Região: Vice-presidente Pedro Alliana toma posse como novo presidente do Paraguai
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, tomou posse nesta sexta-feira, 6, como novo presidente do país, após a destituição de Santiago Peña em um rápido processo de impeachment, e prometeu indenizar integralmente os correntistas afetados pela crise bancária que provocou a queda de seu antecessor.
Peña foi destituído por 44 votos favoráveis e uma ausência no Senado, composto por 45 membros, três dias após a intervenção no Ueno Bank, um dos maiores bancos do país, com o qual mantinha vínculos. Após a confirmação do Senado, o ex-presidente foi preso em sua casa em Assunção e o Ministério Público do país também determinou a detenção de Carlos Carvallo, ex-presidente do banco central.
“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do colapso financeiro serão integralmente indenizados. Não vamos deixá-los sozinhos”, afirmou Alliana após receber a faixa e o bastão presidenciais. Com a saída de Peña, ele deverá completar o mandato iniciado em 2023, que se estende até agosto de 2028.
Aos 52 anos, Alliana é integrante do Partido Colorado (Associação Nacional Republicana), legenda historicamente dominante na política paraguaia e a mesma de Peña. Natural de Pilar, no departamento de Ñeembucú, ele é casado e pai de quatro filhos.
Antes de ingressar na política, trabalhou no comércio e chegou a integrar a seleção paraguaia de basquete, participando de competições nacionais. É formado em Relações Internacionais pela Universidade San Sebastián.
A turbulência começou após o Banco Central do Paraguai intervir no Ueno Bank, instituição do Grupo Vázquez, diante de problemas de solvência e da insuficiência de recursos para cobrir suas obrigações. Segundo as investigações, a situação estaria relacionada, entre outros fatores, a empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio grupo controlador.
O banco, que atendia cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente 850 milhões de dólares em recursos públicos, incluindo depósitos de fundos previdenciários, teve suas operações suspensas. A medida deixou correntistas sem acesso imediato ao dinheiro e provocou protestos em Assunção, capital do país. O governo anunciou que parte dos depósitos seria devolvida por meio do Fundo de Garantia de Depósitos.
A crise também atingiu diretamente o Executivo por causa da ligação anterior de Peña com o grupo controlador da instituição. O presidente havia sido acionista da holding até março de 2025. Parlamentares da oposição o acusaram de conflito de interesses, de favorecer o banco por meio de decisões regulatórias e de concentrar recursos previdenciários na instituição. Também questionaram a atuação do Banco Central diante dos problemas financeiros.
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