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Amigo policial civil pode ter favorecido Cariani em apuração, diz MPSP

Os dois mantinham relação de amizade

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 15:02
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Amigo policial civil pode ter favorecido Cariani em apuração, diz MPSP
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) apontou que o influenciador Renato Cariani mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba — o que pode ter favorecido Cariani em investigações. A promotoria pediu a condenação do influenciador, de Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Segundo as alegações finais apresentadas pela promotoria, Dziuba e Cariani trocavam mensagens por aplicativo, demonstrando uma cooperação mútua que ia além do campo profissional.

“A proximidade é evidenciada, entre outros elementos, por solicitações pessoais feitas pelo policial ao empresário, inclusive relacionadas à obtenção de suplementos para tratamento de seu joelho. Ao mesmo tempo, André recorria a Renato para obter auxílio ou informações relacionadas a fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições”, aponta o documento do Ministério Público.

A promotoria diz, ainda, que o policial compartilhava informações relacionadas a fiscalizações no setor de Cariani, suplementos. Inclusive, Dziuba teria atuado para esvaziar e contribuir para o arquivamento de um inquérito policial anterior, conduzido pela 2ª Vara Criminal de Diadema, contra o influenciador, de natureza parecida com a investigação atual.

O MPSP apontou que Renato Cariani, Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira foram responsáveis pelo desvio de 12 toneladas de insumos químicos para produzir 15 toneladas de drogas, como crack e cocaína.

As apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP revelaram que o esquema envolvia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas para vender produtos químicos, em São Paulo, por meio de “laranjas” — que faziam depósitos em espécie como se fossem funcionários de grandes multinacionais — e vítimas que figuraram como compradoras.

#Polícia
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