vinte anos depois, Brasil volta a eleger três governadoras — Eleições 2026
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Consulte formatos e valores disponíveisEleições 2026: vinte anos depois, Brasil volta a eleger três governadoras Celina Leão e Mailza Assis vencem no segundo turno e se juntam a Raquel Lyra; número iguala o de 2006, o maior já registrado Da esquerda para a direita, Celina Leão (DF), Mailza Assis (AC) e Raquel Lyra (PE): duas chegaram ao cargo como vices e venceram neste domingo.
Última atualização em 25 de outubro de 2026 às 22h14.
Priorizar nos meus resultados Google Celina Leão (PP) e Mailza Assis (PP) foram eleitas governadoras do Distrito Federal e do Acre, respectivamente, neste domingo, 25, no segundo turno das eleições brasileiras. Somam-se, assim, a Raquel Lyra (PSD), reeleita para o governo de Pernambuco ainda no primeiro turno, em 4 de outubro.
É a primeira vez desde 2006 que três mulheres conquistam governos estaduais em uma mesma eleição - o maior número já registrado no país.
Naquele ano, venceram Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, Wilma de Faria (PSB), no Rio Grande do Norte, e Ana Júlia Carepa (PT), no Pará.
Desde então, nenhuma eleição havia levado mais de duas mulheres ao comando de estados. Em 2010, venceram Roseana Sarney (PMDB), no Maranhão, e Rosalba Ciarlini (DEM), no Rio Grande do Norte.
Em 2014 e 2018, houve apenas uma vitoriosa em cada pleito: Suely Campos (PP), em Roraima, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. Em 2022, foram novamente duas, Fátima, reeleita, e Raquel Lyra, então no PSDB.
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No Distrito Federal, Celina Leão recebeu 931.607 votos, ou 57,23% dos válidos, derrotando Leandro Grass (PT), que teve 42,77%. A vitória confirmou o favoritismo: no primeiro turno, Celina ficou a apenas 0,07 ponto% de liquidar a disputa.
Natural de Goiânia, Celina foi deputada distrital, presidente da Câmara Legislativa e deputada federal antes de se eleger vice em 2022.
É ainda a primeira mulher escolhida pelos eleitores para chefiar o governo distrital. Antes dela, Maria de Lourdes Abadia ocupou o cargo entre 2006 e 2007, mas por sucessão.
No Acre, Mailza Assis superou o senador Alan Rick (Republicanos) com cerca de dois terços dos votos válidos. Nascida em Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, também esteve a pouco de vencer no primeiro turno, quando levou 49,76% dos votos.
Já Raquel Lyra garantiu o segundo mandato com 53,27% dos votos válidos, à frente de João Campos (PSB). Primeira mulher eleita para o governo pernambucano, Raquel entra agora para o grupo restrito de mulheres reconduzidas ao cargo no país, marca alcançada somente por Roseana Sarney, no Maranhão, e Wilma de Faria e Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte.
Duas das três eleitas chegaram à disputa já instaladas nos palácios, mas sem terem encabeçado uma chapa vitoriosa.
Celina e Mailza eram vice-governadoras e assumiram o comando dos estados no fim de março e início de abril, respectivamente, quando os titulares, Ibaneis Rocha (MDB) e Gladson Cameli (PP), renunciaram para concorrer ao Senado.
Disputaram o pleito, portanto, com a máquina administrativa nas mãos e o desafio de converter a interinidade em mandato próprio.
O mesmo movimento de desincompatibilização elevou temporariamente para cinco o número de mulheres à frente de governos estaduais neste ano, a maior marca simultânea da história. A partir de janeiro, esse número cai para três.
As três governadoras tomam posse em 6 de janeiro de 2027, data fixada pela Emenda Constitucional 111, de 2021, para mandatos de quatro anos.
Juntas, comandarão estados de três regiões: Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Duas delas, Celina e Mailza, pertencem ao mesmo partido, o PP. Raquel Lyra, que deixou o PSDB, disputou a reeleição pelo PSD.
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