante de Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina ( Udesc ). Após a repercussão do caso, o Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) afirmou que encaminharia a situação às instâncias competentes da Universidade.
“A Udesc esclarece que não antecipa conclusões sobre a responsabilidade individual de pessoas envolvidas em ocorrências externas que estejam sob apuração pelas autoridades competentes. Eventuais medidas disciplinares serão adotadas, quando cabíveis, mediante os procedimentos previstos nas normas da Universidade, assegurados o contraditório e a ampla defesa”, disse a instituição.
“ Tomamos conhecimento, por meio da imprensa, sobre episódio ocorrido na noite do último domingo, 25 de outubro, envolvendo assessor lotado em nosso gabinete na Câmara Municipal de Balneário Camboriú.
Cientes dos fatos, averiguamos com o mesmo sobre o ocorrido, e nos foi relatado tratar-se de conflito familiar.
Reafirmamos a nossa discordância sobre qualquer forma de violência, independentemente da sua motivação.
Por fim, considerado o quanto noticiado, aguardaremos a elucidação dos fatos de nossa parte e pelas autoridades competentes, para eventuais providências, sem juízo precipitado e prejudicial contra quem nos prestou bons serviços. “
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