‘Vou provar o meu valor’ — LARA, filha do Faustão, aposta na carreira musical
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google Como surgiu o desejo de se tornar cantora? Sempre fui fissurada por videoclipes. Minha mãe, Magda Colares, foi a primeira a me incentivar a estudar e a fazer aulas de canto. Comecei aos 14 anos e nunca mais parei.
No ano passado saiu seu primeiro álbum, No Mundo da Lua, que mistura pop e MPB. Agora, você lançou uma versão deluxe e um documentário sobre o processo criativo desse projeto no YouTube. Por que revisitar o mesmo trabalho? Senti que era preciso relembrar para o público o que eu já tinha feito e não só depender de novos lançamentos. É importante revisitar e criar novas versões porque a música se transforma com o tempo, e foi ótimo fazer isso de modo intimista no filme.
Você chegou a se formar em artes plásticas. Como foi essa transição para a música? Sempre tive esse lado de artista visual. Acabei trabalhando com escultura, fotografia e vídeo, levando a música como hobby por muito tempo. No último ano da faculdade, eu estava trabalhando no escritório do Giovanni Bianco, um grande diretor de arte que fez capas para a Madonna, entre outros inúmeros trabalhos incríveis. Quando me formei, senti que precisava me expor e dar a cara na música.
S er filha do Faustão abriu mais portas? As pessoas assumem que, por eu ter meu pai no meio artístico, eu já saberia como e o que fazer, mas não existe um curso para virar cantora ou artista. Sei que tenho um caminho longo pela frente e que a pressão e a expectativa são maiores por eu ser quem sou. Mas encaro o desafio de conquistar a confiança do público e ter constância no trabalho, fazendo as pessoas entenderem que cantar não é um capricho.
O que acha do rótulo de nepo baby, dado a filho de famosos que enveredam para o caminho artístico? Lido com isso com naturalidade. Vivemos em um país complexo e com muita desigualdade, então reconheço meus privilégios, mas eu vou provar o meu valor. O importante para mim é usar essa atenção que herdei naturalmente por ser filha dele para entregar algo bom ao público — seja entretenimento ou arte de qualidade que contribuam de alguma forma.
Seu irmão, João Silva, seguiu os passos do pai e tem um programa no SBT. Já pensou em fazer o mesmo? Não, de jeito nenhum. Sempre fui muito tímida e a minha maior crítica — ninguém é pior comigo do que eu mesma. Meu pai é um grande comunicador; eu sou de outro universo, sou uma artista. Nunca tive o desejo de estar na frente das câmeras como ele.
Acompanhava os programas e os bastidores do Domingão do Faustão? Como era? Eu sempre adorei o backstage. Ficava quietinha acompanhando aquela correria e movimentação. Por muito tempo achei que trabalharia apenas nos bastidores, até entender que precisava seguir meu próprio caminho.
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