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Santos mostra bom futebol no início, mas é punido por temporal e expulsão de Neymar — Análise

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 09:10
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Santos mostra bom futebol no início, mas é punido por temporal e expulsão de Neymar — Análise
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Para o duelo, o técnico Cuca decidiu dar sequência ao que deu certo contra o Fluminense e manteve o quarteto ofensivo com Neymar, Philippe Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol. A única alteração foi forçada no setor defensivo: com a lesão muscular de Lucas Veríssimo, o treinador escalou o Menino da Vila João Alencar pela primeira vez como titular na equipe profissional.

Nos primeiros instantes, o Peixe ditou o ritmo da partida. Logo no primeiro minuto, Barreal cruzou rasteiro pela esquerda, a bola passou por Gabigol e encontrou Coutinho dentro da área, que finalizou de primeira para grande defesa de Ronaldo. O Bahia respondeu em contra-ataque rápido com finalização de Kike Olivera da entrada da área, desviada pela marcação para escanteio.

A postura agressiva do Peixe chegou a balançar as redes. Em cruzamento de Neymar na medida para Coutinho testar firme para o fundo das redes. A comemoração, no entanto, foi interrompida: a arbitragem assinalou que a bola ultrapassou a linha de fundo no momento do cruzamento do camisa 10, decisão confirmada após checagem das linhas pelo VAR.

O cenário do confronto começou a mudar aos 19 minutos, quando um temporal desabou sobre o litoral paulista. Aos 26, com o gramado da Vila Belmiro já encharcado e repleto de poças que impediam a troca de passes rasteiros, o árbitro Sávio Pereira Sampaio paralisou o duelo e chamou os capitães para debater uma possível suspensão do jogo. O Santos pediu para prosseguir, e a bola voltou a rolar.

Com as condições desfavoráveis para a construção técnica, o clima esquentou. Neymar se desentendeu com Rodrigo Nestor após sofrer falta no meio-campo. Na reação, o camisa 10 atirou a bola contra o adversário, recebeu o cartão amarelo e, suspenso pelo acúmulo de cartões, já virou desfalque certo para o clássico contra o Palmeiras.

Para piorar o panorama antes do intervalo, o Bahia foi letal. Aos 44 minutos, após rebatida de cabeça do jovem João Alencar na entrada da área, a sobra caiu nos pés de Luciano Juba, que acertou um lindo chute para inaugurar o placar a favor do Tricolor de Aço.

No vestiário, Cuca promoveu mudanças na tentativa de dar mais vigor físico ao time nas poças d'água: sacou Bontempo e Coutinho para as entradas de João Schmidt e Rony. No entanto, o plano tático ruiu antes mesmo do reinício da etapa final.

Ainda no gramado, Neymar e Rodrigo Nestor voltaram a discutir rispidamente. O camisa 10 cobriu a boca com as mãos para falar com o rival, gesto imediatamente denunciado por Nestor à arbitragem. Sávio Pereira Sampaio foi orientado a revisar as imagens na cabine do VAR e aplicou o cartão vermelho direto ao craque alvinegro com base na Lei Vini Jr., que veta atletas de encobrirem a boca para dirigir palavras a adversários.

A expulsão caiu como um balde de água fria na arquibancada. Surpreendentemente, foi o Santos quem mandou no jogo. Mesmo em inferioridade numérica, a equipe santista mostrou força, empurrou o Bahia para o campo de defesa e somou 15 finalizações contra apenas oito dos visitantes, na segunda etapa.

O prêmio pela insistência veio já nos acréscimos. Após bola levantada por Rollheiser na área, Luan Peres subiu mais alto que a zaga baiana e testou firme para empatar a partida, levando a Vila Belmiro ao delírio com a demonstração de entrega física de um time exausto pela lama.

O empate em 1 a 1 evita o distanciamento do G-7 e mantém a equipe viva antes de receber o Palmeiras nesta quarta-feira (28). No entanto, o saldo final deixa um gosto agridoce: o Santos competiu com alma para buscar um ponto heroico, mas acabou prejudicado pelo destempero do seu principal craque e pelas fortes chuvas em Santos.

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