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alunos do Colégio Porto levam encontro de gerações ao teatro — Da inteligência artificial à fita VHS

Entre fitas VHS, locadoras de filmes e referências da cultura pop, essa viagem conduz “Rebobine, por favor”, espetáculo que os alunos do Colégio Porto, em Natal

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 15:36
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alunos do Colégio Porto levam encontro de gerações ao teatro — Da inteligência artificial à fita VHS
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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E se, depois de uma confusão envolvendo inteligência artificial, um grupo de adolescentes fosse parar na época em que seus pais tinham a mesma idade que eles? Entre fitas VHS, locadoras de filmes e referências da cultura pop, essa viagem conduz “Rebobine, por favor”, espetáculo que os alunos do Colégio Porto, em Natal, apresentam nesta quinta-feira (22), às 19h, no Teatro Riachuelo. Os portões abrem às 18h, e a apresentação é destinada exclusivamente a alunos, familiares e professores da escola, sem acesso para o público em geral.

A montagem integra o Spetacullum Porto, projeto anual que transforma os estudantes em responsáveis pela construção de um espetáculo. Com roteiro escrito pela orientadora pedagógica Kennia Ísis, a peça ganha vida pelo trabalho dos alunos no palco e nos bastidores: são eles que desenvolvem sonoplastia, elementos cênicos, iluminação, figurinos, maquiagem e coreografias, com o suporte dos professores e da equipe pedagógica. O trabalho envolve turmas do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio.

Neste ano, a comédia musical aposta na memória afetiva para aproximar gerações. A história começa quando sete amigos fazem mau uso da inteligência artificial e espalham desinformação pela escola. Como consequência, recebem uma tarefa educativa: organizar um antigo depósito repleto de equipamentos de outras décadas. É ali que encontram um videocassete mágico com uma placa que dá nome ao espetáculo: “Rebobine, por favor”.

Ao acionar o aparelho, o grupo viaja exatamente 30 anos no tempo, de 2026 para 1996, desembarca em uma locadora de filmes e encontra o passado adolescente dos próprios pais. Sem respostas instantâneas ou redes sociais, os personagens precisam lidar com outras formas de conversar, criar vínculos e descobrir o mundo. A aventura reúne referências das décadas de 1980 e 1990 e convida a plateia a reconhecer diferenças e semelhanças entre quem cresceu em tempos analógicos e quem já nasceu conectado.

Por trás do humor e dos números musicais, está uma reflexão sobre o uso responsável da tecnologia, o pensamento crítico e o valor das relações humanas. O encontro entre pais e filhos na mesma fase da vida revela que cada geração tem suas referências e seus desafios, mas compartilha dúvidas, conflitos e a busca por identidade.

“Ao dividir tarefas, organizar ensaios e tomar decisões em grupo, os alunos exercitam liderança, autonomia, resolução de problemas e administração de conflitos. A aprendizagem acontece tanto na apresentação quanto nas negociações e responsabilidades assumidas durante a preparação”, disse a orientadora pedagógica do Colégio Porto e autora da peça, Kennia Ísis.

Criado em 2021a partir de uma atividade de Sociologia com as turmas da 2ª série do Ensino Médio, o projeto cresceu e passou a mobilizar diferentes séries da escola. Em 2026, a montagem amplia essa experiência ao colocar os estudantes diante de um desafio que também atravessa o enredo: compreender o outro, valorizar diferentes perspectivas e construir conexões que vão além das telas.

#Natal#Brasil#Cultura
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