Região: Wall Street perde US$ 3 trilhões em um dia com derrocada de ações de tecnologia
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google A perspectiva de obstáculos políticos à expansão da infraestrutura de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos aumentou a pressão sobre as empresas de tecnologia e provocou uma forte onda de vendas no mercado americano. Nesta quinta-feira, 5, as companhias listadas em Wall Street perderam aproximadamente 3 trilhões de dólares em valor de mercado, em um movimento concentrado principalmente nos fabricantes de semicondutores e em outros negócios relacionados à IA.
O temor dos investidores está relacionado, em parte, ao resultado das eleições legislativas americanas. Durante a votação, 41 propostas submetidas à população trataram de iniciativas para dificultar ou retardar a construção de centros de dados, estruturas fundamentais para o funcionamento de aplicações de inteligência artificial. A maioria dessas medidas foi aprovada.
O Texas, outro estado relevante para os investimentos no setor, também se tornou motivo de preocupação. A democrata Gina Hinojosa, que defende a suspensão imediata da construção de novos centros de dados, derrotou o governador republicano Greg Abbott. A questão não se restringe às disputas entre os dois partidos. Em setembro, Abbott já havia suspendido a emissão de novas autorizações para centros de dados enquanto aguardava uma auditoria da rede elétrica texana. Durante a campanha, Hinojosa defendeu a manutenção da medida.
Para parte dos analistas, a reação política ao avanço da IA não precisa necessariamente representar um risco de grandes proporções para o mercado. Segundo essa avaliação, eventuais restrições poderiam moderar as expectativas excessivamente otimistas em torno da tecnologia e reduzir os excessos de uma bolha de IA sem provocar seu estouro.
Os fabricantes de chips estiveram entre os principais prejudicados. O índice Philadelphia Semiconductor, que acompanha as ações de empresas de semicondutores, chegou a cair 11% durante o pregão e registrava baixa de aproximadamente 9,75% em um levantamento intradiário da Reuters.
A deterioração dos preços também atingiu os principais indicadores de Nova York. No início da tarde, o Nasdaq acumulava queda de 5%, o S&P 500 recuava 3,7% e o Dow Jones perdia 3%.
A intensidade da turbulência ficou ainda mais evidente diante do desempenho do mercado na sessão anterior. Na quarta-feira, o Dow Jones havia avançado uma valorização de 3% que representou seu melhor resultado após uma eleição de meio de mandato em mais de 40 anos. O S&P 500 também havia subido, com alta de 1,5%.
Na ocasião, os investidores reagiram positivamente à perspectiva de um governo dividido (com presidência republicana e Congresso democrata), que poderia proporcionar maior previsibilidade à condução das políticas públicas. A queda nos preços do petróleo também contribuiu para o otimismo. A recuperação, porém, durou apenas um pregão. Nesta quinta-feira, 0s preços do petróleo voltaram a subir, prejudicando as bolsas.
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