Argentina arquiva apuração contra Milei e irmã em caso de criptomoeda
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Consulte formatos e valores disponíveisTomas Cuesta/Getty Images A Justiça argentina arquivou, nesta sexta-feira (23/10), uma investigação em andamento contra o presidente Javier Milei e a irmã dele, Karina Milei, por suspeita de fraude envolvendo a criptomoeda $LIBRA.
A decisão foi tomada pelo juiz federal Marcelo Martínez de Giorgi, que acolheu o pedido do promotor Eduardo Taiano para encerrar o caso. Foi concluído que não havia elementos suficientes para caracterizar o crime.
A investigação, que apurava uma suposta fraude relacionada à criação e à divulgação da criptomoeda, durou cerca de um ano e meio e terminou sem que o promotor convocasse os envolvidos para interrogatório, segundo o jornal argentino Clarín. Em julho, o juiz já havia excluído do processo os cinco investidores que apresentaram a denúncia.
Com a decisão desta sexta, 11 investigados foram beneficiados pelo arquivamento. Além do presidente argentino e da irmã, destacam-se o empresário norte-americano Hayden Mark Davis, apontado como responsável criador da $LIBRA, e os lobistas Mauricio Novelli e Manuel Terrones Godoy.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Relembre o caso Em 14 de fevereiro de 2025, Milei publicou uma mensagem na rede social X divulgando a $LIBRA. Na ocasião, o presidente afirmou que a criptomoeda seria usada para financiar empresas e empreendimentos na Argentina. Após a publicação, o preço do ativo disparou, passando de poucos centavos para quase US$ 5. Em poucas horas, porém, a cotação despencou, provocando prejuízos a investidores. Algumas carteiras digitais, entretanto, registraram lucros expressivos após compras realizadas nos minutos anteriores ao lançamento. O episódio levantou suspeitas de que investidores poderiam ter sido prejudicados por uma operação coordenada e de que participantes do projeto teriam se beneficiado O promotor destacou que a criptomoeda foi efetivamente emitida e as operações podiam ser rastreadas por meio da tecnologia blockchain. Taiano também sustentou que os prejuízos financeiros, por si só, não eram suficientes para comprovar o crime.
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