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Região: Tifanny entrar na Justiça para jogar Supercopa e Superliga após receber negativa da CBV

No final da tarde da última quinta-feira, as inscrições das atletas do Osasco Vôlei foram aceitas pela CBV, com exceção de Tifanny, cuja inscrição permaneceu pe

Por ge.globo 16 de outubro de 2026 às 14:58
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Região: Tifanny entrar na Justiça para jogar Supercopa e Superliga após receber negativa da CBV
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Osasco — De acordo com informações recentes, tifanny desabafa sobre chance de não jogar a Superliga A jogadora Tifanny Abreu e Osasco entraram na Justiça para garantir a participação da atleta na Supercopa, que será disputada na noite desta sexta-feira (16) e na Superliga, com início na próxima semana.

O caso chamou atenção recentemente no município de Osasco e região. No final da tarde da última quinta-feira, as inscrições das atletas do Osasco Vôlei foram aceitas pela CBV, com exceção de Tifanny, cuja inscrição permaneceu pendente. Diante disso, a assessoria jurídica da atleta e do clube acionaram a Justiça Desportiva com um mandado de garantia para o pedido de liminar a fim de garantir que ela possa participar da Supercopa e da Superliga enquanto o caso é analisado definitivamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). No fim da manhã desta sexta-feira, a Justiça Desportiva negou a liminar e a partir disso, a assessoria da Tifanny entrou com o pedido de liminar na Justiça comum. — A Constituição Federal diz que uma nova norma não pode revogar o direito que ela tem de exercer sua profissão, o que ela vinha fazendo há tantos anos. Ela participou das competições que garantiram o lugar do Osasco na Supercopa, diante disso, é direito da atleta que contribuiu com a campanha estar disputando o campeonato — declarou o advogado Luiz Fernando Novaes. No início de outubro, Tifanny Abreu fez um forte desabafo no evento de lançamento da Superliga 2026/27, sobre nova regra que bane atletas trans de competições femininas de vôlei. Mesmo sem saber se poderá disputar a competição por causa da nova política de elegibilidade adotada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), a oposta representou o Osasco na cerimônia. Na saída, se emocionou ao comentar a situação. Ela afirmou que lutará pelo direito de voltar às quadras e cogita recorrer à Justiça. Presidente da CBV, Radamés Lattari reforçou que a entidade vai seguir as novas regras do Comitê Olímpico Internacional (COI). Técnico do Osasco, Luizomar comenta sobre situação de Tifanny na Superliga + Superliga 2026/27 é lançada com novas regras e transmissão de todos os jogos pelo Grupo Globo + Com um líbero e oito substituições por set, Polônia começa a testar mudanças da FIVB; entenda + Carolana projeta volta ao vôlei após cirurgias para tratar câncer: "Momentos super desafiadores" — Quero terminar a minha carreira de atletas com o pé direito, digna de uma aposentadoria, digna de falar eu comecei, eu terminei, eu inspirei e agora vou começar a ajudar outras pessoas fora de quadra. Não assim expulsa, não assim proibida, jogada na sarjeta como se nada tivesse acontecido. Eu espero que algo possa mudar. Se não for uma boa conversa, de bom acordo, que seja na Justiça. E que a justiça possa estar do meu lado, porque não faço nada de errado, só estou trabalhando — afirmou Tifanny. Tiffany compareceu ao lançamento da Superliga mesmo impedida de jogar Beatriz Cesarini A jogadora de 41 anos disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Ela foi afetada pela decisão da CBV, anunciada em agosto, de adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas na categoria feminina. Pela nova regra, as jogadoras deverão apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. A atleta que não comprovar a elegibilidade ficará impedida de disputar as competições. Pronunciamento de Radamés Lattari, presidente da CBV, no lançamento da Superliga Primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro, Tifanny teve sua continuidade no esporte afetada pela mudança. Desde o anúncio, ela recebeu apoio de diversas jogadoras e integrantes da comunidade do vôlei. Gabi Guimarães, capitã da seleção brasileira feminina, chegou a fazer um discurso antes do Pré-Olímpico criticando a decisão da CBV e defendendo a permanência de Tiffany na Superliga. — É saber que eu poderia estar aqui sorrindo e representando meu esporte e não lutando por ser quem eu sou. É muito difícil porque são sonhos. Eu vou lutar até o final para que a história de Tifanny Abreu não termine desse jeito, que a história de pessoas trans não termine desse jeito e que eu continue inspirando pessoas. Quando eu terminar de jogar e estiver ocupando outros espaços, atletas no futuro falem que se inspiraram em Tifanny, que foi atleta e se aposentou com dignidade e não expulsa das quadras — falou Tifanny. Paula Pequeno e Luiz Carlos Jr. dão detalhes da Superliga 26/27 e das novas regras Apesar da decisão, Tifanny afirmou que pretende seguir presente no ambiente do vôlei e lutar para ter a oportunidade de terminar sua trajetória como atleta dentro das quadras. — Infelizmente vim em uma época não tão favorável, mas aqui estou presente para mostrar que eu existo, que eu também tenho direito de estar aqui, de estar jogando essa Superliga. Fui muito bem recebida, todos me dando apoio em um momento tão difícil. Recebi esse apoio como muito amor e muito carinho. Quero terminar minha temporada. Eu não fiquei dez anos à toa. Foram dez anos lindos, que eu inspirei muitas pessoas, muitos atletas que hoje estão dentro de quadra, atletas que me viram jogar e compartilham a quadra comigo e dizem que fui inspiração dela — disse. Tiffany espera se aposentar do esporte com dignidade Wesley Felix

Informações originalmente apuradas e reportadas por ge.globo. Conteúdo adaptado e verificado pela equipe do Portal Empire em conformidade com as diretrizes de citação e interesse público da Lei de Direitos Autorais (Art. 46 da Lei 9.610/98).

#Osasco#Esportes#Justiça
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