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Rússia sobe sanções contra empresas europeias e poupa EUA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 16:36
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Rússia sobe sanções contra empresas europeias e poupa EUA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Desde a posse de Trump, Moscou tomou a administração de 20 companhias estrangeiras; somente três tinham vínculos com Washington

A Rússia intensifica medidas repressivas contra empresas europeias em resposta ao apoio da Europa à Ucrânia , mas poupa companhias norte-americanas em um momento no qual busca estreitar laços com a Casa Branca. A informação foi compartilhada por autoridades russas e empresários dos Estados Unidos ouvidos sob condição de anonimato pela agência de notícias Reuters.

Desde a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, o líder russo, Vladimir Putin, colocou 20 empresas estrangeiras sob administração temporária do governo de Moscou. Somente três delas tinham vínculos com Washington. O restante é ligada a investidores europeus.

No mês passado, o Kremlin assumiu o controle das unidades russas do grupo alimentício suíço Nestlé, além das redes de varejo Auchan, da França, e Metro, da Alemanha. Para justificar a medida, citou o envolvimento europeu em “hostilidades diretas no campo de batalha” da guerra contra a Ucrânia.

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Siga no Google Discover Além disso, na semana passada, Moscou tomou ativos locais de quatro empresas menores de F rança, Alemanha, Suécia e Bélgica.

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A Comissão Europeia , sediada em Bruxelas, afirmou que as recentes apreensões de ativos ocorreram sem o devido processo legal e equivalem a uma “expropriação forçada em tudo, menos no nome”.

“Isso segue um padrão claro de retaliação econômica”, disse um porta-voz da Comissão à Reuters, acrescentando que as medidas mostravam que “a Rússia não é um ambiente seguro para os negócios”.

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O Kremlin afirmou que as empresas dos Estados Unidos estão sendo tratadas melhor do que suas rivais europeias devido aos esforços de Trump para alcançar a paz na Ucrânia.

Washington e Moscou vêm se aproximado diplomaticamente. Neste mês, a Casa Branca anunciou um acordo para comprar diesel russo. No sábado, Trump assinou um decreto suspendendo sanções e tarifas importantes sobre produtos russos.

Além disso, o líder americano pressiona o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a retomar as conversas por um acordo de paz com a Rússia. O ucraniano já sinalizou que espera que as negociações ocorram em novembro.

O governo russo também afirmou, na quarta-feira (21), que está pronto para retomar as negociações no próximo mês, com mediação dos Estados Unidos. O anúncio foi feito após Putin receber o enviado especial norte-americano Steve Witkoff, em São Petersburgo.

+ Trump diz que não é hora de aplicar sanções à Rússia

Mesmo com as movimentações para voltar a negociar um acordo de paz, os dois países continuam a se atacar.

Na madrugada desta quinta-feira (22), as forças russas bombardearam Kiev com 21 mísseis balísticos e mais de 200 drones, deixando ao menos dois mortos.

Também ocorreram ataques russos na região de Kharkiv , no nordeste da Ucrânia. Segundo o Serviço Estatal de Emergência ucraniano, ao menos uma pessoa foi morta e 13 ficaram feridas, incluindo duas crianças.

Além disso, um drone russo danificou o prédio onde fica uma escola de ensino médio em Kharkiv. Não houve relato de feridos porque as crianças haviam sido evacuadas para um abrigo antes do ataque.

+ Ucrânia diz que parceiros não a avisaram sobre ataque russo

As forças ucranianas também se movimentam. Segundo o Kremlin, Kiev lançou 630 drones em direção a Moscou durante a noite .

Mesmo sem cessar os ataques, os dois países realizaram uma troca de vítimas da guerra . Segundo a agência de notícias estatal Belta, de Belarus, Moscou entregou 252 corpos e a Ucrânia, 25.

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