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Vieux Carré, o Classudo de Nova Orleans — Drink da Semana

Criado em 1938, o coquetel combina rye whiskey, conhaque, vermute e licores e, para surpresa de todos, o resultado é equilibrado e elegante; aprenda a receita c

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 15:42
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Vieux Carré, o Classudo de Nova Orleans — Drink da Semana
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Poucas cidades têm um peso tão decisivo na cultura etílica de um país quanto Nova Orleans com os EUA. Berço de misturas lendárias como o Sazerac e o Ramos Gin Fizz, a metrópole da Louisiana é um dos grandes pilares da coquetelaria clássica norte-americana. Na sua tradição de criar clássicos, há mais um, talvez um pouco menos conhecido do que os já citados: o Vieux Carré.

Criado em 1938 por Walter Bergeron, bartender do Hotel Monteleone, o coquetel reúne referências das diferentes culturas que conviviam em Nova Orleans. A receita combina rye whiskey americano, conhaque francês, vermute tinto de tradição italiana, licor de ervas e dois tipos de bitter. Seu nome também remete à história local: Vieux Carré (pronuncia-se “vú cá-rê”) é uma expressão francesa que significa “quadrado antigo” e designa tradicionalmente o French Quarter, bairro histórico da cidade.

O resultado é um drink de personalidade marcante, mas equilibrado. O rye whiskey acrescenta notas especiadas; o conhaque traz nuances frutadas e florais; o vermute tinto contribui com seu perfil botânico, enquanto o licor Bénédictine adiciona camadas de ervas, especiarias e mel. Os bitters completam a composição, dando estrutura à mistura. Embora reúna ingredientes de presença forte, nenhum deles precisa se sobrepor aos demais.

Para Lucas Lukett, bartender do paulistano Caso Bar, essa harmonia é justamente o que torna o Vieux Carré especial. “A sensação que tenho quando esses ingredientes se juntam é como se estivesse em uma mesa onde seis amigos conversam sem pressa de falar. Uns falam pouco, ninguém fala alto, todos se escutam e se contemplam.”

A comparação ajuda a traduzir a personalidade do coquetel: complexo, elegante e feito para ser apreciado sem pressa. Diferentemente de receitas que dependem de um único destilado como protagonista, o Vieux Carré trabalha com uma base dividida entre rye whiskey e conhaque, permitindo que as características de ambos apareçam na mesma medida.

Conhecido por executar clássicos à excelência no Caso Bar, no bairro de Pinheiros, Lukett ensina a seguir como fazer o drink de Nova Orleans e um truque para dar um twist na receita. Aprenda:

O bartender dá um alerta: em um coquetel como o Vieux Carré, o gelo tem papel importante no resultado. Cubos grandes e bem formados tendem a derreter mais lentamente, ajudando a controlar a diluição e a preservar o equilíbrio entre os ingredientes ao longo do consumo.

Lukett também gosta de experimentar. Para variar, ele sugere substituir o conhaque por rum Havana Club 7 anos.

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