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Anvisa homologa cinco novas canetas para tratamento de obesidade e diabetes

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 11:52
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Anvisa homologa cinco novas canetas para tratamento de obesidade e diabetes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas “canetas emagrecedoras”, termo popular para descrever os medicamentos injetáveis da classe dos agonistas e análogos dos receptores de GLP-1. Entre elas, três são indicadas para o tratamento de diabetes e duas para obesidade.

Os novos registros foram publicados nesta quinta-feira, 29, no Diário Oficial da União. As aprovações elevam para 20 o número de medicamentos dessa classe aprovados pela agência em 2026, segundo a Anvisa.

As cinco canetas aprovadas são à base de liraglutida e semaglutida, duas substâncias que imitam um hormônio produzido pelo intestino que regula o apetite e a glicose no sangue.

Em nota, a Anvisa reforçou que, em agosto de 2025, iniciou a priorização da análise de medicamentos com semaglutida e liraglutida.

A ação, afirmou o órgão, foi motivada pelo pedido do Ministério da Saúde em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), e pela necessidade de abastecimento do mercado nacional.

A decisão ocorreu também diante do aumento do uso desses produtos sem acompanhamento profissional e em meio a um exorbitante mercado paralelo de injeções irregulares, falsificadas e manipuladas.

A agência acelerou as análises dos pedidos de registro dos novos produtos, o que, segundo Leandro Safatle, diretor-presidente da entidade, não significou afrouxamento dos critérios de segurança.

Em agosto, o representante afirmou à reportagem de VEJA que, com um processo de avaliação otimizada, o órgão havia escrutinado 24 solicitações, das quais onze foram concluídas — seis receberam aval e cinco foram reprovadas até então. A operação envolve não só um parecer sobre dossiês técnicos como também a inspeção das linhas de produção. “Isso mostra a seriedade do nosso trabalho”, afirmou Safatle na ocasião.

Considerando que esses fármacos podem causar náuseas, vômitos, diarreia e riscos mais sérios, como pancreatite aguda ou alterações em enzimas pancreáticas, qualquer caneta, a despeito da substância e da marca, deve ser prescrita por um médico. A escolha precisa levar em conta a resposta individual e o histórico de saúde de cada paciente.

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