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Atualização: JSL lucra 36% mais no 3º tri, bate recorde de contratos, mas margem recua

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 22:00
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Atualização: JSL lucra 36% mais no 3º tri, bate recorde de contratos, mas margem recua
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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JSL lucra 36% mais no 3º tri, bate recorde de contratos, mas margem recua Empresa de logística do grupo Simpar assinou R$ 2,8 bilhões em novos contratos Caminhões da JSL, que assinou R$ 2,8 bilhões em novos contratos no terceiro trimestre, o maior volume trimestral da sua história (JSL/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google A JSL (JSLG3), empresa de logística do grupo Simpar, teve lucro líquido de R$ 24,5 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 35,8% sobre o mesmo período do ano passado. A receita bruta somou R$ 3,1 bilhões, avanço de 5,9%, e a companhia assinou R$ 2,8 bilhões em novos contratos, o maior volume já registrado em um único trimestre.

O lado operacional andou mais devagar. O Ebitda ajustado ficou em R$ 522,8 milhões, praticamente estável (-0,6%), e a margem caiu de 21,2% para 19,9%. O lucro operacional (Ebit) recuou 3,6%, para R$ 289,8 milhões.

Segundo Eduardo Cordeiro Nauck, CFO da JSL, a empresa sustenta margens "dentro do que a gente acha que é adequado", na casa de 20%, disse à EXAME.

Excluído o efeito da saída intencional de contratos de grãos e de contratos pouco rentáveis da base de comparação, a receita bruta de serviços cresceu 12,4%, acima dos 10,4% registrados no segundo trimestre em critério equivalente.

Nauck atribui parte da queda na margem à base de comparação. Ele explica que o terceiro trimestre de 2025 contou com créditos extemporâneos reconhecidos no resultado, que inflaram a margem daquele período. "Se a gente excluir esse efeito, vê, na verdade, uma margem andando de lado, até com leve evolução em relação ao ano passado", afirmou.

Outra explicação está no mix. O crescimento tem sido puxado por operações em que a JSL subcontrata caminhoneiros autônomos, que dão margem menor, mas exigem pouco capital. "Mesmo a margem Ebitda sendo um pouco mais baixa, a lucratividade é equivalente e, em alguns casos, até melhor do que outras operações que têm margem maior, mas também muito capital investido", disse o CFO. O retorno sobre o capital investido (ROIC) chegou a 14,8% nos últimos 12 meses, alta de 0,2 ponto percentual sobre o trimestre anterior.

A JSL Conecta, nova empresa que reúne as operações com caminhoneiros terceirizados, cresceu 19,5% em receita bruta de serviços. Dentro dela, a JSL Digital avançou 66,5%.

A JSL Dedicados, que opera com frota própria ou alugada, teve alta de apenas 0,3% na receita bruta de serviços. O número é pressionado pelos contratos poucos rentáveis que a empresa encerrou ao longo de 2025 e ainda pesam na base de comparação. Sem esse efeito, a alta seria de 7,4%.

A Intralog, de armazenagem e logística interna, avançou 3%, e a empresa espera a retomada do ritmo histórico de crescimento da unidade a partir de 2027.

A divisão em JSL Dedicados, JSL Conecta e Intralog é a nova estrutura do grupo, anunciada neste trimestre. "Para o investidor, a gente entende também que fica mais fácil de entender e modelar a empresa", disse Nauck.

Os R$ 2,8 bilhões em contratos assinados no trimestre têm prazo médio de 42 meses, ante 60 meses no segundo trimestre. No acumulado de 2026, os novos contratos somam R$ 5,5 bilhões, acima dos R$ 4,9 bilhões de todo o ano de 2025. Os destaques foram os setores de papel e celulose, automotivo e bens de consumo.

Nauck minimiza a redução do prazo. Segundo ele, a média costuma variar entre três e cinco anos, e um contrato grande com prazo menor pode puxar o número para baixo. O ponto principal, diz, é a renovação. "Perto de 95% da nossa receita é renovada anualmente", afirmou.

A receita desses contratos entra de forma gradual, à medida que as operações são implantadas. A companhia mantém a projeção de R$ 21,4 bilhões de receita bruta em 2030, e o CFO afirma que a meta não depende de aquisições. "A projeção foi feita considerando o crescimento orgânico", disse.

A JSL gerou R$ 318,8 milhões de caixa no trimestre, já descontados os investimentos em crescimento, juros, os aluguéis e os pagamentos por aquisições. Foi o quinto trimestre seguido de geração positiva, que soma R$ 915 milhões em 12 meses.

A relação entre dívida líquida e Ebitda, que mede a alavancagem, caiu para 2,6 vezes, ante 3 vezes um ano antes. O investimento líquido (capex) foi de R$ 22 milhões, 65% menor que no terceiro trimestre de 2025, reflexo da estratégia de alugar caminhões e equipamentos em vez de comprá-los.

"A gente só toma a decisão de alugar quando chega à conclusão de que economicamente é o mais viável", disse Nauck. Segundo ele, isso tem ocorrido na maior parte dos casos.

A dívida menor ajudou a última linha do balanço. O lucro líquido ajustado, que exclui efeitos não recorrentes e contábeis, foi de R$ 40,3 milhões, alta de 12,6% em um ano, sustentado pela redução da dívida líquida média e pela melhora do resultado financeiro.

No acumulado de nove meses, a JSL ainda registra prejuízo de R$ 108,3 milhões, efeito da provisão de R$ 167 milhões relacionada ao Sistema S lançada no primeiro trimestre.

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