alunos do Colégio Porto levam encontro de gerações ao teatro — Da inteligência artificial à fita VHS
Entre fitas VHS, locadoras de filmes e referências da cultura pop, essa viagem conduz “Rebobine, por favor”, espetáculo que os alunos do Colégio Porto, em Natal

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisE se, depois de uma confusão envolvendo inteligência artificial, um grupo de adolescentes fosse parar na época em que seus pais tinham a mesma idade que eles? Entre fitas VHS, locadoras de filmes e referências da cultura pop, essa viagem conduz “Rebobine, por favor”, espetáculo que os alunos do Colégio Porto, em Natal, apresentam nesta quinta-feira (22), às 19h, no Teatro Riachuelo. Os portões abrem às 18h, e a apresentação é destinada exclusivamente a alunos, familiares e professores da escola, sem acesso para o público em geral.
A montagem integra o Spetacullum Porto, projeto anual que transforma os estudantes em responsáveis pela construção de um espetáculo. Com roteiro escrito pela orientadora pedagógica Kennia Ísis, a peça ganha vida pelo trabalho dos alunos no palco e nos bastidores: são eles que desenvolvem sonoplastia, elementos cênicos, iluminação, figurinos, maquiagem e coreografias, com o suporte dos professores e da equipe pedagógica. O trabalho envolve turmas do 6º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio.
Neste ano, a comédia musical aposta na memória afetiva para aproximar gerações. A história começa quando sete amigos fazem mau uso da inteligência artificial e espalham desinformação pela escola. Como consequência, recebem uma tarefa educativa: organizar um antigo depósito repleto de equipamentos de outras décadas. É ali que encontram um videocassete mágico com uma placa que dá nome ao espetáculo: “Rebobine, por favor”.
Ao acionar o aparelho, o grupo viaja exatamente 30 anos no tempo, de 2026 para 1996, desembarca em uma locadora de filmes e encontra o passado adolescente dos próprios pais. Sem respostas instantâneas ou redes sociais, os personagens precisam lidar com outras formas de conversar, criar vínculos e descobrir o mundo. A aventura reúne referências das décadas de 1980 e 1990 e convida a plateia a reconhecer diferenças e semelhanças entre quem cresceu em tempos analógicos e quem já nasceu conectado.
Por trás do humor e dos números musicais, está uma reflexão sobre o uso responsável da tecnologia, o pensamento crítico e o valor das relações humanas. O encontro entre pais e filhos na mesma fase da vida revela que cada geração tem suas referências e seus desafios, mas compartilha dúvidas, conflitos e a busca por identidade.
“Ao dividir tarefas, organizar ensaios e tomar decisões em grupo, os alunos exercitam liderança, autonomia, resolução de problemas e administração de conflitos. A aprendizagem acontece tanto na apresentação quanto nas negociações e responsabilidades assumidas durante a preparação”, disse a orientadora pedagógica do Colégio Porto e autora da peça, Kennia Ísis.
Criado em 2021a partir de uma atividade de Sociologia com as turmas da 2ª série do Ensino Médio, o projeto cresceu e passou a mobilizar diferentes séries da escola. Em 2026, a montagem amplia essa experiência ao colocar os estudantes diante de um desafio que também atravessa o enredo: compreender o outro, valorizar diferentes perspectivas e construir conexões que vão além das telas.
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