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Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 4 de novembro de 2026 às 02:20
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4.nov.2026 à 1h27 Atualizado: 4.nov.2026 às 2h13 Diminuir fonte Aumentar fonte Isabella Menon Washington O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato, em meio às projeções de uma derrota expressiva de seu Partido Republicano no Congresso. Em entrevista ao jornal The New York Times, o americano também sinalizou disposição para negociar com os democratas, que avançavam na disputa pelo controle do Legislativo.

"Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados ", afirmou. "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos poder trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo."

A declaração contrasta com o discurso adotado pelo presidente ao longo da campanha, quando questionou a confiabilidade do sistema eleitoral e condicionou o reconhecimento de uma eventual derrota à lisura da votação.

O tom conciliador também veio depois de Trump tentar se distanciar do desempenho republicano nas urnas. Em publicação na rede Truth Social, o presidente atribuiu parte do resultado à ausência de seu nome nas cédulas. "Se eu estivesse, teríamos vencido de lavada", escreveu.

Nas últimas semanas, porém, o próprio Trump havia pedido repetidamente que seus apoiadores votassem nos candidatos republicanos como se ele estivesse concorrendo. O presidente percorreu diferentes estados em comícios e transformou a eleição em um teste de sua popularidade.

Trump chegou às urnas com a aprovação próxima do menor nível de seus dois mandatos. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2) mostrou que apenas 32% dos americanos aprovavam seu governo, em meio à insatisfação com o custo de vida e a condução da economia.

Na véspera da votação, o republicano já havia reconhecido a possibilidade de derrota. Durante um evento diante do Memorial de Lincoln, em Washington, lembrou que o partido do presidente costuma perder cadeiras nas eleições de meio de mandato.

"Normalmente, seja quem for o presidente, republicano ou democrata, bom ou ruim, por alguma razão, o partido do presidente não vence as eleições de meio de mandato. Mas nós nos esforçamos muito", afirmou.

Trump também reconheceu que a guerra contra o Irã pode ter contribuído para a derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato.

Em entrevista por telefone à Fox News, na noite de terça-feira (3), o presidente afirmou que o conflito teve impacto sobre o resultado eleitoral, mas defendeu sua atuação militar. "Acho que parte disso se deveu ao Irã, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao país", disse.

A guerra já aparecia nas pesquisas como um dos motivos de insatisfação dos americanos com o governo. Levantamento do Pew Research Center divulgado em outubro mostrou que 65% da população desaprovava a condução do conflito por Trump.

Em entrevista conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, eleitores também consideraram que os EUA erraram ao atacar o Irã e alegam que o custo de vida tenha pesado mais na decisão do voto.

No domingo (1º), em um comício no Kansas, Trump também havia recorrido ao histórico eleitoral americano para justificar a dificuldade enfrentada pelos republicanos. Segundo ele, nas últimas 25 eleições de meio de mandato, o partido do presidente havia vencido apenas duas vezes.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de link Cadeado representando um link Copiar link Ícone fechar Carregando... A disposição para aceitar o resultado representa uma mudança de tom em relação à postura adotada por Trump após sua derrota para Joe Biden em 2020. Na ocasião, o republicano denunciou uma suposta fraude eleitoral sem apresentar provas capazes de sustentar suas acusações.

Ainda durante a campanha deste ano, Trump manteve as dúvidas sobre seu compromisso com o resultado. Questionado pela imprensa em 27 de outubro sobre se reconheceria uma eventual derrota, respondeu: "Sim, se [os resultados] forem honestos."

A perspectiva de uma maioria democrata na Câmara dos Representantes abre caminho para investigações sobre o governo, convocações de autoridades e maior fiscalização das decisões da Casa Branca. Também poderia permitir a abertura de um novo processo de impeachment contra Trump.

O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, porém, evitou se comprometer antecipadamente com essa possibilidade. Questionado sobre o assunto, afirmou que o partido não havia decidido iniciar um processo, mas tampouco descartava a medida. Segundo ele, eventuais iniciativas deverão ser guiadas pelos fatos, pela legislação e pela Constituição americana.

Trump já enfrentou dois processos de impeachment durante seu primeiro mandato, em 2019 e 2021, mas foi absolvido pelo Senado nas duas ocasiões. Uma nova acusação poderia ser aprovada por maioria simples da Câmara, enquanto sua destituição exigiria o apoio de dois terços dos senadores presentes no julgamento.

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