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Amazon tem margem recorde e AWS acelera, mas lucro decepciona no 3º tri; ação tem queda 6%

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 21:00
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Amazon tem margem recorde e AWS acelera, mas lucro decepciona no 3º tri; ação tem queda 6%
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Amazon tem margem recorde e AWS acelera, mas lucro decepciona no 3º tri; ação cai 6% Sem os ganhos com a Anthropic do ano passado, o lucro líquido caiu 2% Amazon: empresa divulgou balanço nesta quinta-feira, 29 (400tmax/Getty Images)

Priorizar nos meus resultados Google A Amazon faturou US$ 201,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 12%, ligeiramente abaixo do esperado por Wall Street O lucro por ação de US$ 1,89 ficou aquém dos US$ 1,96 projetados pelos analistas A AWS cresceu 39%, o ritmo mais forte em quase cinco anos, e superou as estimativas A margem operacional de 13,9% é a maior da história da companhia Os investimentos em IA deixaram o fluxo de caixa livre negativo em US$ 42,4 bilhões em 12 meses A Amazon (AMZN) fechou o terceiro trimestre de 2026 com a operação mais rentável de sua história e com a AWS, seu braço de computação em nuvem, crescendo no ritmo mais acelerado em quase cinco anos. Mesmo assim, o lucro por ação ficou abaixo do que Wall Street esperava, e a conta dos investimentos em inteligência artificial (IA) continua pesando sobre o caixa da companhia, que divulgou o balanço nesta quinta-feira, 29, após o fechamento do mercado.

A receita somou US$ 201,9 bilhões entre julho e setembro, alta de 12% sobre o mesmo período de 2025. Analistas consultados pela LSEG esperavam US$ 202,3 bilhões. O resultado ficou no topo da faixa de US$ 197 bilhões a US$ 202 bilhões que a própria empresa havia projetado em julho.

A comparação anual é distorcida pelo calendário do Prime Day, maior evento de promoções da Amazon. Em 2025, a data caiu inteiramente no terceiro trimestre. Neste ano, ocorreu no segundo trimestre na maior parte dos grandes mercados. Sem esse deslocamento, segundo a companhia, o crescimento teria sido cerca de 400 pontos-base (ou 4 pontos percentuais) maior. A variação cambial também tirou US$ 0,9 bilhão das vendas, e, sem esse efeito, a alta seria de 13%.

O lucro operacional, que mede o resultado das atividades principais antes de juros, impostos e ganhos com investimentos, saltou 61%, para US$ 28,1 bilhões, ante US$ 17,4 bilhões um ano antes. O número superou com folga a faixa de US$ 22,5 bilhões a US$ 26,5 bilhões indicada pela própria Amazon e o consenso de cerca de US$ 26,1 bilhões.

Com isso, a margem operacional, que mostra quanto de cada dólar vendido vira lucro operacional, chegou a 13,9%, a maior já registrada pela companhia. No terceiro trimestre de 2025, estava em 9,7%.

O lucro líquido recuou 2%, para US$ 20,7 bilhões. Isso equivale a US$ 1,89 por ação diluída, indicador que divide o lucro pelo total de ações, incluindo as que ainda podem ser emitidas. O consenso da LSEG apontava para US$ 1,96. Um ano antes, o lucro por ação havia sido de US$ 1,95.

A diferença está fora da operação. No terceiro trimestre de 2025, a Amazon contabilizou US$ 9,5 bilhões em ganhos antes de impostos com seus investimentos na Anthropic, registrados como resultado não operacional, ou seja, receitas e despesas que não vêm do negócio principal.

Neste trimestre, essa linha ficou negativa em US$ 1,2 bilhão. Além disso, as despesas com juros mais que triplicaram no período, de US$ 538 milhões para US$ 1,7 bilhão.

No after market, logo após a divulgação do balanço, as ações da Amazon, que já haviam fechado o pregão regular em baixa de 4,25%, caíam mais 6% em Nova York.

A receita da AWS cresceu 39%, para US$ 46 bilhões, acima dos US$ 45,48 bilhões estimados pela StreetAccount, que projetava expansão de 38%. É o quinto trimestre consecutivo de aceleração.

O lucro operacional da AWS subiu 55%, para US$ 17,8 bilhões, com margem de 38,7%. A divisão responde hoje por 23% da receita da Amazon, mas por 63% de seu lucro operacional. Um ano antes, a nuvem representava 18% das vendas.

A companhia informou que a AWS atingiu uma taxa anualizada de receita de US$ 184 bilhões, métrica que projeta para 12 meses o faturamento do período mais recente. O CEO Andy Jassy afirmou que a empresa projeta crescimento acima de 40% para a AWS tanto em 2027 quanto em 2028. “Nunca existiu um negócio com receita de US$ 1 trilhão, e podemos ter dois deles nos próximos 5 a 10 anos”, disse.

Entre os indicadores de IA, a Amazon destacou o Bedrock, serviço que dá acesso a modelos de diferentes empresas.

Os gastos de companhias da lista Fortune 500 na plataforma cresceram quase sete vezes em um ano, e o volume total de tokens processados, quase 17 vezes.

No varejo, as vendas das lojas online subiram apenas 2%, para US$ 68,5 bilhões, enquanto os serviços prestados a vendedores terceiros, como comissões e logística, cresceram 9%, para US$ 46,5 bilhões. As assinaturas, que incluem o Prime, renderam US$ 14 bilhões, alta de 11%.

Por região, a América do Norte faturou US$ 112,9 bilhões, alta de 6%, mas quase dobrou o lucro operacional, de US$ 4,8 bilhões para US$ 8,7 bilhões. A margem do segmento passou de 4,5% para 7,7%. A operação internacional teve vendas de US$ 43,1 bilhões, alta de 5% (8% sem o efeito do câmbio), e lucro operacional de US$ 1,6 bilhão, ante US$ 1,2 bilhão.

O ponto de maior atenção está no caixa. O fluxo de caixa operacional, dinheiro gerado pelas atividades da empresa, cresceu 29% em 12 meses, para US$ 168,3 bilhões. Mas o fluxo de caixa livre, que desconta desse valor os investimentos em imóveis e equipamentos, ficou negativo em US$ 42,4 bilhões no acumulado de 12 meses. Um ano antes, havia sobra de US$ 14,8 bilhões.

A virada se explica pelo capex, sigla em inglês para investimentos em bens de capital, como data centers, servidores e chips. Em 12 meses, esses gastos, já descontadas vendas de ativos e incentivos, somaram US$ 210,7 bilhões, alta de 82%.

Só no terceiro trimestre, as compras de imóveis e equipamentos chegaram a US$ 77,3 bilhões, mais que o dobro dos US$ 35,1 bilhões de um ano antes. Segundo a Amazon, o aumento reflete principalmente investimentos em IA. A companhia manteve a previsão de capex de cerca de US$ 220 bilhões em 2026.

Com a expansão, a dívida de longo prazo passou de US$ 65,6 bilhões no fim de 2025 para US$ 173,1 bilhões em setembro. Só nos nove primeiros meses do ano, a empresa captou US$ 115,1 bilhões em dívida de longo prazo, sendo US$ 48,1 bilhões no terceiro trimestre. O saldo de caixa e equivalentes caiu de US$ 86,8 bilhões para US$ 55,8 bilhões no mesmo intervalo.

Para o quarto trimestre, período das compras de fim de ano, a Amazon projeta receita entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões, alta de 12% a 16%. O ponto médio da faixa, de US$ 243,5 bilhões, fica abaixo dos US$ 244,5 bilhões esperados pelos analistas consultados pela LSEG.

O lucro operacional deve ficar entre US$ 28,5 bilhões e US$ 33,5 bilhões, ante US$ 25 bilhões no mesmo período de 2025. O meio da faixa, de US$ 31 bilhões, também fica abaixo da estimativa de cerca de US$ 33 bilhões citada por analistas do BNP Paribas no início de outubro.

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