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Região: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 15:10
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Região: Sem título
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Com 381,6 mil veículos leves eletrificados emplacados no Brasil entre janeiro e setembro de 2026, volume 70% superior ao registrado em todo o ano passado, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para mapear os obstáculos à expansão da infraestrutura de recarga e os impactos do crescimento da frota sobre as redes elétricas.

A iniciativa ocorre diante da falta de um diagnóstico nacional sobre a disponibilidade de carregadores, as dificuldades de conexão e a capacidade das distribuidoras de acompanhar o avanço da eletromobilidade. Dos veículos emplacados neste ano, 303,5 mil são totalmente elétricos ou híbridos plug-in, que dependem de recarga externa.

A consulta foi aberta nesta sexta-feira, 23 de outubro, e receberá contribuições até 22 de novembro.

Segundo nota técnica que fundamenta a iniciativa, o país ainda não dispõe de informações sistematizadas sobre a cobertura territorial dos pontos de recarga, os obstáculos enfrentados por consumidores e operadores ou as condições de conexão dos equipamentos às redes elétricas.

Também faltam dados públicos sobre os locais e horários em que ocorre o carregamento dos veículos, informações consideradas necessárias para que as distribuidoras possam antecipar a demanda e planejar investimentos.

O diagnóstico deverá subsidiar a identificação de possíveis mudanças legais e regulatórias, a formulação de diretrizes para integrar a recarga ao planejamento das redes e a definição de temas que poderão ser encaminhados à agenda regulatória da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A expansão do mercado de veículos elétricos tem sido acompanhada pelo aumento da infraestrutura de recarga, embora a distribuição dos equipamentos permaneça desigual entre as regiões do país.

Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) citados pelo MME, o Brasil contava com 29.866 pontos públicos e semipúblicos de recarga em setembro de 2026, aumento de 17,45% em relação a junho, quando havia 25.429 pontos.

Desse total, 11.397 equipamentos, equivalentes a 38,2%, eram carregadores de corrente contínua (DC), utilizados para recargas mais rápidas e que, por concentrarem maior potência em um único ponto, tendem a exigir mais das redes de distribuição.

A concentração regional também é apontada como um desafio. São Paulo reúne 26,3% dos pontos de recarga do país e, somado aos três estados da Região Sul, responde por 50,7% da infraestrutura disponível. Na outra ponta, os sete estados da Região Norte concentram apenas 3,4% dos equipamentos.

O ministério ressalta que a quantidade de carregadores instalados não é suficiente para avaliar a qualidade do atendimento. O planejamento também precisa considerar localização, potência, disponibilidade, confiabilidade, interoperabilidade, transparência de preços, meios de pagamento e integração com as redes elétricas.

A recarga residencial é outro ponto de atenção. A nota técnica destaca as dificuldades enfrentadas por moradores de condomínios, especialmente em edifícios com garagens compartilhadas, onde a instalação dos equipamentos pode exigir adaptações elétricas e soluções para individualizar o consumo.

A expansão da eletromobilidade também deverá aumentar a demanda de eletricidade e exigir maior integração entre o planejamento da infraestrutura de recarga e das redes de distribuição.

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